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  • 16.06.2020 - 10:32

    Márcia Lucena lança manifesto de apoio assinado por forasteiros


    Marcos Marinho

    Na descontrolada busca de limpar o terreiro que sujou Márcia Lucena recorre a manifesto com forasteiros na internet culpando oposição pelo desastre do seu Governo

    Acuada no Conde pela Justiça, que lhe monitora a partir de uma tornozeleira eletrônica em face de ilícitos supostamente cometidos ao tempo em que titulou a Pasta da Educação no Governo Ricardo Coutinho (Operação Calvário), e pela sociedade local que tem reprovado a sua má-gestão à frente da Prefeitura Municipal, a prefeita Márcia Lucena recorreu a uma estranha porta de saída para tentar se credenciar perante a opinião pública e limpar a barra na busca de se reeleger nas próximas eleições: um manifesto de estranhos em sua defesa.

    Aberto na internet para assinatura de apoiadores, o documento parece mais uma peça de ficção, exatamente por não retratar a realidade vivida no Município. Nele, a prefeita se queixa de sofrer ataques siestemáticos da oposição e avalia que tudo se dá apenas pelo fato dela ser “uma mulher”.  

    Mais de mil pessoas, entre intelectuais, artistas, educadores, integrantes e entidades de movimentos da sociedade civil e profissionais liberais, já assinaram o manifesto, onde Márcia Lucena denuncia armações, difamações e intolerância contra sí.

    O curioso é que os subscritores em sua grande maioria não são do Conde.

    Nomes como a atriz e militante política carioca Bete Mendes, os cantores e compositores Chico César e Tom Zé, a Articulação de Mulheres Brasileiras (AMB/PB), a Articulação de Mulheres Indígenas da Paraíba, o Movimento da Mulher Trabalhadora Rural do Nordeste (MMTR-NE), professores da UEPB e UFPB e políticos amigos da prefeita encabeçam a lista.

    A carta divulgada nas redes sociais aponta que a educadora e prefeita Márcia Lucena (PSB) vem sofrendo ataques que se somam à escalada autoritária encampada pela gestão do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) e seus aliados, com perseguições às lideranças do campo progressista, às políticas públicas inclusivas e, em especial, a grupos historicamente discriminados como os de mulheres, indígenas, pretos e pardos e LGBTQI+.

    Diz que a gestão de Márcia Lucena vem sendo atacada por provocar mudanças estruturais na forma de fazer política por investir em obras de urbanidade estruturantes no Município, discutir o orçamento público e prestar contas das ações e projetos em execução à população e implantar ações com focos na saúde e educação para garantir melhores condições de vida e de futuro para a população de Conde.

    E ressalta que “a perseguição política a Márcia Lucena é o símbolo da insatisfação de figuras masculinas que há tempos ocupam postos democráticos no município de Conde com táticas de autoritarismo e política suja em relação a uma mulher que preenche este mesmo espaço com trabalho, seriedade e compromisso popular. É mais um exemplo da violência contra a mulher em espaços de representação política que parece não haver término no Brasil”. 

    http://www.apalavraonline.com.br