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  • 13.08.2016 - 15:13

    Surgem mais dúvidas sobre as origens da vida na Terra

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    O sal-gema é uma combinação entre o cloreto de sódio, o cloreto de potássio e o cloreto de magnésio. Juntos, esses elementos precipitam quimicamente e formam “sal”, através da evaporação da água de antigas bacias marinhas. Através de eletrólise é possível obter cloro e sódio, do sal-gema, elementos que são utilizados na fabricação de soda caustica, tratamento de óleos vegetais, fabricação de plásticos e polpa da maneira (para obtenção da celulose). O sal marinho é diferente do sal-gema, o primeiro é obtido pela evaporação direta do mar.

    Uma equipe de geólogos descobriu uma atmosfera completamente adequada ao acolhimento de vida animal, dentro de uma rocha de sal-gema. Para confirmar sua origem, as teorias sobre o surgimento do oxigênio na Terra (há pouco mais de centenas de milhões de anos) são obrigadas a serem revisadas, assim como será necessário repensar o mistério da evolução dos seres vivos em nosso planeta. Essa foi uma informação relatada pela Science News.

    Depois de analisar bolhas de ar presas no interior de grãos de gema-sal, datadas de mais ou menos 815 milhões de anos atrás, geólogos da Universidade de Aberdeen (Escócia, Reino Unido) têm mostrado que pertencem à atmosfera rica em oxigênio mais antiga conhecida.

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    Essas amostras de ar antigas contém entre 10,3% e 13,1% de oxigênio, para se ter uma ideia cerca de 21% de nossa atmosfera atual é composta de oxigênio, mais de cinco vezes o nível que os cientistas haviam estimado para o período Neoproterozóico, ao qual essas amostras pertencem.

    “Acredito que os resultados de nossa descoberta pegou as pessoas de surpresa”, disse um dos autores do estudo, Nigel Blamey. “Existem pessoas que realmente abraçam essa descoberta, apesar de ainda existirem muitos céticos, mas os dados são o que são.”

    Se essa conclusão for confirmada com amostras adicionais de outros lugares, essa descoberta implicará numa diferença substancial entre o momento de aparecimento de oxigênio e o que é conhecido como “explosão cambriana”, período de aparição e diversificação repentina de organismos multicelulares. O que significa que tinham de conhecer outras condições antes de o surgimento de formas de vida complexas. 

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    Nesse ano, outra descoberta, sobre a origem da vida complexa na Terra, também gerou polêmica. Foi anunciada a descoberta de fósseis de organismos pluricelulares, eucariotas, com idade aproximada de 1,56 bilhões de anos. O pesquisador da Academia de Ciências de Pequim, Maoyan Zhu, e coautor de um estudo publicado na revista Nature Communications, declarou à Agence France-Press (AFP) o seguinte:

    “Nós afirmamos que a nossa descoberta antecipa em cerca de um bilhão de anos o aparecimento de eucariotas multicelulares macroscópicas”.

    Apesar de o estudo de Zhu ser muito bem fundamentado, foi rebatido por Jonathan Antcliffe, pesquisador da Universidade de Oxford, Reino Unido. Antcliffe alegou que: “Nós não devemos confundir eucariotas multicelulares com colônias de organismos unicelulares”.

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    As formas de vida “unicelulares” (seres vivos que contém única célula e não apresentam núcleo) foram as primeiras formas de vida que apareceram na Terra, mais ou menos há 3,5 bilhões de anos. Já as mais complexas, por exemplo, plantas e mamíferos, constituídas de células “eucariotas” (que possuem cromossomos abrigados dentro de um núcleo), foram estimadas em 635 milhões de anos.

    Os fósseis encontrados em Gaoyuzhuang, na região norte da China,  pela equipe da qual Zhu faz parte, são um total de 167 impressões. Esses fósseis possuem forma linear, apresentam até 30 centímetros de comprimento e 8 centímetros de largura.

    Philip Donoghue, um cientista da Universidade de Bristol, no Reino Unido, declarou a AFP que “Certamente são os mais antigos eucariotas multicelulares”. Porém, assim como Antcliffe, Abderrazak El Albani, da Universidade de Poitiers, discorda, dizendo:  “não estou totalmente convencido de que os eucariotas façam impressões, porque eles são homogêneos, simples em termos de morfologia, não existe diversidade”.

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    De qualquer maneira, essas são descobertas que, se comprovadas, podem alterar todo o conceito sobre como conhecemos o surgimento da vida no planeta Terra. E, mesmo que não sejam, ainda se tratam de grandes avanços para a ciência.

    Então pessoal, o que acharam da matéria? Interessante como seres tão minúsculos podem fazer tanta diferença em nossas vidas. Encontraram algum erro? Possuem sugestões? Dúvidas? Não se esqueçam de comentar com a gente!