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Colunas de Cristiano Machado

Jornalista


  • 31/10/2017

    RC e JA: Homenageados no Ingá


     O governador Ricardo Coutinho e o secretário João Azevedo retornam ao município de Ingá nesta véspera de Dia de Finados.

    Receberão, juntos, o ‘Título de Cidadão’ concedido pela Câmara Municipal local em reconhecimento às ações desenvolvidas na cidade e na região, pelo progresso, pela melhoria de qualidade de vida da população e, sobretudo, pelo respeito.

    Mesmo homenageados, Ricardo e Azevedo voltam ao Ingá, terra do saudoso ex-governador Tarcísio Burity - outro grande construtor de obras – contemplando os munícipes com a reinauguração da barragem do ‘Chã dos Pereiras’, ao contrário de outros governantes que chegavam de  mãos abanando, sem projetos, sem realização, sem obra concreta, mas priorizando a política do exibicionismo e do tapinha nas costas.

    Aliás, o governador Ricardo Coutinho e o secretário João Azevedo não medem esforços no exercício da contrapartida aos projetos oriundos dos municípios daquela região.

    O vice-prefeito do Ingá, Robério Burity(PSB), tem sido o principal canal de ligação da cidade com a administração estadual. “Todos os nossos pedidos têm merecido o respeito e a prioridade do governador”, diz Robério, acentuando que “ele sabe que a população tem consideração e o reconhecimento de quem realmente trabalha”.

    - o governador sabe perfeitamente das nossas dificuldades e das nossas prioridades. A sua experiência nos traz o conforto porque ele se sensibiliza diante do que é prioritário, emergencial, e isso atende perfeitamente aos anseios da população – completa ele.

    Em véspera de Finados, ele praticamente sepulta todos e quaisquer resquícios de oposição no Ingá. Todos estarão num mesmo palanque, abraçados num mesmo projeto, direcionados num mesmo propósito e unidos numa só causa: da Paraíba continuar seguindo em frente, sem retroceder, jamais.

    A HISTÓRIA

    É sempre bom buscar a pesquisa, a história, o passado, o registro do ontem para o sempre.

    Em 21de julho de 1986 o meu pai, Jório Machado, quando no exercício do mandato de deputado estadual, encaminhava ao então governador Milton Cabral, a conclusão da ligação d´água do Chã dos Pereiras com o distrito de Riachão do Bacamarte, considerando ser um centro de significativa importância econômica do Estado. O Requerimento de número 437/86 consta nos arquivos da Assembleia Legislativa.


  • 25/09/2017

    Gervasinho e o PSB


    O Congresso Estadual do PSB, realizado no último sábado, confirmou o prestígio que o presidente da Assembleia Legislativa da Paraíba, deputado Gervásio Maia, goza hoje dentro da legenda. O efeito participativo nas comissões que a legenda oferece é insignificante à importância da decisão do presidente da agremiação – Edivaldo Rosas - de anunciar, oficialmente, que apoia a candidatura de Gervasinho a deputado federal, renunciando assim o seu legítimo direito de concorrer ao cargo.

    Praticamente marginalizado dentro do seu ex-partido, o PMDB, Gervasinho foi preterido, através de ‘manobra interna’, ao posto de presidente do diretório municipal do partido, cargo esse já ocupado pelo seu pai, o ex-deputado Gervásio Maia, já falecido.

    Sem clima, sem espaço, e praticamente ‘convidado’ a deixar o PMDB, ele não resistiu aos apelos dos socialistas e se filiou ao PSB, se reconciliou com o governador Ricardo Coutinho e se firmou como exemplo de homem púbico que honra a palavra, assume compromissos e não por menos recebe o reconhecimento dos que seguem a orientação do governador.

    Como sempre obteve votação crescente nas disputas por mandato no legislativo estadual, é praticamente certa a vitória de Gervásio à Câmara Federal. Aliás, um dos melhores quadros que os paraibanos poderão votar e se orgulhar, não simplesmente pela tradição familiar, mas pela postura, serenidade, correção, equilíbrio, honestidade, enfim. A política, que em sua conjuntura histórica da representação paraibana teve vultos marcantes e respeitados, precisa ser resgatada com a eleição de homens dessa envergadura.


