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  • 05.02.2021 - 06:03

    Com contas rejeitadas, ex-secretário Luís Torres terá que devolver mais de R$ 2 milhões


    Gaeco e TCE voltam a causar insônia em seguidores de RC Gaeco e TCE voltam a causar insônia em seguidores de RC

    Não é só a Operação Calvário que tem causado insônia aos seguidores e ex-auxiliares do ex-governador Ricardo Coutinho, descortinando ações ilícitas, malversação do dinheiro público e atos criminosos dignos de merecidos destaques nas páginas policiais.

    E ontem, quinta-feira, 4, foi um desses dias para alguns dos ex-discípulos de Coutinho, começando nas primeiras horas da manhã com as prisões do ex-presidente do PSB, Edivaldo Rosas, de um empresário conhecido como Pietro Harley, e do irmão de Ricardo, Coriolando Coutinho, que já cumpre prisão.

    Rosas e Pietro foram presos pela manhã

    Horas mais tarde foi a vez do ex-secretário de Comunicação Institucional, jornalista Luis Torres, ocupar destaque em noticiário de alguns blogs e portais, após uma decisão do Tribunal de Contas do Estado (TCE-PB) rejeitando as contas do exercício 2018 e sugerindo a devolução de importância de R$ 2,2 milhões aos cofres o estado, além da cobrança de multa.

    TCE rejeitou as contas da era Torres

    A matéria, publicada no portal paraibaonline, e transcrita abaixo, é uma amostra singela do tamanho do prejuízo que a quadrilha comandada pelo ex-governador Ricardo Coutinho causou à Paraíba e aos paraibanos, que hoje se ressentem de falta de recursos e investimentos estruturantes nas áreas da Saúde e Educação.  

     

    Ex-secretário estadual terá que devolver mais de R$ 2 milhões aos cofres públicos

    Em sessão realizada nessa quarta-feira (3), o Tribunal de Contas da Paraíba (TCE-PB) rejeitou as contas da Secretaria de Estado da Comunicação Institucional, exercício de 2018, sob a responsabilidade do ex-secretário jornalista Luís Inácio Rodrigues Tôrres.

     No voto, acompanhado à unanimidade pelos demais membros da Corte, o conselheiro relator, Antônio Gomes Vieira Filho, apontou despesas de publicidade não comprovadas, falta de comprovantes de veiculações em agências e despesas de exercícios anteriores pagas sem previsão orçamentária.

    O parecer do Ministério Público de Contas, segundo o relator, foi pela desaprovação. O gestor, conforme decisão da Corte deverá ressarcir aos cofres públicos a importância de R$ 2,2 milhões, referente a despesas sem comprovação, além de multa no valor de R$ 11,737 mil.

    Os autos serão encaminhados ao Ministério Público estadual para análise de possíveis atos ilícitos.  O  prazo para recolhimento do débito imputado ao ex-gestor da Secom-PB foi de 60 dias. Ainda cabe recurso. (paraibaonline)