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28.12.2017 - 09:36
Oposição tem dificuldade em escolher seu candidato a governador
É bem mais embaixo o buraco para a escolha do candidato da Oposição que deve enfrentar o noviço João Azevedo. A decisão de quem será o candidato terá que ser avaliada, medida e pesada com muita cautela, com muita prudência, porque ela pode desembocar numa tragédia que pode encerrar um ciclo político no Estado.
Essa avaliação tem tirado o sono de líderes como Cássio Cunha Lima porque dela dependerá seu futuro. São muitos os cenários que apontam para o grau de risco que deve correr o grupo chefiado pelo tucano caso as projeções de vitória não se confirmem.Os mais pessimistas avaliam que a saída de Romero já seria um prejuízo grande porque os Ribeiros não inspiram confiança haja vista o que fizeram com Dilma.Só o fato de a prefeitura deixar de ser tucana já representaria uma perda irreparável em termos de projeção já que Campina reflete e projeta prestígio regional e nacional sendo considerada uma ilha tucana no nordeste petista.Ela representa um reduto, uma fortaleza do esquema comandado por Cássio, um abrigo seguro e farto para muitos correligionários, que seriam abandonados assim que os Ribeiros se apossassem do Paço Municipal.CatástrofeProjete-se o cenário da saída de Romero e o de uma derrota nas urnas para governador, o que seria do grupo sem a prefeitura e sem o Governo, restaria apenas mendigar a benevolência do PP.Pior ainda se Cássio viesse ser derrotado na disputa pelo Senado, o que já aconteceu para o favorito dos favoritos, Wilson Braga, derrotado, em 86, pelo neófito Lira e pelo ruim de urna Humberto Lucena, uma tragédia que pode se repetir em 2018, o que sinalizaria para o fim da era Cássio.São esses desdobramentos que estão fazendo os tucanos gastarem tempo e saliva para decidirem quem vai ser o candidato para enfrentar o turbinado esquema de Ricardo Coutinho.Uma pedra mal jogada pode significar o fim de um grupo que mandou e desmandou por muito tempo no cenário político, mas que já começa dar sinais de desgaste depois da derrota estrondoso de sua principal liderança nas urnas em 2014.Na capital, depois de muito anabolizante, Cartaxo começa perder massa muscular e ser abandonado aos poucos como já tem sido sinalizado por aliados.As sugestões que estão sendo dadas para apontar o candidato descarta o prefeito e afoga os sonhos do vice.Cartaxo não consegue ter mais ascendência nem junto a sua bancada haja vista o desenrolar da aprovação da LOA quando perdeu a queda de braço para o presidente Marcos Vinícius que o encostou à parede até que cedesse e liberasse a suplementação para que a Casa de Napoleão não sufocasse por questões orçamentárias.Vozes próximas a Cartaxo já admitem que ele vem trabalhando para emplacar o irmão e a esposa. (Jampanews)