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26.08.2019 - 06:15
João utiliza a estratégia certa para enfrentar Ricardo no ringue da política: a esquiva
O governador João Azevedo parece que encontrou o que no boxe e em outras lutas marciais se denomina a distância certa, aquele espaço para evitar e se proteger dos golpes do adversário tática adotada principalmente quando o rival é conhecido pela pegada forte capaz de nocautear num vacilo.
Apenas lutadores com muita técnica conseguem imprimir essa estratégia de combate que termina por levar o adversário à exaustão e ao descontrole tornando-se presa fácil.
Esse jogo de esquiva, que também celebriza os toureiros nas arenas, estaria sendo empregado pelo governador João Azevedo na sua luta contra Ricardo Coutinho reconhecidamente um touro miura a arrematar furiosamente contra o pano vermelho balançado à sua frente ou contra qualquer coisa que se atrevessa no seu caminho.
Esquivando-se dos golpes alucinados de Ricardo desferidos nesse curto período de gestão, João teria que proteger também as orelhas para não correr o risco de vê-las despedaçadas, ao exemplo do que aconteceu com o boxeador Evander Holyfield depois que extenuou o rival Mike Tyson numa luta que entrou para a história do boxe como uma das mais eletrizantes.
Sem se deixar atingir pela fúria descontrolada do então campeão mundial Mike Tyson a maior sensação dos ringues à época, Holyfield terminou por vencer a luta dando uma aula de esquiva e técnica que o colocou no panteão dos maiores campeões da modalidade dos pesos pesados.
Da mesma forma vem atuando João Azevedo na luta que está travando com o ex-governador, insatisfeito por não ter mais o controle da caneta e mais ainda pela resistência do oponente em não emprestá-la.
João recusou o combate direto, à troca de golpes desenfreada que tanto agrada a Ricardo e que o levou conquistar vários cinturões desde quando subiu no ringue e destronou oponentes como Cícero Lucena, Cássio Cunha Lima e José Maranhão, todos nocauteados pelos golpes fulminantes do Mago.
Cauteloso, evitando a exposição aos ataques avassaladores, ignorando as provocações, saindo das cordas com bom jogo de cintura, João adotou uma estratégia de luta que tem desnorteado o Mike Tyson da política paraibana.
De tão desnorteado, o Mago partiu para a “dentada” e mordeu a orelha de João quando destituiu da presidência do PSB, o amigo e correligionário fiel Edvaldo Rosas, mostrando que a dificuldade para encontrar João no ringue já estaria minando suas forças e nublando seu raciocínio.
A destituição tem o ranço da dentada e o desespero de quem, no calor da luta percebe o erro e vislumbra a derrota humilhante tão humilhante que circula nos bastidores comentários sobre a toalha jogada na lona para evitar o massacre e a vergonha do nocaute: Ricardo teria enviado mensageiros para devolver o partido proposta que só seria aceita se viesse acompanhada de um pedido de desculpas publicas ao governador e ao presidente destituído ação que, para muitos teve os ingredientes da deslealdade e do golpismo..
As consequências do erro grosseiro podem ser medidas pelos acontecimentos de Monteiro quando os 50 prefeitos convidados a participar de uma coletiva convocada pelo ex-governador a pretexto de um movimento em defesa da Transposição simplesmente não deram as caras muitos menos os deputados federais e estaduais, sequer aqueles que são reconhecidamente da patota do ex-governador, aparecendo na mesa do evento um Ricardo isolado e desolado como resultado do estilo arrogante e prepotente tendo ao lado um Gervásio Maia de semblante ressabiado.
Obviamente que a luta ainda está no primeiro round, mas pelo que já despejou de suor na lona sem atingir o adversário, Ricardo encontrou a tampa para sua panela de pressão, e João segue liso, enxuto, sereno e disposto a arrancar os cinturões do campeão.
Uma coisa é certa: o público está adorando ver João amansar a fera, firme e forte no centro do ringue, onde costuma ficar o vencedor.
(Lelo Cavalcante/jampanews)