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  • 05.01.2018 - 11:39

    ELEIÇÕES 2018: pelas declarações de Zé e Cássio, o prefeito Cartaxo está fora


    Pelas declarações ainda está longe a definição de quem será o candidato das oposições ou quantos serão os candidatos de oposição ao governador Ricardo Coutinho. Dos três que se apresentam como candidatos o mais determinado é o senador José Maranhão que rompeu a unidade em torno do prefeito da capital Luciano Cartaxo, esse que começou o ano de 2017 se arvorando candidato de consenso das forças adversárias do governador Ricardo Coutinho, as mesmas que se uniram para garantir sua reeleição, mas que não parecem dispostas a manterem a aliança para 2018.

    Entre tapas e beijos, os três postulantes reclamam para si a condição de candidato da união e o que melhor cacife apresenta para vencer as eleições derrotando o candidato do Governo, João Azevedo, um tanto distante dessa discussão por já ter sido ungido pelo padrinho.

    O que se apura nas conversas de bastidores e o que já foi insinuado pelas pesquisas aponta para uma disputa entre o candidato socialista e o senador José Maranhão. De acordo com fontes palacianas, Maranhão seria o único a preocupar o governador por apresentar desempenho satisfatório quando o cenário é o estado como um todo. Os demais pontificam apenas nos limites dos municípios que governam, sendo Cartaxo o mais fraco entre eles, já que seu raio de influência não ultrapassa a região metropolitana da capital.

    Mas o senador José Maranhão tem se mostrado esquivo em relação a alianças e pelo discurso aplicado não seria surpresa se ele desse uma guinada de 360 graus e terminasse se compondo com o governador Ricardo Coutinho. Maranhão tem os predicados que Ricardo precisa para tocar seu projeto exitoso já que não se acanha de dar continuidade às obras alheias e considera que elas são públicas e por isso precisam ser concluídas e entregues.

    Ainda de acordo com analistas que defendem uma aliança entre o governador e o senador do MDB, Maranhão aos 84 anos não pretenderia uma reeleição o que possibilitaria o retorno de Ricardo ao Governo em 2022.

    O senador tem flertado com muitos partidos, e já confirmou que sua candidatura é irredutível, o que transtornaria os planos do vice Manoel Junior, o único interessado na saída de Cartaxo da prefeitura, interesse que já foi exposto pelo senador que alfinetou o companheiro ambicioso: “Tem gente que não quer minha candidatura, mas ela é irreversível”, declarou para desespero do vice.

    Já o senador Cássio Cunha maneirou no tom do discurso e já admite que o PSDB só se posicionará depois que Romero decidir se sai ou não para disputar o Governo muito diferente daquele do início de 2017 quando puxou as orelhas do primo por esse se lançar candidato rompendo a unidade em torno de Luciano Cartaxo.

    Como as cartas ainda estão sendo embaralhadas muita água vai correr por debaixo da ponte até que o prazo final force as decisões em torno das candidaturas. Mas já se pode prever que nomes como o de Cartaxo não fazem mais parte da disputa pela fragilidade eleitoral e partidária já que o prefeito não apresenta musculatura adequada e não tem controle absoluto sobre o partido que integra totalmente submisso às ordens do senador Cássio Cunha Lima que dirá se ele será ou não candidato. (jampanews)