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  • 23.09.2019 - 17:28

    Ausência de público em eventos e protesto de mãe indignada atormentam Ricardo Coutinho


    Apesar de ainda se achar mandatário dos votos e dos destinos da Paraíba – mesmo sem a cadeira principal do Palácio, sem a caneta e sem o Diário Oficial – o ex-governador Ricardo Coutinho vem amargando dissabores nos eventos que tem patrocinado. A ausência de plateia tem sido uma realidade em cada movimento que promove.

    Foi assim na cidade de Monteiro, recentemente, ao anunciar uma manifestação de natureza técnica pela transposição do São Francisco, mas que na verdade se constituía num movimento político pela soltura do presidiário Lula. O evento não reuniu mais que mil pessoas e três deputados. Foi considerado um fiasco pelas lideranças dos partidos políticos que, assim como ele, desfraldam a bandeira pelo fim da caça aos corruptos pela Lava Jato.  

    Nesse fim de semana ele atendeu um chamamento da prefeita de Conde, Márcia Lucena, companheira de longas aventuras, caminhadas e jornadas históricas, para prestigiar um concorrido evento de rua naquela cidade e teve que se contentar, ao lado da esposa, com uma mesa formada pela prefeita, a deputada Estela Bezerra e mais ninguém.

    Para coroar essa tormenta, Ricardo teve que escutar da mãe do servidor Bruno Ernesto, covardemente assassinado em circunstâncias misteriosas, o desabafo indignado, do fundo do coração, um grito de revolta, pela forma como o caso do Jampa Digital foi manipulado pela polícia e pelo Ministério Público para excluir o então governador do processo.

    A mãe de Bruno Ernesto interrompeu a palestra que Ricardo proferia no IESP aos gritos de ‘mentiroso’. Ela chegou a passar mal e foi amparada e socorrida para um hospital.

    “Foi uma cena dolorosa e altamente constrangedora para o ex-governador tendo que conviver de público com essa herança maldita que o Poder exercido sem controle e sem limites pode amealhar” registrou o portal Jampanews.