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  • 17.04.2020 - 15:38

    Ex-assessor censura Veneziano por defender eleições este ano para beneficiar esposa candidata


    Ao longo dos últimos sete anos o senador Veneziano Vital do Rego (ainda PSB) vem acumulando baixas espetaculares no seu círculo político e hoje é certo que quem o acompanha ou está sendo aquinhoado com alguma sinecura ou está em busca dela.

    Dos que no dia-a-dia o acompanhavam enquanto prefeito de Campina Grande poucos o seguem e, assim mesmo, por conta de contracheques do Senado ou do Governo do Estado.

    Emir Candeia Gurjão, graduado mestre da Universidade Federal de Campina Grande que foi titular de pastas importantes, dentre elas a da Ciência e Tecnologia, por exemplo, deu-lhe as costas há anos.

    Eliomar Gouveia, seu corpulento Mestre de Cerimônias, optou por Romero Rodrigues e deu-lhe adeus já no primeiro mês da atual administração.

    Milton Figueiredo, seu braço forte no turismo e nos eventos, chutou-lhe o traseiro também sem cerimônias e hoje não quer vê-lo sequer pelas costas.

    O multimidia Kennedy Sales, que foi coordenador de Comunicação chefiando a CODECOM desde a primeira hora do mandato, não aguentou o desprezo e deu-lhe um tchau histórico.

    No chamado escalão inferior a baixa é gigantesca também...

    Da turma que tinha mandato deram-lhe rotundo adeus o seu vice-prefeito José Luiz Júnor, Marcos Marinho, Orlandino Farias, Guilherme Almeida, Fernando Carvalho, Pimentel Filho, Ivan Batista, Marcos Raia, Cassiano Pereira, Hércules Lafite, Rodrigo Ramos e outros.

    Seu homem forte nas Finanças, Rennan Trajano, abriu a boca para a Folha de São Paulo e por muito pouco não botou o ex-Chefe na cadeia...

    Até a médica Tatiana Medeiros, que no seu Governo mandava na sua cabeleira e no SAMU e ganhou como prêmio a Secretaria de Saúde para fazer política e viabilizar-se contra todos a candidata ‘in-pectore’ a prefeita, deu-lhe a maior rabissaca da vida...

    Este mês, a maior baixa foi a do vereador Olímpio Oliveira, seu mais fiel seguidor que, abandonado nas articulações políticas já que desejava disputar a prefeitura e não mais a reeleição, viu-se obrigado a utilizar-se da janela política e migrar na undécima hora para o PSL que em Campina Grande hoje está nas mãos do bolsonarista Arthur Bolinha, sob aval de Julian Lemos, algo realmente até dias atrás inimaginável.

    E agora, em espécie de tiro de misericórdia, um dos seus mais dedicados assessores, o advogado e professor Junior Flor, o abandonou com reprovação postada em redes sociais.  

    Flor nesta terça-feira (14) criticou a defesa que o senador fez para manter as eleições deste ano, em clara defesa à candidatura da esposa Ana Cláudia Vital do Rego, que capenga em todas as pesquisas já feitas na cidade.

    O ex-assessor jurídico de Veneziano chama a atenção para a atual situação que o país atravessa com a crise do novo Coronavírus: “O país vive uma pandemia e um senador paraibano ocupa microfones de rádios para defender a manutenção das eleições na data aprazada. O fato ocorre porque ele quer a esposa eleita no pleito”,  atirou acrescentando: “É necessário pensar, Senador, que mais vital que a eleição ser mantida em seu calendário completo é salvar vidas. O Senador, eleito pelo PSB, acredita mais na eleição da esposa que na salvação de vidas humanas. Sem eleitores não haverá eleição, Senador”.

    Junior Flor complementa que defender um calendário eleitoral ao invés de vidas humanas é simplesmente um absurdo e sentencia: “a defesa das eleições para outubro pode ser de uma letalidade maior que o Covir19”.

    Junior Flor na verdade não é um qualquer, como lhe tratava Veneziano: é mestre em Direito (Unipe) e em Ciências Jurídicas (UFPB), especialista em História e graduado em Direito e História. 

    Fonte: APALAVRAONLINE