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Colunas de Bruno Farias

Vereador de João Pessoa


  • 07/09/2017

    A obra da Lagoa custou uma nota


     Diante de tantas "notas", o que a gente "nota" é que a obra da Lagoa custou uma "nota". Essa obra da Lagoa é um "nó, tá"?!?!


    Essa confusão sobre a obra Lagoa é tão esdrúxula que vale até uma manchete: "Prefeitura confirma cobrança da Caixa de devolução de dinheiro superfaturado da Lagoa".

    Na realidade, de forma didática, o que ocorreu sobre essa lambança foi o seguinte: após a entrega do Relatório de Fiscalização e Controle da CGU, em dezembro de 2015, apontando superfaturamentos e desvios da ordem de 10 milhões de reais, a CEF, através da Gigov/JP, enviou para o Ministério das Cidades um relatório de 40 laudas, tentando, em vão e de maneira não-usual, rebater os pontos trazidos pela CGU.

    Durante muito tempo, esse relatório da CEF foi utilizado politicamente pela PMJP, que induziu a sociedade a erro, ao afirmar que a Caixa, como órgão fiscalizador, isentava a PMJP. Só em meados de 2017, quando o sigilo das investigações da PF e do MPF foram quebrados e que todos tiveram acesso aos autos, a CEF, por meio de nota, informou que não detém poder de fiscalização, derrubando, assim, toda a linha de defesa de Cartaxo.

    Após a entrega do Relatório da CEF, a CGU, em documento enviado ao Ministério das Cidades, rebateu, ponto por ponto, cada uma das justificativas da CEF, fazendo com que o Ministério das Cidades solicitasse da Caixa um ofício, requerendo da PMJP a devolução dos 10 milhões de reais superfaturados e desviados.

    A CEF, então, atendendo recomendação do Ministério das Cidades, oficiou à PMJP, determinando a devolução desses 10 milhões de reais.

    Ao tomar conhecimento do Ofício da CEF, a PMJP foi até o Ministério das Cidades e, pasmem, pediu a suspensão da cobrança da devolução, porque havia uma divergência de dados entre a CGU e a PF, pois aquele chegou ao valor de 10 milhões de reais de desvios  e esta apontava o superfaturamento de 6 milhões e 400 mil reais.

    Vejam que situação patética: o Prefeito Cartaxo pediu a suspensão de cobrança porque o superfaturamento não foi de 10 milhões, mas de 6 milhões e 400 mil reais. 

    A CEF, portanto, seguindo a orientação do Ministério das Cidades, suspendeu a cobrança da devolução desses recursos, porque havia, segundo o Ministério das Cidades, uma divergência de dados quanto aos valores a serem ressarcidos.

    A sociedade não quer saber se o superfaturamento está no patamar de 10, 8, 6, 4 ou 3 milhões de reais. A sociedade quer que, independentemente de patamar de valor, o recurso público deve ser tratado com zelo, respeito e probidade, o que, de acordo com a CGU, a PF, o MPF, o Ministério das Cidades e a própria CEF, parece que não foi feito.

    O que não é normal, o que não pode, em tempo algum, ser tratado como algo habitual, é o Prefeito Luciano Cartaxo ter a desfaçatez de dizer que é praxe a Caixa Econômica Federal pedir devolução de recursos fruto de superfaturamento e desvios de dinheiro em obras públicas.

    A Bancada de Oposição não vai ficar parada, vai fiscalizar e cobrar a punição severa dos eventuais culpados.

    Bruno Farias (Líder da Oposição)


  • 08/08/2017

    João Pessoa no buraco. Cadê o prefeito?


     Na última quinta-feira (03/08/2017), estive, a pedidos da população, visitando alguns pontos críticos de nossa cidade, cujas ruas estão cheias de buracos, que, na verdade, são enormes crateras, danificando automóveis, atrapalhando o trânsito da cidade e, inclusive, colocando em risco a integridade das pessoas.

     
    Visitamos os bairros de Manaíra, Bessa, Altiplano, Bancários Mangabeira, Valentina, Geisel, João Paulo II, Funcionários 2 e Cristo. No Bairro do Bessa, mais precisamente no giradouro do Bessa Shopping, nos deparamos com a Operação Tapa Buracos. Infelizmente, ao passar por essa localidade no dia de ontem (07/08/2017), encontrei a mesma situação: buracos na rotatória do Bessa Shopping, o que demonstra a baixa qualidade do material utilizado pela PMJP na Operação Tapa Buracos.
     
    Tenho consciência de que passamos por um inverno bastante rigoroso, mas nada justifica a quantidade absurda de buracos em toda a cidade, tanto nos bairros nobres, quanto na periferia, tanto nas avenidas principais e mais movimentadas, como também nas ruas secundárias e de pouco fluxo de veículos. Se a Prefeitura tivesse feito um planejamento e, durante o verão, se preparado para receber o inverno, não teríamos sofrido dessa forma. Uma pena constatar que Planejamento é peça rara na gestão de Cartaxo.
     
    Como Vereador, a minha missão é cobrar melhorias na cidade, e espero que o Prefeito Cartaxo resolva esse problema que tem atormentado o cotidiano dos pessoenses. Com o fim das chuvas mais intensas, vamos exigir a presença de equipes da Operação Tapa Buracos em todos os cantos de João Pessoa e vamos ficar de olho na qualidade do material utilizado pela PMJP.
     
    Se existem buracos em sua rua, mande-nos imagens, vídeos ou simplesmente o endereço, para que o nosso mandato seja canal de sua legítima reivindicação e porta-voz de suas cobranças.