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  • 28.11.2017 - 18:02

    Fique por dentro e saiba quem inventou a Calcinha

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    Até o final do século XVIII, os calções, ou ceroulas, eram peças exclusivas do guarda-roupa masculino e as mulheres que ousassem usá-los eram consideradas “criaturas libertinas e de moral duvidosa”. Naquela época, as moças sérias deixavam suas partes baixas livres, leves e soltas. Nenhuma mulher respeitável usava calcinhas. Pois é, as mulheres não usavam nadinha, nadinha por baixo das saias. Naquele tempo eram usadas camisolas retas de linho em contato com a pele, seguidas do corpete, uma ou duas anáguas e vestidos com saias longas e fartas. Era a vestimenta básica, considerada saudável para as mulheres… nada de calcinha.


    Por volta de 1790, os ventos da moda sofreram uma mudança drástica de direção com a Revolução Popular na França, que levou a uma simplificação geral do vestuário na Europa inteira. As mulheres passaram a usar elegantes vestidos de cintura alta, os chamados “estilo império”, inspirados nas vestimentas gregas antigas. Vaporosos e transparentes, tremendamente sensuais, eram feitos da mais fina musseline (tecido feito de algodão, seda ou linho, macio e fino). Mas que deixavam as “partes baixas” arejadas demais  e, então por volta de 1800 as calcinhas tiveram sua primeira chance de fazer História!
    O primeiro modelito foi o “calção” ou pantaloon, que chegava até abaixo dos joelhos ou até os tornozelos, e era feito de um tecido “cor de carne”, semelhante ao das meias finas da época. Vieram para, digamos, diminuir a ventilação por debaixo dos leves e sensuais vestidos (ufa!). Consta que ele foi adotado apenas pelas mulheres importantes do Diretório Francês e por algumas das damas mais ousadas da sociedade ocidental, sintonizadas com a vanguarda da moda.  Mas é perfeitamente compreensível o fato de não terem entusiasmado todas as moçoilas da época, visto que estavam longe de qualquer ideal estético.
     Foi na Inglaterra, no período vitoriano (1837-1901), que as calcinhas entraram definitivamente para o guarda-roupa das mulheres de poder aquisitivo. Os moralistas vitorianos elevaram as calçolas femininas ao patamar máximo da qualidade, mas preferiam não tocar nesse assunto. Falar sobre roupas íntimas era tabu, pois elas evocavam lembranças embaraçosas sobre detalhes anatômicos. Nas lojas, a seção de lingeries ficava escondida, e nos anúncios publicados em revistas as calçolas apareciam monotonamente dobradas em prateleiras.

    Fonte: lucianailusao.blogspot.com.br