  • 04/07/2017

    RC e Zé Maranhão


     O silêncio do senador José Maranhão, presidente estadual do PMDB paraibano, nas discussões sobre sucessão estadual, pode ser o prenúncio de que tem algo no ar além das nuvens descarregando chuvas e do pouso e decolagem dos aviões argentinos em João Pessoa.

    Todos sabem que a eleição de 2010 para governador interrompeu o coroamento de uma trajetória com a marca do sucesso na vida pública de Zé. Era uma disputa ganha, teoricamente. Houve um somatório de erros e de estratégia, mas de somenos importância para pontuar nesse momento, após 7 anos de ocorridos, e que, obviamente, a autocrítica e análise já foram devidamente discutidas no âmbito peemedebista. 

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    José Maranhão, um dos mais respeitados homens públicos da Paraíba, um grande realizador de obras, que reconstruiu o Estado depois do desastre administrativo do antecessor, não pode e nem deve ser descartado da discussão do processo sucessório estadual. Não por menos ganhou a marca de Mestre de Obras.    

    Se há um nome que reúne as qualidades, o perfil administrativo de um gestor responsável, com trânsito e influência na esfera federal independente de Presidente, uma voz conciliatória, ninguém mais qualificado que Maranhão para suceder o não menos operoso e qualificado administrador Ricardo Coutinho, exatamente o seu sucessor, oponente, mas que não decepcionou por tratar com zelo, decência, responsabilidade, honestidade e eficiência a coisa pública.

    Zé Maranhão ainda não disse, oficialmente, que pretende concorrer ao governo do estado.

    Ricardo Coutinho também não declarou qual será seu futuro político. Se fica até o fim o mandato ou se se afasta para concorrer ao Senado ou a outro mandato proporcional.

    O fato é que, diante das circunstâncias o que não pode se admitir em tempos de hoje é o retrocesso.

    Entregar a Paraíba, depois de toda organizada, nas mãos de malfeitores, é algo imperdoável.

    Ricardo e Maranhão são detentores de um qualificado percentual eleitoral. Juntos, associados a outras forças, detonam qualquer aventureiro irresponsável e desonesto, e farão com que a Paraíba continue seguindo em frente, sem retroceder, jamais.


  • 20/06/2017

    O escândalo da Lagoa e a coragem de Cartaxo


    Que o prefeito Luciano Cartaxo (ex-PT e hoje PSD) tem usado de todos os recursos que o poder lhe proporciona para abafar – ou, pelo menos, reduzir à insignificância o caso da investigação da tão propalada reforma da Lagoa, eivada de vícios, sofismas, conforme atestado da Polícia Federal e do Ministério Público da mesma esfera,  - isso não há dúvidas.

    Aliás, tal conduta do prefeito pessoense não vem de hoje. Recordo-me que quando participava de um programa radiofônico na finada Rádio Sanhauá, ao lado de Elton Santana, Marcus Werik, Jackson Bandeira, no ano passado, a bancada da situação na Casa fazia resistência a uma proposta da oposição para aprovar uma CPI com o propósito de saber o paradeiro, o destino, das 200 mil toneladas de lixo retiradas das águas poluídas e traiçoeiras do Parque Solon de Lucena, a festejada Lagoa.

    À época a gente enfocava a tese do ‘quem não deve, não teme’, e o líder do prefeito na Câmara, advogado e hoje ex-vereador Marco Antônio, mais de uma vez entrevistado pelo dinâmico repórter Joacil de Souza, argumentava o inverso. Se nada há o que esconder, não há o que investigar. Tudo já foi esclarecido. Sublinhava o também diligente vereador defensor de Cartaxo que a Polícia Federal e o Ministério Público já haviam cumprido seu papel, e irregularidade alguma foi constatada. A CPI foi engavetada graças, também, à subserviência do então presidente da Mesa, vereador Durval Ferreira.

    Hoje o prefeito tenta usar os mesmos artifícios, as mesmas artimanhas, as surradas manobras, para não encarar o problema de frente, de peito aberto, com coragem, com a mesma coragem que tem povo de João Pessoa quando caluniado, difamado e insultado na sua honra e dignidade.

