Notícia > Política
-
07.02.2020 - 05:49
Impeachment de João Azevedo: processo foi encaminhado para a Procuradoria da AL
O pedido de impeachment contra o governador João Azevêdo (Cidadania) e a vice, Lígia Feliciano (PDT) já desembarcou na Procuradoria da Assembleia Legislativa da Paraíba, por encaminhamento do presidente da Casa, deputado Adriano Galdino (PSB). A denúncia com pedido de impedimento do gestor foi protocolada pelo deputado estadual Wallber Virgolino (Avante) e referendada por outros 11 parlamentares.
Ao protocolar o pedido de impeachment, os subscritores do documento entenderam que o governador não agiu para coibir os supostos crimes cometidos pelos seus auxiliares.
- O governador sabia dos crimes cometidos pelas organizações sociais. Todo mundo viu as denúncias do Gaeco (Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado). E o que o governador fez? Ele prorrogou os contratos das organizações sociais -, justifica o documento.
O presidente Adriano Galdino disse que vai encomendar um parecer técnico da Procuradoria da Assembleia Legislativa para fazer um juízo de admissibilidade sobre o processo, mas não há prazo para que isso ocorra.
Caso entenda que há indícios fortes para sustentar a instalação da comissão processante, ela será instalada e terá um prazo para proceder oitivas e preparar um parecer. Esse parecer será votado no Plenário da Assembleia. Se pelo menos 19 deputados votarem a favor, será admitida a instalação do processo. A partir daí, o governador será afastado do cargo por 180 dias.
Neste meio tempo, inicia-se a fase mais polêmica do processo, quando há novas oitivas de suspeitos. Ao cabo deste período, é formado um tribunal misto, composto por cinco deputados e cinco desembargadores. Nesta fase, o governador já estará fora do poder. Se os deputados entenderem que não houve crime, ele voltará ao governo. (com polemicapb)