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21.01.2026 - 11:20
OPERAÇÃO CALVÁRIO: Walber Virgolino encaminha ofício ao MPE e MPF para continuarem ação
Deputado Walber Virgolino quer punição para envolvidos
Se depender do deputado estadual Walber Virgolino, nem tão cedo a Operação Calcário cairá no esquecimento e nem os seus envolvidos ficarão livres de investigação e punição devida por ilicitudes cometidas.
É que, em ofício encaminhados ao Procurador Geral de Justiça, Leonardo Quintans Coutinho, Virgolino e ao Procurador Chefe do Ministério Público Federal, José Guilherme Ferraz, ele questiona com estranheza a exclusão do governador João Azevedo no processo, enquanto anuncia que vai recorrer da decisão que trancou a ação penal contra o ex-governador Ricardo Coutinho.
“não há como desvencilhar a participação de ambos nos ilícitos apontados na Operação Calvário”, diz um trecho do Ofício do deputado.
Virgolino ainda argumenta:
"Para contextualizar, no início de 2018, as investigações foram intensificadas e alcançaram os principais operadores da organização criminosa, cujo modo de agir e as fortes ramificações refletiram uma estrutura vultosa destinada exclusivamente para o desvio recursos públicos na gestão da saúde e da educação, e, por conseguinte, enriquecer ilicitamente os membros da ORCRIM, na qual se destacaram os gestores do primeiro escalão da administração estadual, inclusive com a efetiva participação do, à epoca, Governador do Estado, que funcionava como, segundo o próprio GAECO/PB, o “Chefe da ORCRIM”, conforme flagrado em provas obtidas através da quebra autorizada de sigilos telefônicos e gravações em poder dos próprios consorciados da empresa delituosa, tendo, inclusive, a sua prisão preventiva decretada pelo Tribunal de Justiça do Estado da Paraíba".
E arremata: "“Com esse tipo de postura de cúmplice, manifestamente evidente, o Sr. João Azevedo está impossibilitado de garantir aos paraibanos e às demais instituições um governo pautado pela moralidade, probidade e decência, tendo mais ainda em conta os iminentes desfechos da Operação Calvário em torno de outras figuras que transitam pela administração, em face de delações, corroboradas com outros elementos de prova. Desta feita, solicitamos que sejam avaliadas e tomadas providências no sentido de dar prosseguimento ao processo também em face do Sr. João Azevedo, uma vez que este teve participação efetiva no esquema ilícito objeto da “Operação Calvário”.
“Com esse tipo de postura de cúmplice, manifestamente evidente, o Sr. João Azevedo está impossibilitado de garantir aos paraibanos e às demais instituições um governo pautado pela moralidade, probidade e decência, tendo mais ainda em conta os iminentes desfechos da Operação Calvário em torno de outras figuras que transitam pela administração, em face de delações, corroboradas com outros elementos de prova. Desta feita, solicitamos que sejam avaliadas e tomadas providências no sentido de dar prosseguimento ao processo também em face do Sr. João Azevedo, uma vez que este teve participação efetiva no esquema ilícito objeto da “Operação Calvário”.
Com Assessoria