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09.03.2026 - 11:25
Prints de celular de Vorcaro vira base para novo pedido de impeachment de Moraes
Foto: reproduo
HORA BRASÍLIA - Os advogados Fabio Pagnozi e Jeffrey Chiquini desembarcaram em Brasília com uma estratégia que promete intensificar a crise política em torno do Supremo Tribunal Federal (STF): protocolar um novo pedido de impeachment contra o ministro Alexandre de Moraes.
A iniciativa se apoia nas revelações recentes envolvendo o banqueiro Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master, que passaram a ser chamadas nos bastidores de Brasília de “Fator Vorcaro” — um elemento que, segundo críticos do ministro, pode ampliar a pressão política sobre o STF.
O pedido de impeachment se baseia em informações reveladas em reportagem do jornal O Globo, que trouxe à tona registros encontrados no celular de Vorcaro durante as investigações da Polícia Federal.
Perfil Vorcaro
Entre os arquivos recuperados estaria um rascunho no bloco de notas do celular do empresário, contendo uma mensagem direcionada ao ministro pouco antes de uma operação policial.
No texto, Vorcaro escreveu:
“Fiz uma correria aqui para tentar salvar. Alguma novidade? Conseguiu ter notícia ou bloquear?”
Material de referência geográfica
Para os advogados, o conteúdo pode indicar tentativa de interlocução direta com o ministro sobre uma investigação em andamento, o que, na visão deles, levanta dúvidas sobre eventual quebra de imparcialidade ou acesso a informações privilegiadas.
Com base nesse material, Pagnozi e Chiquini sustentam que há elementos suficientes para abertura de um processo de impeachment no Senado.
O ministro Alexandre de Moraes reagiu de forma dura às acusações.
Em notas divulgadas publicamente, ele afirmou que as alegações são “ilações sem base factual” e negou qualquer troca de mensagens ou interferência em favor do banqueiro.
Moraes também declarou que a divulgação das informações seria parte de uma tentativa de descredibilizar o Supremo Tribunal Federal.
Segundo o ministro, não houve qualquer contato ou benefício concedido ao empresário.
Ao levar o pedido diretamente a Brasília, os advogados buscam pressionar o Senado Federal, única instituição com competência constitucional para processar e julgar ministros do STF por crime de responsabilidade.
Material de referência geográfica
No entanto, o avanço de um processo desse tipo depende de uma decisão do presidente do Senado, responsável por aceitar ou arquivar o pedido.
Historicamente, esse tipo de iniciativa enfrenta forte resistência política, justamente para evitar conflitos institucionais entre os Poderes.
Mesmo que o processo não avance imediatamente, o chamado “Fator Vorcaro” já passou a ser citado nos bastidores políticos como mais um elemento que pode aprofundar a crise envolvendo:
Livro Política
o escândalo do Banco Master,
as investigações conduzidas pelo STF,
e as crescentes pressões políticas sobre o Judiciário.
Nos próximos dias, a reação do Senado e novos desdobramentos da investigação podem definir se o caso permanecerá apenas no campo político ou se abrirá uma nova frente institucional em Brasília.
Confira: horabrasilia.com.br/