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Colunas de Marcos Marinho

Jornalista


  • 24/04/2018

    Barrote difícil de rolar


     De inexpressivo e mofado “retrato na parede”, conforme indiretamente lhe pintou a oposição, o presidente da Associação Paraibana de Imprensa (API) e candidato à reeleição, João Pinto, virou de uma hora para outra em pedra no meio do caminho dos que estão se aventurando em derrotá-lo.
    Nada de xexinho…
    Pinto agigantou-se e é já agora, faltando pouco mais de dois meses para a eleição, um rochedo difícil de ser esfacelado. Na linguagem da madeira, talvez um “pau de dar em doido”, que seria frase de ótimo emprego para a ocasião, mas de fato virou BARROTE gigante exatamente prá segurar intempéries como essas, gestadas nos esgotos de múmias que se atrevem a posar como seres de inovação.
    E o que traz de vantagem o nome de Pinto no confronto em que a sua atual vice, a acatada porém desconhecida Sandra Moura, foi escalada por Walter Santos e outros auto-proclamados luminares do jornalismo das tabajaras para desalojá-lo do histórico prédio da Visconde de Pelotas e dele sair como cachorro sarnento e sem dono?
    O que viria a contribuir com a API essa – ao que se diz – bem letrada professora da UFCG a não ser nessas ações que já grassam em redações da Capital provocando divisões entre o mar e a montanha, o litoral e os sertões, como se a Paraíba tivesse que regredir a tempos de outrora em que só a “elite” da mídia pessoense tinha a força do mando ditando regras exclusivistas em menosprezo aos que fazem jornalismo legítimo da ponte Sanhauá para adiante?
    Pode a mestra-vice de João Pinto ter escrito os melhores livros do universo, pode ser ela a mais dedicada das damas da academia, mas a contar pelo que se deduz esperar dos seus generais de campanha, “pau mandado” é pouco para qualificar o que dela se diria num improvável resultado positivo do pleito.
    De João Pinto, e da nova API por ele comandada, credite-se a interiorização das ações da entidade. O jornalista de Patos ou Cajazeiras, Itaporanga ou Conceição, Cuité ou Picuí, Guarabira ou Serraria, Boqueirão ou Cabaceiras, contam na mesma medida daquele que se batizou em Campina Grande ou em João Pessoa.
    E isso não é pouco!
    Ainda hoje lí rabiscos de Marcela Sitônio, a baixinha espevitada que antecedeu a Pinto na presidência da API e uma das patrocinadoras da candidatura de Sandra Moura, defendendo ela o legado do tempo em que por lá passou, de 2009 a 2015 – móveis projetados que comprou para mobiliar com toques femininos a sala onde dava expediente e o que definiu como a “imagem pública da entidade”.
    Na avaliação de Marcela, Sandra Moura “é o nome certo para reconduzir a API pelos caminhos da integridade, da autonomia e altivez”.
    E fim de papo.
    É Sandra e pronto, porque “diálogo” e forma de convencer, na linguagem espancadamente patriarcal de Marcela e desses outros que atiçam a divisão permanente da API, é regra para virar cláusula pétrea no Regimento da nossa velha associação.
    Como não sou adepto de ditaduras, sou dos primeiros a gritar que ela PERMANEÇA longe da API.
    E nem precisa, depois dessas mal traçadas…. Mas, como virou antecipada moda nesta eleição, vá lá:
    MEU VOTO É DE JOÃO PINTO!