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31.07.2026 - 06:33
Mendonça autoriza PF abrir inquérito para investigar Lulinha por suspeitas de corrupção e tráfico de influência
Ministro André Mendonça deu autorização
A Polícia Federal pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF) a abertura de um inquérito para investigar o empresário Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, por suspeitas de corrupção e tráfico de influência em processos relacionados à autorização para comercialização de cannabis medicinal.
O pedido foi protocolado na última sexta-feira (24) e distribuído na quarta-feira (29) ao ministro André Mendonça, que decidirá se autoriza a instauração da investigação.
A investigação também cita contatos entre os investigados e servidores públicos, incluindo integrantes do gabinete da Presidência da República. A suspeita da Polícia Federal é de que eventual tráfico de influência tenha sido exercido junto ao Ministério da Saúde e ao Palácio do Planalto.
Outro ponto destacado pela corporação é a existência de pagamentos efetuados pelo Careca do INSS à empresa RL Consultoria, de Roberta Luchsinger. A PF pretende esclarecer se parte desses recursos foi utilizada para beneficiar agentes públicos.
Além da abertura do inquérito, a Polícia Federal pediu autorização ao STF para compartilhar provas obtidas na Operação Sem Desconto, que investiga um suposto esquema bilionário de fraudes no INSS e tem Antonio Carlos Camilo Antunes entre os principais investigados.
O caso chegou inicialmente ao Supremo durante o recesso do Judiciário. O ministro Alexandre de Moraes, então presidente em exercício da Corte, solicitou manifestação da Procuradoria-Geral da República (PGR). Em parecer, a PGR afirmou que as provas indicam possíveis crimes distintos dos investigados na Operação Sem Desconto e defendeu a distribuição do caso a um novo relator, sendo o processo encaminhado por sorteio ao ministro André Mendonça.
Até a publicação da reportagem, as defesas de Lulinha, Roberta Luchsinger e Antonio Carlos Camilo Antunes não haviam se manifestado sobre o pedido da Polícia Federal. Em manifestações anteriores, os advogados de Lulinha negaram qualquer irregularidade e afirmaram que ele não participou de negociações nem integrou o projeto comercial da World Cannabis. (Fonte/Foto: horabrasilia)