Página inicial

Notícia > Política

  • 13.11.2017 - 15:11

    Maranhão vai à convenção tucana para defender união, mas em torno do seu nome

    Aumentar fonte Aumentar fonte Diminuir fonte Diminuir fonte

     Como já foi dito aqui o senador José Maranhão é a “noiva” mais cobiçada do momento. Flertando com um e com outro, o velho cacique vai pavimentando o seu retorno ao Governo do Estado. Depois de empurrar sua candidatura de goela abaixo na oposição e de detonar Romero e Cartaxo e junto com eles, o estigmatizado Manuel Junior, Maranhão compareceu a convenção do PSDB, no último sábado, para alertar aos aliados que, união das oposições, sim, mas em torno do nome dele, o de maior densidade política e a mais respeitável do lodaçal onde se debate pretensos candidatos, cujos registros foram sugeridos pelo prefeito campinense para que sejam feitos em delegacias de polícia.

     
    Maranhão não foi apenas para prestigiar e oferecer um halo de austeridade a convenção tucana, mas também para mostrar ao governador Ricardo Coutinho que, para o lado que ele tombar a barca vira. 
     
    O discurso de Maranhão na convenção dos tucanos está consonante com o discurso da maioria da oposição quanto a marcharem juntos, mas destoa quanto ao nome já que, indubitavelmente o dele é mais sonoro e mais respeitável, e desse favoritismo o senador já demonstrou que não abre mão, o que significa dizer que Cartaxo foi atirado à lama da lagoa, sem previsão de resgate.
     
    Atabalhoado
     
    Os últimos acontecimentos envolvendo o PSDB mostram o quanto está fragilizado, dividido e desgastado o partido tucano e o quanto está desnorteado o senador Cássio Cunha Lima, mais uma vez fiel a sua vocação para abandonar os amigos diletos nos momentos de dificuldades, como fez quando da prisão de Cícero Lucena, ao se evadir do estado, como agora ao abandonar o amigo de carreira, Aécio Neves, no colo do repudiado Michel Temer.
     
    Cássio não só abandonou como tripudiou do amigo mineiro ao condenar seu ato de afastar o presidente interino da legenda, Tasso Jereissati, sob a alegação de que, Aécio estaria contribuindo para acabar o partido já na rabeira da preferência do eleitor depois de comprovada a efetiva participação e elaboração da legenda no golpe que atirou o país nos braços do que existe de mais corrupto e dissoluto em termos de política.
     
    Como óleo de peroba sempre foi o forte do senador campinense, para dar brilho a sua imagem de político, é possível que ele acredite que, até as eleições, ninguém recorde mais da sua desastrada participação no golpe que destruiu a democracia brasileira e das suas estreitas ligações com a parte podre da maça.
     
    Ele já se coloca na posição de mero coadjuvante do processo eleitoral de 2018, mas não é por humildade virtude que nunca apresentou em toda sua vida pública, mas por prudência e cautela já que reconhece não ser hoje um nome que entusiasme o eleitor paraibano.
     
    Cássio já começa gravitar em direção ao astro Maranhão para impedir que ele atraia para sua órbita outros sóis do universo político do estado e essa renovada constelação termine por pulverizar de vez sua existência nesse cosmo.
     
    A presença de Maranhão na convenção tucana teria por objetivo acionar o sistema de alarme girassol e fazer recordar ao governador que essa composição de força foi responsável pela última derrota na capital, em tese, o maior reduto eleitoral do socialista e, caso se repita pode ter efeito devastador nos projetos de continuidade do socialista já que João Azevedo partiria sozinho, e nem a vice-governadora Lígia Feliciano o acompanharia nessa empreitada vista por muitos como um haraquiri político de Ricardo. (Jampanews)