Colunas de Cristiano Machado
Cristiano Machado é jornalista.
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A generosidade do eleitor paraibano
01/07/2026
Sem dúvida alguma o eleitor paraibano tem tudo para ser classificado como o mais generoso em relação aos maus políticos.

Se as pesquisas divulgadas até agora corresponderem verdadeiramente à vontade do povo nas ruas, teremos de volta ao cenário político figuras de proa de grandes escândalos com repercussão nacional e de prejuízos financeiros robustos nas contas públicas.
“Prato Cheio”, “Calvário”, “Padre Zé”, “Confraria”, são algumas das denominações de Operações realizadas pelo Gaeco e Polícia Federal que resultaram em denúncias e até prisões de figuraças da política paraibana que estão aí nas ruas, de cara lavada, desfilando cinicamente nos bairros da Capital e nos municípios estaduais, à procura de votos para assegurar mais alguns anos de impunidade que um mandato parlamentar pode assegurar.
Enquanto a justiça não aplica a lei de forma rigorosa e ao tempo apropriado, o parlamento vai se transformando em abrigo de deletérios – com raríssimas e honrosas exceções – e de malfeitores sustentados com mordomias e benesses que o dinheiro público, do suado e sacrificado povo, oferece.
Mas, se o eleitor não se conscientizar da importância de estirpar esses sanguessugas da atividade política, essa triste realidade estará bem distante de ser revertida.
UM PRATO CHEIO

“Ouvir as pessoas sempre fez parte da minha caminhada. Foi assim que entrei na política e é assim que quero continuar, se receber a confiança dos paraibanos”.
A frase é de ninguém menos que o ex-secretário dos governos de Ricardo Coutinho e João Azevedo, e pré-candidato a deputado estadual, Tibério Limeira, que já virou réu por decisão do Tribunal de Justiça da Paraíba no escândalo do Casa Padre Zé. Uma promessa ou uma ameaça?
RC, O SANTINHO

Falando baixo, voz doce e melosa, quem escuta as entrevistas do ex-governador Ricardo Coutinho (preso na Operação Calvário) e não o conhece de perto, pensa tratar-se da pessoa mais angelical do mundo, de extrema pureza e bondade, incapaz de praticar qualquer injustiça e perseguição contra quem quer que seja, muito menos com quem lhe desferir críticas. Para se ter ideia da candura do ex-governador, ele tem até patrocinado almoço para seus entrevistadores. É o lobo em pele de cordeiro!
API EM ESTADO TERMINAL
A Associação Paraibana de Imprensa – nossa histórica API – enfrenta uma das piores fases de sua existência. Na verdade, entrou em seu estado terminal.

Em que pese o esforço da atual diretoria, sob o comando do presidente Marcus Werick, a entidade esbarra em dificuldades financeiras e em falta de parceria e de projetos que possam alavancar seu retorno para a promoção dos grandes debates e discussões das questões de interesse da sociedade.

O ex-presidente João Pinto, que hoje comanda a ACI (Associação Campinense de Imprensa) e por vários anos manteve a API viva e altiva, é o nome cortejado por inúmeros associados para retornar ao comando da entidade.
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