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17.08.2019 - 12:02
AÇÃO FASCISTA: Ricardo chuta João Azevedo e Adriano ao golpear Rosas na presidência do PSB
Para quem até ontem ocupava espaços na mídia para chamar o presidente Jair Bolsonaro de fascista, o ex-governador Ricardo Coutinho surpreendeu - pelo menos àqueles que desconhecem a sua natureza semelhante a do escorpião - com uma atitude pouco democrática e republicano, como ele se auto intitula, ao forçar, na calada da noite, a renúncia dos diretorianos do PSB e assim tomar o partido de assalto das mãos do secretário Chefe da Gabinete do governador João Azevedo, Edivaldo Rosas.
O tiro e a ação de arrogância perpetrada pelo Mago foi antes de tudo um desrespeito, uma agressão covarde contra aliados de todos os momentos, como o próprio governador Azevedo e o presidente da Assembleia Legislativa, deputado Adriano Galdino. A imprensa da Paraíba inteira noticiou o anúncio feito pelo presidente nacional do PSB, Carlos Siqueira, da destituição de Rosas e formação de uma Comissão Provisória, posteriormente.
Em seu portal Jampanews, o jornalista Lelo Cavalcante alerta que “Um gesto típico do espirito arrogante e prepotente de Ricardo sempre disposto ao embate e a imposição de sua vontade, mas que deve ter sérios e graves desdobramentos, recebendo um troco na mesma intensidade, o que deve resultar na fragilização da legenda dentro da Assembleia Legislativa já que um dos agredidos seria o presidente da Casa Adriano Galdino junto com o vice Genival Batista ambos vistos como inimigos dos girassóis”.
Ele reforça ainda que “ou João e Adriano tomam medidas profiláticas e expelem do Governo e da Assembleia todo e qualquer um que tenha suspeita de ligações com Ricardo ou vão ficar desmoralizados diante da opinião pública que acompanha estarrecida mais um gesto de prepotência que nos reporta ao Campestre”.
No seu blog, o também jornalista Vanderlan Farias comenta que “Se for mesmo confirmado o.rompimento político entre o ex-governador Ricardo Coutinho e seu sucessor, João Azevedo, o G11 deve se consolidar como base governista na Assembleia Legialativa. Até agora, o também chamado “bloquinho” tem se apresentado como grupo “independente”, ou seja, aliado do governo, mas sem obrigação de apoiar tudo que vier do Palácio da Redenção”.
Confirma as matérias do Jampanews e blogodovanderlanfarias:
Ricardo parte para o confronto, consegue a exclusão de Rosas da presidência desmoralizando João e Adriano e diz aos dois que a porta da rua é a serventia da casa
Não há mais o que esconder entre João Azevedo e Ricardo Coutinho. Bem mais rápido do que desejava o governador, com sua aparente bonomia, o instinto belicoso de Ricardo prevaleceu e usando de manobras bem típicas das forças conservadoras, quando se dispõem agarrar o poder e comprovar mando e propriedade, Ricardo chutou na mais ampla acepção do termo João e Edvaldo Rosas do PSB, ao conseguir a renúncia do diretório estadual e promover novas eleições.
Um gesto típico do espirito arrogante e prepotente de Ricardo sempre disposto ao embate e a imposição de sua vontade, mas que deve ter sérios e graves desdobramentos, recebendo um troco na mesma intensidade, o que deve resultar na fragilização da legenda dentro da Assembleia Legislativa já que um dos agredidos seria o presidente da Casa Adriano Galdino junto com o vice Genival Batista ambos vistos como inimigos dos girassóis.
Declarada a guerra, respondido à provocação na mesma intensidade como se espera João e Adriano terão toda liberdade para promover uma limpeza dentro dos dois poderes, defenestrando aliados de Ricardo na mesma proporção como ele defenestrou Edvaldo Rosas da presidência, porque ou se faz assim ou fica todo mundo desmoralizado e agachado ao seu poder de déspota pouco esclarecido.
Foi uma vitória de Pirro de quem não tem a menor consideração pelo partido e pelos amigos, que vão pagar o preço da sua arrogância sendo afastados dos cargos que ocupam e devem formar fila na porta do soba para conseguir as migalhas do seu fabuloso salário de marajá.
Ou João e Adriano tomam medidas profiláticas e expelem do Governo e da Assembleia todo e qualquer um que tenha suspeita de ligações com Ricardo ou vão ficar desmoralizados diante da opinião pública que acompanha estarrecida mais um gesto de prepotência que nos reporta ao Campestre.
Não há mais como conciliar, não há mais como conviver e se as pessoas ligadas a Ricardo ou que tiveram passagem por seu Governo não pedirem exoneração imediatamente terão que ser exoneradas para desintoxicar o Governo do ódio exalado na reação tomada pelo ex-governador numa de suas tantas reações de arrogância e prepotência.
Basta de ódio! (Jampanews)
Com rompimento no PSB, G11 se consolida como base governista e Azevedo pode migrar para o Avante)
Se for mesmo confirmado o.rompimento político entre o ex-governador Ricardo Coutinho e seu sucessor, João Azevedo, o G11 deve se consolidar como base governista na Assembleia Legialativa. Até agora, o também chamado “bloquinho” tem se apresentado como grupo “independente”, ou seja, aliado do governo, mas sem obrigação de apoiar tudo que vier do Palácio da Redenção.
Diante do novo quadro, o G11 passaria a dar apoio integral à gestão estadual, contando inclusive com reforço dos deputados Adriano Galdino, Ricardo Barbosa e Pollyanna Dutra, integrantes da ala do PSB que ficaria ao lado de Azevedo.
Ricardo Coutinho ficaria apenas com os deputados Buba Germano, Hervázio Bezerra, Jeová Campos, Cida Ramos e Estela Bezerra, os cinco restantes da bancada socialista.
A grande interrogação estaria na bancada de Oposição, onde pelo menos parte demonstra simpatia ao governo de João Azevedo e não quer nem ouvir falar em Ricardo Coutinho, o mais prejudicado em caso de rompimento, pelo menos numericamente falando.
Com os votos da Oposição, João teria sua bancada ampliada em relação aos 24 que hoje integram a base de sustentação. Esse número poderia chegar a 31 deputados.
Uma mudança radical que partiria em pedaços o jardim girassol, mas, em compensação, daria a Ricardo Coutinho e seu grupo liberdade total para assumir de vez o comando das oposições na Paraíba.
Seria mais um caso de disputa entre cria e criador.
Nessas circunstâncias, João teria que mudar de partido. O Avante, de Genival Mathias e Tião Gomes, já estirou o tapete vermelho e deu as boas vindas ao governador. (blogdovanderlanfarias)