    Não adianta inventar viagens ao exterior, antecipar pagamento da mídia sob o domínio da Secom municipal; forjar entrevistas, criar factoides políticos que nada conseguirá desviar o canal de atenção da população para o prejuízo que a PF e o MPF atestaram na casa dos 10 milhões de reais de um projeto elaborado em gabinete e executado com fins lucrativos para seus idealizadores, jamais para a Capital do Estado, que há cinco anos sofre com todos os seus bairros repletos de problemas.

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    Se todas as informações já foram devidamente repassadas pela Prefeitura, se todos os esclarecimentos já foram devidamente feitos aos interessados pela investigação, se não há mais lama por baixo da água da Lagoa, por qual razão o prefeito Luciano Cartaxo não convoca toda a imprensa paraibana, o Ministério Público, a Polícia Federal, a Câmara dos Vereadores, monta um palco no próprio Parque por ele “reconstruído”, exibe documentos reprovando as denúncias, comprovando sua inocência e de seus subordinados e anunciando de processar todos os que duvidaram da sua conduta ilibada e referencial de homem público?

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    Seria bem mais eficaz que a ‘operação abafa’, estrategicamente utilizada por Zennedy Bezerra, Lucélio Cartaxo e Josival Pereira. Daria, sim, de verdade, a transparência que o prefeito tanto proclama em seus discursos. 


  • 23/05/2017

    O Coronel Cartaxo


     O prefeito de João Pessoa, Luciano Cartaxo, resolveu reeditar, em pleno século XXI, a velha, surrada e ultrapassada política praticada na Paraíba na década de 30; ou seja, a política da intolerância, da prepotência, da arrogância, onde a violência e a força se sobrepunham ao diálogo.   

    Durante uma solenidade programada para uma coletiva à imprensa, nesta terça feira, 23, aflorou o sangue do coronelismo que até então o prefeito escondia com muita desfaçatez da população, e determinou ao seu secretário de Comunicação, jornalista Josival Pereira, que barrasse o acesso do repórter Judivan Procópio, da Rádio Tabajara, ao local da entrevista. Ou seja, ao profissional de imprensa, que considerou a atitude como um gesto ditatorial, sequer foi permitido adentrar ao recinto. Foi tolhido no sagrado  exercício de seu trabalho, mesmo acobertado por todas as prerrogativas e garantias constitucionais emanadas do nosso estado democrático de direito.   

    Essa determinação do prefeito Luciano Cartaxo deixa a todos atônitos e, ao mesmo tempo, preocupados.  O crime do repórter, segundo se apurou, foi pertencer aos quadros da Rádio Tabajara, uma emissora estatal cuja linha editorial não deve agradar ao inquilino da Prefeitura. Fica o alerta: hoje um profissional da imprensa foi vítima de uma imposição estúpida; amanhã outro pode até sofrer constrangimento físico.

    Por mais medíocre e incompetente que seja um gestor, nada justifica o uso da força contra jornalistas. O canal do diálogo ainda continua sendo o caminho adequado e democrático para dirimir dúvidas e esclarecer fatos, por mais incômodos e desagradáveis que sejam ao governante.  


  • 18/05/2017

    A não renúncia


    Não foi dessa vez que os petistas fizeram a festa. Esperavam a renúncia do presidente Michel Temer para se vingar do impeachment de Dilma e das sucessivas denúncias que têm encurralado Lula, o líder supremo do PT, mas vão ter agora que esperar os desdobramentos em nível de investigações no Supremo. Temer disse que não tem nada a temer. Afirmou ter plena consciência dos seus atos e que sua preocupação, nesse instante, é colocar o país no rumo dos ajustes econômicos que as reformas tramitando no âmbito do Congresso irão proporcionar.

    A não renúncia de Temer caiu como uma ducha de água fria nas pretensões petistas, mas não o suficiente para desmobilizar o exército. Certamente, as mais recalcitrantes lideranças do partido no parlamento ainda vão continuar batendo nessa tecla – na tese da saída de Temer e na convocação imediata de eleições diretas -  para voltar ao poder com Lula, apontado como o preferido do eleitorado brasileiro em todas as consultas de opinião pública até agora publicadas.

    A questão é saber se o presidente Temer terá pulso, controle, respaldo e firmeza para conter os focos de incêndio dentro da base e a revolta da rua que o PT deverá orquestrar de forma sistemática para que o Palácio do Planalto e o Congresso Nacional enfrentem turbulências e o País mergulhe numa atmosfera de ingovernabilidade e desordem generalizada, e dessa forma faça prevalecer a convocação de eleições diretas.

