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  • 18.12.2019 - 08:49

    O MAGO FARSANTE: falácia, orgias, ameaças, intimidação, roubo e dinheiro enterrado


    Para quem se anunciava na atividade política como o mais sério e respeitado homem público da Paraíba e quiçá do Brasil, a ação da Operação Calvário, denominada de Juízo Final, soterrou toda uma falácia que o militante petista, sindicalista, ex-vereador, ex-deputado, ex-prefeito e ex-governador Ricardo Coutinho conseguiu sustentar ao longo de décadas e enganar uma centena de milhares de eleitores através de agentes que militavam sob sua orientação.

    A boa lábia, o poder de convencimento, a pouca – ou quase nenhuma – aproximação e convivência com lideranças políticas tradicionais da Paraíba, um jeito diferenciado de expandir ideias para o segmento juvenil e cultural, formavam os ingredientes com a capacidade de entorpecer as mais astutas raposas da política paraibana, a exemplo de José Maranhão, Ronaldo Cunha Lima, Cássio Cunha Lima, e assim ganhando a confiança do eleitorado, criando raízes pelas regiões diversas do estado, atropelando lideranças históricas e colocando no bolso os poderes Legislativo, Judiciário e por tabela o Ministério Público, o Tribunal de Contas e o Tribunal Regional Eleitoral.  Foi o rei, enquanto mandatário do estado. E ai de quem não rezasse na sua cartilha ou não se submetesse aos caprichos e as orgias que patrocinava com assessores(as) que por covardia, fraqueza, submissão e mesmo por perversão se entregavam de corpo e alma à profanação de valores morais e familiares de quem nunca teve formação/educação familiar.

     

    Hoje a Paraíba assiste – a grande maioria de peito lavado, uns poucos surpresos e outros sem maior significância revoltados – a descoberta de todo o mal praticado por um elemento que nunca teve Deus no coração; que nunca soube o que é família; que nunca soube o que é humildade; que nunca reconheceu seus erros e por eles se desculpou; de um facínora, mau caráter e ladrão, chefe de organização criminosa, que agora está sendo procurado e acusado de esconder nada mais, nada menos, que 500 milhões de reais, conforme matéria estampada no JAMPANEWS, do jornalista Lelo Cavalcante, transcrita abaixo: 

    "A prática de enterrar dinheiro era comum no passado quando não existiam bancos e a velocidade da economia não desvalorizava o dinheiro com a rapidez dos dias de hoje.

    Mas, as investigações sobre corrupção têm demostrado que esse velho hábito voltou a moda e agentes públicos já foram flagrados espalhando dinheiro por locais no mínimo inusitados como apartamentos desocupados e fundos de quintais.

    José Eurípedes de Sousa, o Zezinho, vereador na cidade paulista de Igarapava enterrou R$ 1,5 milhões no quintal de casa em caixas de isopor descobertos por uma operação policial.

    O ex-presidente da Caixa Econômica, Geddel Vieira Lima, recorreu a um apartamento desocupado para “enterrar” R$ 51 milhões comprovando que a velha prática das botijas não caiu de moda.

    Agora os procuradores que investigam as estripulias do ex-governador Ricardo Coutinho com o dinheiro público cogitam que ele teria enterrado parte dos recursos desviados da Saúde e da Educação, que atingiriam a fabulosa quantia de R$ 500 milhões, em lugar que só a sua alma poderia revelar a algum sortudo quando tiver que prestar contas a Deus da sua cobiça desenfreada.

    A informação dessa botija fantástica saiu na coluna de Lauro Jardim em O Globo nesta quinta-feira (19).

    Caso os cálculos dos procuradores sejam corretos dificilmente o ex-governador retornará à Paraíba para fazer companhia aos companheiros presos na sétima fase da Operação Calvário.

    Com a mulher e os filhos na Turquia, Ricardo espera o desenrolar de um Habeas Corpus preventivo que seus milionários advogados impetraram na Justiça para decidir se volta pôr os pés em solo paraibano.