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20.07.2015 - 16:36
Luis Fabiano iguala a Chulapa e se torna o jogador mais expulso pelo SP
Luis Fabiano, um dos grandes goleadores da história do São Paulo, finalmente conseguiu igualar o recorde de Serginho Chulapa. Não, não é o de maior artilheiro tricolor de todos os tempos, mas o de jogador com mais expulsões na história da equipe.
"‘Vai tomar no c..., vai se f... Vocês estão acabando com o futebol brasileiro. Desse jeito, o futebol aqui no Brasil vai acabar‘. O atleta expulso deixou o campo de jogo gesticulando com os braços", foi assim que a súmula do árbitro André Luiz de Freitas Castro relatou a saída de campo de Fabiano, no último domingo.
Com o cartão vermelho recebido diante do Sport, em partida válida pelo Campeonato Brasileiro, o ele chegou aos 16 vestindo a camisa do São Paulo. Assim, se igualou a Chulapa no quesito, deixando para trás Nelsinho, lateral-esquerdo da década de 80, Paraná, que jogou no clube entre 1965 e 1973, e o goleiro Rogério Ceni.Apesar de ter empatado em números absolutos, o atual camisa 9 precisou de menos jogos que o antigo artilheiro para alcançar a marca. Com 336 aparições pelo time do Morumbi, Luis é mandado para o chuveiro a cada 21 partidas, aproximadamente, enquanto Chulapa, com 399 aparições, a cada 25.
Se iguala Chulapa em cartões, ele ainda está bem atrás dele na artilharia. O ex-centroavante lidera o ranking, com 242 gols, duas posições acima do atual camisa 9, que balançou a rede 205 vezes em três passagens pelo clube.
Sempre lembrado por ser "cabeça quente", as expulsões recorrentes começaram a incomodar a torcida nas últimas temporadas, conforme os gols foram rareando. Este ano, por exemplo, foram seis bolas na rede e duas idas mais cedo para o vestiário.
Além disso, as reclamações sempre foram de que Fabiano deixou o time na mão nos momentos decisivos. Recentemente, isso aconteceu nesta edição da Libertadores - em duelo com o Corinthians -, na final da Copa Sul-Americana de 2012 - diante do Tigres -, e na mesma competição, em 2013, diante do Huachipato. Para uma torcida que adora torneios internacionais, essas "mancadas" pegaram mal.
Nenhum cartão, porém, foi mais emblemático que o da semifinal da Copa Sul-Americana, em 2003. Em duelo diante do River Plate, ele se envolveu numa confusão generalizada, recebeu o vermelho e saiu de campo dizendo que preferiria brigar a cobrar pênalti. Os argentinos se classificaram nas penalidades.