    A estratégia da oposição todos já sabem. Resta esperar qual será a de Temer. Se é que a essa altura do campeonato ele tem alguma...

     

    NOVOS ESCÂNDALOS

    Não será surpresa se no decorrer das investigações que envolvem o presidente Temer e o senador Aécio Neves em transações nebulosas, outras denúncias venham à tona com o surgimento de novos personagens em mais escândalos de propinas. Afinal de contas, os olhos da nação estavam direcionados apenas para as provas contra o ex-presidente Lula, investigado na Operação Lava Jato, e num piscar de olhos a bomba estourou no centro de Brasília.  

     

     


  • 24/04/2017

    No caminho errado


    Essa nova safra da política brasileira e, em especial, da Paraíba, precisa ser mais direta e honesta com a sociedade. Acha pouco o processo de degradação moral que tem passado perante a opinião pública, mas ainda insiste em manter aquela máxima de que o político pensa uma coisa, diz outra e faz tudo ao contrário, como se fosse um belo exemplo de filosofia e de conduta.

    Aqui, por exemplo, a guerra sucessória pela principal cadeira do Palácio da Redenção já começou faz tempo. O pior é que as partes envolvidas no processo jogam para o eleitor que só discutirão o tema no ano devido, ou seja, em 2018, como se essa ‘mercadoria’ chamada eleitor não fosse capaz de discernir o quanto há de tergiversação, de enganação e sofisma em toda essa história.

    E o exemplo claro está na Capital: qual a relação geoadministrativa da prefeitura de João Pessoa com Bayeux, Pedras de Fogo, Mamanguape, Sapé, Capim, Curral de Cima, de Baixo, do Meio, para o prefeito Luciano Cartaxo (PSD), sempre cercado de uma comitiva composta por pelo menos cem pessoas, visitar, fazer passeata e filiações se não for com o objetivo político voltado para 2018?

    Pré-candidato a governador pelo seu partido, como já é do conhecimento de todos, ele está mais focado na política que na administração da cidade que o legitimou para um novo mandato.

    O curioso em tudo isso é que nas entrevistas, Cartaxo insiste em abusar da inteligência alheia quando indagado sobre a política em 2018, que pra ele já começou em janeiro de 2017, mas, na sua fala, não é o tema preferido do momento.

    Não se questiona aqui o seu direito de buscar novos e prósperos caminhos na política, afinal de contas faz tempo que abandonou a atividade farmacêutica e se voltou essencialmente para o empreendimento político-partidário.

    O que se lamenta é a negativa sempre constante de que esteja em plena campanha política, e isso só contribui ainda mais para o distanciamento e a descrença do eleitor em relação aos seus representantes, exatamente numa fase altamente delicada que o País atravessa e a exigência e cobrança por palavras e ações honestas dos políticos viraram bandeira de luta.

    Apesar de jovem, o prefeito vai por um caminho inverso à realidade atual, expondo uma mentalidade atrasada, surrada, vencida, ao invés de buscar um diálogo inovador, direto e franco para tentar conquistar a confiança e credibilidade ao projeto político futuro que sonha.


  • 29/03/2017

    A revolta de Carneiro


    O que teria motivado o deputado Janduhy Carneiro se rebelar, na tribuna da Casa, contra o presidente do legislativo estadual, deputado Gervásio Maia? Janduhy acusou o colega de ‘perseguição‘, mas realmente não explicou concretamente que tipo de perserguição vem sofrendo. Sabe-se, a boca miúda, que ele estaria pressionando o presidente para engordar a sua verba de gabinete nesse mês de março, o que efetivamente não ocorreu, gerando assim seu descontentamento. Teria sido essa a ‘perseguição‘ que revoltou o deputado?

     

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    DIMENSÃO

    Não ganhou grande dimensão o protesto do deputado Janduhy. Evidentemente que o pronunciamento provocou surpresa na grande maioria dos parlamentares que geralmente trata das ‘pendências particulares‘ entre as quatro paredes do gabinete e não na tribuna da Casa. Janduhy inovou, muito embora não tenha revelado o verdadeiro motivo da sua indignação para com o presidente Gervásio Maia.

