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  • 14.04.2020 - 12:43

    Lamaçal político no município de Conde alcança os quatro pré-candidatos a prefeito


    Os pré-candidatos: Márcia, Edinho, Macarrão e Karla Os pré-candidatos: Márcia, Edinho, Macarrão e Karla

    Marcos Marinho

    A guerra política no Conde tem se acirrado pelos grupos de Whattsapp com intensidade quilométrica e não tem escapado do tiroteio, que atinge em cheio todos os quatro pré-candidatos à prefeitura, também seus áulicos e patrocinadores, numa prévia nada boa de como se desencadeará o processo eleitoral após as convenções partidárias.

    Semana passada, contas da postulante pelo PSD Karla Pimentel quando geriu a secretaria de Ação Social do Município, na década passada durante a gestão do sogro Aluízio Régis, que foram julgadas irregulares pelo Tribunal de Contas do Estado, com imputação de débito de quase R$ 60 mil por desvios em consignações do INSS, lhe tiraram o sono.

    KARLA INELEGÍVEL?

    Acusaram-na de estar inelegível por conta da irregularidade apontada pelo TCE, o que não é verdade conforme ela provou mostrando uma certidão da Corte de Contas, sem entretanto explicar-se sobre o ilícito do passado.

    MÁRCIA E A TORNOZELEIRA

    Sobre a prefeita do PSB que disputará a reeleição, Márcia Lucena, o foco é a tornozeleira que foi acoplada ao seu mocotó pelos supostos ilícitos investigados na Operação Calvário, que igualmente lhe tem tirado o sono há meses.

    EDINHO, O FUJÃO?

    Edinho Mendes, o ficha limpa pré-candidato pelo Solidariedade, à falta d’algum ilícito a ser debulhado em seu histórico político sofre com a boataria de que teria se vendido a Márcia Lucena na última campanha, quando na undécima hora desistiu de disputar o cargo de prefeito e sumiu do Município deixando aliados órfãos e em desespero.

    MACARRÃO, O “SUB-PRODUTO”            

    Apelidado de “sub-produto da farinha de trigo” por conta da alcunha que lhe enterrou o nome de batismo, Olavo Macarrão (PRTB) é acusado de não passar confiança ao eleitorado devido ao seu histórico político.

    Ardoroso fã do ex-prefeito Aluízio Régis, de quem foi serviçal e na campanha passada disputou na chapa dele a vice-prefeitura, Macarrão está, não por coincidência, no mesmo partido que hoje Edinho Mendes acusa de ter-lhe puxado o tapete em 2016, de certa forma já advertindo que a história poderá vir a se repetir.

    SOBRE OS ÁULICOS  

    Já nesta semana opositores de Karla Pimentel ressuscitaram reportagem do portal ClickPB, de João Pessoa, onde uma listagem do TCE encaminhada ao Tribunal Regional Eleitoral mostrava os fichas sujas de 2016 que não poderiam ter seus registros de candidatura deferidos.

    O xis da questão: na lista está o marido da pré candidata do PSD, o advogado-filho de Aluízio Régis, Hermann Lundgreen, que assim como a esposa era titular de secretaria na administração do pai e botou a mão no erário, daí ter tido contas reprovadas transitadas em julgado, estando ainda hoje impedido de concorrer a qualquer eleição, fato que sem sombra de dúvidas repercute negativamente no projeto da consorte.

    GANGUE DE TATIANA

    Os mesmos grupos estão reproduzindo fortes declarações de Aluízio Régis contra a ex-esposa Tatiana, que o derrotou em 2012 e promoveu no Conde em sua gestão o maior lamaçal da história, tendo após deixar o mandato sido presa e dormido na cadeia por alguns meses.

    No áudio, Aluízio diz que governou com uma EQUIPE de técnicos e de gente do bem, enquanto que a mãe dos seus filhos governou com uma GANGUE – bandidos dispostos a roubar o erário, na sua visão coronelista.

    Como agora tanto Aluízio quanto Tatiana voltaram a se beijar em nome do projeto comum de eleger a nora para dela fazer boneca se eventualmente vir a ser bem sucedida nas urnas, é de se entender que o lixo político do passado é o mesmo inserido no projeto do PSD.

    A FAMINTOS DE CAMPINA

    Sobre Karla ainda pesam elementos externos, como é o caso da Operação Famintos deflagrada pela Polícia Federal em Campina Grande e que já culminou com a prisão de vários assessores de alto escalão do prefeito Romero Rodrigues, o presidente estadual do PSD, um deles o mais votado vereador da cidade, Rennan Maracajá.

    A Operação Famintos investiga supostos desvios de centenas de milhões de reais da merenda escolar de Campina Grande. 

    Fonte: portal A Palavra