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  • 10.03.2026 - 12:15

    VERGONHA: Lula tenta impedir EUA de classificar PCC e CV como organizações t3rr0ristas


    HORA BRASILIA - O governo brasileiro iniciou uma movimentação diplomática para evitar que os Estados Unidos classifiquem facções criminosas brasileiras como organizações terroristas, medida que vem sendo discutida nos bastidores da administração do presidente Donald Trump. A avaliação no Palácio do Planalto e no Itamaraty é de que essa decisão poderia gerar impactos jurídicos, econômicos e diplomáticos sensíveis para o Brasil, além de abrir precedentes que afetariam a soberania nacional. As informações são do jornal O Globo.

    O tema deve entrar na pauta de um encontro entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e Trump em Washington, ainda sem data confirmada. A preparação da reunião foi discutida em uma conversa telefônica entre o chanceler brasileiro Mauro Vieira e o secretário de Estado americano Marco Rubio.

    Embora o governo brasileiro afirme não ter recebido comunicação oficial da Casa Branca sobre a medida, interlocutores em Washington indicam que a classificação de facções brasileiras como grupos terroristas está sendo considerada e pode avançar em algum momento, dependendo da decisão final de Trump.

    Nos bastidores, a principal preocupação do governo Lula não é exatamente o combate às facções, mas as consequências legais e institucionais que essa classificação poderia provocar.

    Diplomatas brasileiros avaliam que, ao enquadrar organizações como PCC e Comando Vermelho na legislação americana de terrorismo, Washington passaria a ter instrumentos jurídicos muito mais amplos de atuação, inclusive com potencial de medidas extraterritoriais.

    Isso poderia afetar:

    instituições financeiras que operam com o sistema americano

    transações internacionais suspeitas de ligação indireta com esses grupos

    operações de inteligência e segurança conduzidas unilateralmente pelos EUA

    A legislação americana permite inclusive sanções financeiras, restrições migratórias e uso ampliado de inteligência e recursos militares quando um grupo é classificado como organização terrorista estrangeira.

    A estratégia diplomática brasileira é defender que o combate ao crime organizado avance por meio de cooperação policial e troca de inteligência, sem que haja a classificação formal de terrorismo.

    Dívida Pública Brasil

    Hoje já existe um canal estruturado de cooperação entre:

    Polícia Federal

    autoridades alfandegárias brasileiras

    agências americanas como a DEA (Drug Enforcement Administration)

    Segundo interlocutores do governo, boa parte das informações que os EUA possuem sobre facções brasileiras já foi produzida no próprio Brasil e compartilhada oficialmente.

    Por isso, Brasília pretende propor ampliação do intercâmbio de inteligência, principalmente nas áreas de:

    Material de referência geográfica

    lavagem de dinheiro

    rastreamento de fluxos financeiros internacionais

    combate ao narcotráfico

    No Brasil, facções como PCC e Comando Vermelho são juridicamente classificadas como organizações criminosas, com base na Lei de Organizações Criminosas.

    A legislação brasileira reserva a tipificação de terrorismo para atos motivados por ideologia, religião, xenofobia ou discriminação, voltados a provocar terror social ou político.

    Como essas facções atuam principalmente com objetivos econômicos ligados ao tráfico de drogas, armas e lavagem de dinheiro, o entendimento predominante no país é que elas não se enquadram na definição de terrorismo.

    O receio brasileiro é reforçado por decisões recentes dos Estados Unidos na América Latina.

    Washington já classificou como organizações terroristas:

    a gangue Tren de Aragua, na Venezuela

    o Cartel de los Soles, também ligado ao narcotráfico venezuelano

    Após essas designações, os EUA passaram a aplicar sanções financeiras mais duras e ampliar operações de inteligência e segurança na região.

    Sob o governo Trump, a estratégia tem sido associar narcotráfico e terrorismo, permitindo um alcance maior das ações americanas contra organizações classificadas como “narcoterroristas”.

    Fonte: horabrasilia.com.br/