     

    PAGAMENTO

    Outro foco do pronunciamento de Carneiro, que de fato fez sentido, foi a questão do pagamento dos servidores da AL desse mês de março,efetuado dois dias após ao que costumeiramente vinha se realizando. Nas entrelinhas, o deputado deu entender que houve atraso no pagamento da folha, mas a coluna apurou que, uma questão de natureza técnica, inviabilizou a liberação do dinheiro, no mesmo dia, dos funcionários com contas correntes distintas em agências bancárias, o que será normalizado no próximo mês de abril.

     

    O REENCONTRO

    Em política ninguém duvide de absolutamente nada. Os grandes adversários de hoje podem ser parceiros, aliados e correlegionários do amanhã. E é mais ou menos nessa lógica de raciocínio que o deputado Trocolli Júnior está propondo a reaproximação do PMDB - seu ex-partido - com o PSB. Ou seja, a volta das mãos dadas entre o governador Ricardo Coutinho e o senador José Maranhão, que em 2014 sepultaram o projeto de retorno ao governo do senador tucano Cássio Cunha Lima. Trocolli não vê dificuldades para concretização dessa aliança, apostando apenas no momento oportuno para iniciar o processo de conversação.

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  • 01/03/2017

    Agripino de volta ao cenário


     O ex-deputado federal João Agripino Neto diz não alimentar a possibilidade de voltar a disputar um mandato eletivo, mas a insistência de amigos, familiares e lideranças políticas pode demovê-lo da ideia e, quem sabe, já em 2018 ele se habilite como uma opção para os eleitores paraibanos.

    É bom lembrar que Agripino teve uma atuação brilhante na elaboração da Carta Magna de 1988 representando a Paraíba na Câmara Federal. Na época, ele foi Membro da Comissão de Soberania e dos Direitos e Garantias do homem e da mulher na Constituinte, e recebeu nota 9,5 na avaliação do rigoroso Diap.

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    Filho do ex-governador João Agripino Filho (até hoje reverenciado como um dos grandes administradores do Estado) e tio do atual presidente da Assembleia Legislativa, deputado Gervásio Maia (Gervasinho), João Neto está radicado em Brasília, comandando um dos mais respeitados escritórios de advocacia e consultoria.  

    Se realmente se dispuser a retornar ao cenário político, João repetirá o gesto do pai, que após dez anos afastado da vida pública voltou nos braços do povo, em 1982, se elegendo deputado federal, pelo PMDB, com uma votação consagradora.

     

    Apoio a Ronaldo

     

     

    Como um fato puxa o outro, também não custa recordar que na eleição de 1990, quando disputou o governo do estado pelo PRN, com apoio do então governador Tarcísio Burity, ele teve papel decisivo para a vitória do candidato peemedebista Ronaldo Cunha Lima, que foi ao segundo turno contra Wilson Braga. A adesão de João a Ronaldo disparou o ‘tiro de misericórdia eleitoral’ em Braga.

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    A retribuição de Ronaldo

     

    É sabido que esse apoio não resultou em nenhum favorecimento pessoal a Agripino. Não participou do governo Cunha Lima e muito menos fez qualquer indicação de parentes seu para cargos. Já a gratidão de Ronaldo para com o ex-governador Tarcísio Burity toda Paraíba sabe. Foi ele o autor de três disparos de arma de fogo que atingiu o ex-aliado em um restaurante da Capital. Coisas da política paraibana.

     

    Orquestração

     

    É difícil acreditar que o deputado federal Veneziano Vital, do PMDB, esteja atuando, sorrateiramente, numa orquestração com o intuito de “desmontar” uma possível candidatura a governador em 2018 do deputado e presidente da Assembleia Legislativa, deputado Gervásio Maia. Para a consagração desse intento, ele estaria se valendo de pessoas da sua estrita confiança para macular a idoneidade do parlamentar socialista.

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    Veneziano, como se sabe, não está bem acomodado no seu partido e sonha governar a Paraíba. Tirar Gervasinho do páreo e receber convite do governador Ricardo Coutinho para se filiar ao PSB, é o mesmo que acertar numa mega-sena acumulada. Se realmente for esse o propósito do parlamentar peemedebista, é bom ir se conformando como milhões de brasileiros que acalentam o sonho de um dia ficar milionários....


