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27.12.2017 - 07:06
Base de Cartaxo na CMJP está insatisfeita; demissão de correligionários tem motivado revolta
A música “é por debaixo dos panos” de Ney Matogrosso podia servir de fundo musical para o que tem acontecido recentemente nas relações entre a Prefeitura e a Câmara Municipal. Nada mais tenso do que a convivência entre o prefeito e os vereadores principalmente os de sua base aliada insatisfeita, mesmo que acuada, com a política de demissão em massa posta em prática por Cartaxo para atender seus compromissos com aliados do interior que estão inchando a folha de prestadores de serviço.Para se calcular a temperatura em ebulição basta avaliar o que aconteceu com a LOA de 2018, só votada na última sexta-feira, depois de uma verdadeira queda de braço entre Legislativo e Executivo.A razão para o impasse teria sido as demissões já que vereadores tiveram amputados cargos comissionados e alguns chegaram perder mais de 100 indicações dentro da prefeitura em benefício de cabos eleitorais do interior principalmente de Sousa e Patos.Cartaxo estaria aproveitando o fim dos contratos de prestadores de serviço - uma brecha na Legislação que permite esse comércio cruel já que extinto o contrato a pessoa deixa o serviço sem nenhum tipo de compensação e abre espaço para outras estratégias políticas, o que vem acontecendo de forma massificada e recorrente na atual gestão, artifício que teria garantido a reeleição de Cartaxo quando mais de 5 mil pessoas teriam sido contratados dentro desses moldes, e que agora estão sendo afastadas para abrigar outro tanto de “eleitores”.A cada canetada do prefeito colocando na rua centenas de prestadores de serviço ligados aos vereadores da capital corresponde a outra colocando para dentro gente do interior vindo de vários municípios para garantir a campanha de Cartaxo para governador.O clima é de desespero e aflição principalmente na área da Saúde, onde centenas de prestadores estão sendo afastados sem qualquer justificativa a não ser que os contratos expiraram.Os vereadores estão no mato sem cachorro porque falta coragem para peitar Cartaxo ainda em início de mandato e com poder de fogo para acovardar os mais rebeldes, mas mesmo assim a votação da LOA demonstrou que o prefeito pode mergulhar numa crise com a Câmara Municipal.Outras questões como as emendas impositivas também estariam elevando a temperatura entre o Paço Municipal e a Casa de Napoleão Laureano. Mesmo impositivas muitas delas não estariam sendo honradas por Cartaxo como é práxis na sua maneira de agir politicamente.A verdade é que a queda de braço entre Legislativo e Executivo já não passa despercebida e os vereadores resolveram apoiar o presidente do Poder Municipal, vereador Marcos Vinícius e brecaram a votação da LOA até que o prefeito atenda e respeite a autonomia do Poder.Relator da LOA, o vereador Dinho foi um dos que sofreram na pele os efeitos nocivos da estratégia adotada por Cartaxo de abrir vagas na prefeitura para os cabos eleitorais do interior. Segundo informação, Dinho teria perdido 100 desses postos de emprego.Como a LOA foi votada na última sexta-feira, não se sabe em que condições ela foi liberada porque se o prefeito não atendesse as reivindicações dos vereadores, ficaria sem orçamento para governar em 2018.O Jogo foi pesado e provavelmente ninguém saiu perdendo a não ser os prestadores de serviço que foram para casa sem qualquer compensação reforçando aquele ditado que diz: “a briga entre o rochedo e o mar quem sai perdendo é o marisco”. (Jampanews)