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  • 08.11.2017 - 08:58

    Diarreia em advogado faz juiz adiar audiência dos acusados de tentativa de homicídio em Teixeira

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    O juiz Carlos Gustavo Guimarães, da Comarca de Teixeira, decidiu pelo adiamento da audiência de instrução e julgamento que apura a tentativa de assassinato contra o profissional liberal Stallone Landon, fato ocorrido na madrugada do dia 20 de outubro de 2014, naquela cidade.

    Os acusados são Edmilson dos Reis Filho (filho do prefeito daquele município); Valmir Teles (vulgo Mita); Péricles Pereira de Lira e Jáder Pereira de Lira.

    O juiz decidiu pelo adiamento em razão de um atestado (CID A09 - DIARREIA) assinado pelo médico Humberto Marques Filho – que atende no posto de saúde do município de Teixeira – em favor do advogado dos réus, Luiz Gustavo Souza. Pela classificação do Código Internacional de Doenças, o advogado foi acometido de uma forte diarreia, por isso o pedido de 05 dias de licença para tratamento, conforme documento anexado aos autos.  

    O CASO

    O ‘Caso Stallone’ teve ampla repercussão na cidade de Teixeira e municípios vizinhos. O jovem levou um tiro de espingarda calibre 12 praticamente à queima roupa. Seu braço foi parcialmente dilacerado. Salvo por um milagre, Stallone conseguiu identificar os autores e desde 2014 o processo se arrasta lentamente na justiça. Como se sabe, Stallone vinha fazendo críticas constantes à administração do prefeito Nego de Guri (pai do principal acusado, Edmilson Filho) através de portais e redes sociais.

    Quando ainda se restabelecia física e psicologicamente do atentado, Stallone sofre um novo e duro trauma: seu pai, Antônio Claudeonor Nunes, foi covardemente assassinado no dia 19 de julho passado, com um tiro nas costas, na subida da Serra de Teixeira. A autoria do assassinato é atribuída aos mesmos personagens que atentaram contra a sua vida. Eles chegaram a ser presos pelas polícias Civil e Militar da cidade de Patos, com a deflagração da “Operação Crida”, mas na semana passada o filho do prefeito e o seu primo foram soltos graças a um pedido de habeas corpus  acatado por um juiz em João Pessoa.

    O juiz Gustavo Guimarães ainda não tem previsão quando será remarcada uma nova audiência.