  • 17/01/2017

    O acordão de Raniery


     Saiu da mente lúcida do jovem deputado estadual Raniery Paulino a ideia de congregar as maiores forças político-partidária em 2018 num só palanque.

    Sugeriu ele, com o propósito de por um fim às divergências internas que começam a ganhar proporções incontroláveis na cúpula do PMDB, que o partido inicie o processo de entendimento com o governador Ricardo Coutinho (PSB) e o senador Cássio Cunha Lima (PSDB) em torno da candidatura do senador Raimundo Lira ao governo do Estado no pleito vindouro.

    Contemplaria o tucano e o socialista com as duas vagas no Senado e ainda deixaria a vaga de vice-governador em aberto para um possível entendimento com o PSD de Rômulo Gouveia e do prefeito da Capital, Luciano Cartaxo. Claro que é muito prematuro para celebrar uma aliança desse porte. De qualquer forma, não deixa de ser uma proposta louvável e inteligente do parlamentar.

    Se não conseguir unir outros partidos no projeto 2018, pelo menos já tem na figura do senador Lira a opção eleitoral para debelar a crise peemedebista. Ou pelo adiar por mais algum tempo.

     

    NOMES O PMDB TEM

    O ex-governador Roberto Paulino, que esta semana teve encontro com o senador Raimundo Lira, disse que o PMDB dispõe de bons nomes para apresentar ao eleitorado paraibano no pleito de 2018. Paulino citou, por exemplo, o senador José Maranhão e o deputado federal Veneziano Vital, como opções, mas vê na pessoa de Lira o nome mais agregador, conciliador, e que tem trânsito livre nas legendas hoje litigantes com o seu partido, como o PSB do governador Ricardo Coutinho.    

     

    AS QUEIXAS NO PMDB

    Divergências internas no PMDB sempre existiram e continuarão a existir se todos os dirigentes e comandantes da legenda continuarem fazendo do partido uma extensão da sua casa. Celebram alianças, sem consulta às bases partidárias, convocam filiados, simpatizantes, que se expõem durante a campanha, mas na hora de socializar os cargos os beneficiados são os familiares do comandante. Essa é, pelo menos, uma das queixas que Lira tem recebido e deve sugerir essa mudança de conduta pela cúpula partidária.


  • 11/10/2016

    O exemplo de RC


    Estive no encontro que o governador Ricardo Coutinho promoveu com os prefeitos eleitos e reeleitos pelo PSB, os vice-prefeitos, alguns vereadores, enfim. Um encontro dos socialistas com a participação também de parlamentares, a exemplo de Estela Bezerra, Gervásio Filho, Hervazio Bezerra.

    O que percebemos foi a clareza e a sinceridade com o que o chefe do executivo dialogou com os futuros governantes dos municípios e com os que renovaram o mandato.

    Todos sabem que a crise existe, sim, e está batendo na porta de todos, indistintamente. Mas a criatividade é primordial.

    Gastar desnecessariamente é a palavra de ordem e gerenciar a coisa pública com responsabilidade e zelo é uma obrigação.

    Muitos administradores vão herdar uma massa falida. Uma prefeitura quebrada, desorganizada, sem projetos encaminhados e, portanto, sem perspectivas de receber recursos.

    Outros vão se deparar com folha de pagamento em atraso, servidores em greve e fornecedores descontentes e batendo à porta para receber o que lhe é devido.

    É o retrato que vamos nos deparar ainda por muitos e muitos anos, enquanto perdurar uma legislação paternalista, que permite fichas sujas concorrer a cargos eletivos e o eleitor, ainda viciado com o toma lá da cá da compra de votos, contribuindo para eleição de gestores perdulários, incompetentes e preocupados apenas em se locupletar, em administrar a coisa pública como uma se fosse um propriedade privada para saciar a ganância da família e dos poucos correligionários que ajudam a dão grande contributo para essa corrupção voraz no dinheiro do povo.

    Portanto, vejo que a regra de seguir a política administrativa da boa conduta foi exposta pelo governador RC, que, fale quem falar, doe em que doer, tem realizado muito pela Paraíba.

    A experiência de quem viveu e sobreviveu a cenários relatados aqui, demonstra a preocupação do governador em dá suporte e orientar os futuros gestores em driblar a gravidade das dificuldades, superar os obstáculos e encarar os problemas com disposição e coragem de vencer todas adversidades.