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19.08.2019 - 13:25
João não perde a serenidade e se impõe pelo respeito e indiferença aos desaforados
Lelo Cavalcante
O governador João Azevedo tem revelado nesses embates travados dentro do PSB uma qualidade rara entre os políticos paraibanos: a serenidade. Mesmo provocado de forma rasteira nesses oito meses de mandato conturbado, não pelos adversários, mas pelos aliados, João tem se mostrado tranquilo e acima das provocações numa demonstração de superioridade que se tem destacado mais do que os arroubos de prepotência e arrogância que tanto caracterizam certas lideranças acostumadas ao quero mando e posso.
O engenheiro tem se comportado de forma a surpreender quem o achava imaturo e até desprovido de altivez fadado a ser um “poste”, como muitos arautos da oposição costumam defini-lo. Ainda no papel de marisco, imprensado entre o rochedo e o mar, João já caminha para o protagonismo com uma desenvoltura que desarticula e desarma os agressores inaugurando um estilo conciliador de fazer política, sem os tradicionais arroubos de coronelismo.
É tão marcante a postura do governador socialista que até a oposição tem se curvado ao seu jeito conciliador de conduzir o Governo ressaltando a atenção adotada às divergências inerentes a toda administração pública, arrancando elogios de contumazes adversários, ao exemplo do líder da Oposição, deputado Raniery Paulino, que já externou sua satisfação e confiança no novo estilo revelado pelo governador João Azevedo saudando como extremamente salutar para os interesses do estado essa vocação para o diálogo apresentada pela gestão que se instala.
Em oito meses, João conseguiu o que outros gestores não conseguiram em oito anos: sentar, conversar e negociar com as diversas categorias de servidores num clima de civilidade e cortesia que sensibilizou velhos e carrancudos oponentes, como fez recentemente ao receber em Palácio todas as entidades de Servidores da Segurança Pública, e arrancar elogios de líderes como o coronel Francisco, presidente do Clube dos Oficiais talvez a mais ferrenha trincheira do funcionalismo público.
Também assim com os Defensores Públicos, jamais recebidos em Palácio e jamais atendidos em suas reivindicações, que exultaram com o encontro com o governador João Azevedo prestimoso mesmo sem prometer ou ainda resolver as pendências, mas mostrando-se disposto ao que não existia antes: ao diálogo.
No campo da política não fez por menos ao não se prender a disputas pequenas pela paternidade de obras, quando viu o adversário campinense apropriar-se do VLT avalizado pelo presidente Bolsonaro retrucando que o importante é que a obra seja concretizada mostrando a sua pouca disposição para altercações fúteis, o que abriu espaço para outra realização, que seria a construção do Centro de Convenções da cidade, apadrinhada por um deputado do partido do presidente hostil, e que já trombeteou a parceria entre o Governo do Estado e a Prefeitura comemorando os novos tempos de união e trabalho, que só a conciliação e a compreensão podem assegurar.
No mesmo diapasão mandou suspender o embargo das obras de revitalização do Porto do Capim, na capital, que será a redenção daquela área hoje desprezada em razão do avanço da cidade para o mar, mas que marca uma época dos princípios da Paraíba, que não pode esbarrar em conflitos mesquinhos de conotação política que seu faro técnico detectou e identificou como sendo mais prejudicial o embargo do que a continuidade dos trabalhos.
Nessa pisada de imparcialidade e de atenção ao interesse público, João vem forjando seu perfil na bigorna do trabalho e da racionalidade fazendo prevalecer o que é justo e benéfico para o paraibano independente de coloração partidária.
Essa postura conciliadora, sem arrebatamentos, sem presunção a papa, sem os ares de imperador ou mandatário inquestionável em seus desígnios, João vem firmando seu perfil e renovando a prática política do estado numa agradável surpresa para quem parecia destinado ao papel de figurante ou coadjuvante de um filme que tem agradado as multidões.
Além do mais, empresta aquela confiança de que, não houve interrupção administrativa no estado, que se mantém na linha de equilíbrio que o distinguiu entre as outras unidades da federação ressaltando-se que já não conta com o apoio e a afinidade ideológica do Governo Federal que tanto ajudou ao antecessor agora muito pelo contrário entrou na linha de mira e de retaliação inclusive com destaque tornando-se um dos alvos da ira e da truculência de outro destemperado.
São mares turbulentos, que se apresentam pela frente para o atual timoneiro do Governo paraibano, e que devem provar sua enorme capacidade de gestor mostrando e comprovando que muito daquilo que deu certo no passado saiu da sua lavra e da sua competência e que serviu para forjar a imagem de líder de certas criaturas intempestivas, que jamais chegariam aonde chegaram se não tivesse quem segurasse o andor. (jampanews)