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  • 11.03.2019 - 08:22

    MAR DE LAMA: depoimento de assessor aumenta o calvário do governo

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    O blog do marqueteiro e comunicólogo Alan Kardec destacou o que chamou de “um dos maiores esquemas de corrupção já visto na Paraíba” envolvendo auxiliares do ex-governador Ricardo Coutinho (quando o fato ocorreu) e que respinga na gestão do atual governador João Azevedo, cuja campanha teria sido patrocinada com dinheiro de propina. O curioso é que mesmo com todos os indícios apontando o envolvimento dos auxiliares de RC , ele, João, os mantém em seu governo. MOMENTOPB reproduz na íntegra a matéria do Blog do Kardec:

     

    Operador da propina da Cruz Vermelha entrega secretária de RC e revela que dinheiro recebido em hotel financiou campanha de João

    “Parece ser apenas a ponta do iceberg, mas o suficiente para identificar um dos maiores esquemas de corrupção, senão o maior,  já visto na Paraíba. Seja pela sofisticação das operações de propina, seja pelo volume de dinheiro envolvido. É o que traduzem revelações de Leandro Nunes Azevedo, em documento do desembargador Ricardo Vital, na sentença que determinou sua soltura no último dia 1º de março, e vazou na Internet.

    É devastador o que Leandro, ex-assessor e braço direito da secretária Livânia Farias (Administração), confessa para o Gaeco (Grupo Atuação Especial Contra o Crime Organizado). Ao confirmar ter recebido , no hotel do Rio de Janeiro, “aquela” caixa de dinheiro de Michele Cardozo, secretária particular de Daniel Gomes da Silva (chefe da organização criminosa), Leandro revelou que havia nela… R$ 900 mil.

    A ironia: Leandro se diz surpreso, porque esperava ter “apenas” R$ 700 mil na caixa. Tinha R$ 900 mil. Uma generosidade. E mais: que o dinheiro foi utilizado para financiar a campanha do então candidato João Azevedo, num esquema que envolveu, não apenas caixa 2, mas, especialmente, utilização da propina. Foram pagos, segundo ele, vários fornecedores da campanha ainda no Rio de Janeiro.

    Ainda de acordo com Leandro, após combinar com Livânia, foram pagos os fornecedores Zé Nilson (Adesivos Torres), Weber (Plastifort), Henrique (Prática Etiquetas) e Júnior (carro de som). Para alguns deles, o pagamento foi feito em dinheiro e pessoalmente, e até com um bônus (afinal veio dinheiro a mais…). Para outros, depósito bancário realizado numa agência de shopping.

     

    Ainda no depoimento, Leandro confirma ter comprado um celular um dia antes da “operação”, utilizado o aparelho para realizar as ligações estratégicas, e depois descartado numa lata de lixo, supostamente para não deixar pistas. Tudo em comum acordo com Livânia, o que mostra de fato a sofisticação da operação. Uma obra prima. Uma operação típica da máfia, a julgar como verdadeiras as revelações de Leandro".