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28.01.2026 - 16:15
ATENÇÃO BRASIL: Defesa de Bolsonaro pede prisão domiciliar urgente por risco de morte súbita
Jair Bolsonaro precisa de atenção especial
A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) intensificou a pressão sobre o Supremo Tribunal Federal (STF) para garantir a conversão da pena em prisão domiciliar com base em um quadro clínico considerado “grave e incompatível” com o sistema carcerário comum. O argumento central: há risco concreto de morte súbita se o ex-presidente permanecer preso sem a infraestrutura necessária.
Os advogados do ex-presidente indicaram o cirurgião Cláudio Birolini como assistente técnico para acompanhar a junta médica da Polícia Federal, que foi designada pelo ministro Alexandre de Moraes para avaliar o estado de saúde de Bolsonaro. O laudo oficial deverá ser apresentado em até 10 dias, e servirá de base para a análise do pedido de prisão domiciliar humanitária.
A defesa apresentou um documento técnico com 39 quesitos médicos e clínicos, divididos em três áreas: quadro geral, comorbidades e doenças crônicas. A intenção é evidenciar que Bolsonaro apresenta um conjunto de condições de saúde que exigem vigilância médica contínua, o que não estaria disponível no ambiente prisional atual.
Entre os pontos destacados estão:
Apneia obstrutiva do sono grave
Hipertensão arterial sistêmica
Doença aterosclerótica
Insuficiência renal limítrofe
Soluços incoercíveis com uso de medicações de alto impacto neurológico (como clorpromazina e gabapentina)
Episódios de confusão mental e sonolência
Histórico recente de queda com traumatismo craniano
A defesa também menciona sarcopenia (perda de massa muscular) e risco elevado de acidentes noturnos, apontando que o ex-presidente “não consegue se firmar sozinho” ao caminhar até o banheiro.
Diante do quadro, Moraes autorizou a instalação de grades de proteção e barras de apoio nas acomodações onde Bolsonaro está detido — atualmente no 19º Batalhão da Polícia Militar do DF (Papudinha), após ter sido transferido da Superintendência da PF.
A defesa informou ao STF que já providencia a adaptação do local, mas reforçou que, mesmo com ajustes, o ambiente prisional não oferece estrutura suficiente para garantir:
Uso contínuo de CPAP (para apneia do sono)
Dieta fracionada e monitorada
Supervisão clínica 24h
Administração regular de medicamentos
Prevenção de quedas e crises cardiovasculares
Em um dos quesitos, os advogados perguntam diretamente se é “possível afirmar, à luz da boa prática médica”, que o sistema prisional comum pode garantir essas condições. A resposta da perícia será chave para o desfecho do pedido.
Os advogados citam o art. 117 da Lei de Execução Penal e os princípios constitucionais do direito à vida e à dignidade humana para justificar o regime domiciliar. Segundo o documento, a única alternativa segura é a custódia em ambiente residencial ou hospitalar, sob vigilância.
Assinam o pedido os advogados Celso Vilardi, Paulo da Cunha Bueno, Daniel Tesser e Gabriel Domingues.
Fonte/Foto: horabrasilia