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Colunas de Renato Uchoa

Educador


  • 19/08/2017

    A esquerda que não queremos


     Quem quiser que diga não. Todos nós que militamos nas décadas de 1970/1980...conhecemos e convivemos com centenas de companheiras/os combativas/os, que ainda hoje estão na luta e conservam na consciência a relação de respeito, de solidariedade, de companheirismo. Outros foram ao longo do tempo se promovendo, como carrapatos, sugando a última gota de sangue até serem desmascarados.

    Mesmo aquelas/os que por razões outras se afastaram e contribuem menos, o meu respeito. Diferentes de Marina, Marta Suplicy, Luíza Helena, Cristovam Buarque, Cartaxo (prefeito de João Pessoa) ...que vivem para destruir o PT, e deixaram vários tentáculos. Diferente de milhares de militantes que lavaram as mãos na reeleição de Dilma, e na luta pela anulação do golpe no Supremo.

    Hoje você se filiar ao PT é mais fácil que comprar um picolé no fiteiro. Os critérios são frouxos. Inexiste uma formação política séria...A esquerda brasileira, e todos nós, às vezes, tentamos esconder, relevar, botar debaixo do tapete o autoritarismo, a relação da chibata e da exclusão, que infelizmente impregnou vários grupos que atuam nas Universidades, Instituições..., com poder de mando e desmando.

    Quem quiser que diga não, e tanto eu como você sabemos de várias/os que se comportam de forma deplorável, vestidos de fantasias da esquerda, e internamente do coração a mente, dos pés à cabeça, perseguem sistematicamente companheiras/os de esquerda, por não concordarem em vários aspectos do que seria uma gestão democrática em contraposição a gestão das amiguinhas/os no esconder das práticas autoritárias, no festival de gratificações, participação em projetos, que aumentam a estrutura da bolsa.

     Praticam assédio moral, implantam redes de fuxico para minar a liderança social que várias/os professoras/os têm na sala de aula, pelo conhecimento, pela competência visível por todos. Esse tipo que veste a camisa da esquerda e tem um comportamento mais refinado que a direita não merece o menor respeito. Eu nunca, em momento algum da minha vida, tangendo um cururu de dentro de casa, com o cabo de vassoura me comportei assim.

    Fui professor concursado da Universidade (UESPI), presidente da Associação Docente em um dos períodos mais críticos da luta, recusei a reeleição, e ainda mantenho a consciência tranquila, sem os pacotes de dinheiro a mais, pela distribuição das benesses comum em grupos de esquerda genérica que ainda perduram nas Universidades e Instituição. Chega de calar, chega de conivência.


  • 12/07/2017

    Já vai tarde


     Não há como negar, a história provou em tempo real, a operação Lava Jato, o segundo capítulo da farsa do Mensalão foi para tentar destruir o PT e os cacos da esquerda no pacote. Tem muito farsante da esquerda que bateu palmas para o capitão do Mato Joaquim Barbosa. Quando da prisão de Genuíno, Dirceu, Delúbio, e tantos outros. Tem muito farsante da esquerda que engraxou, e ainda faz, os sapatos do juiz fascista Moro. Não há como negar que a volante da República Corrupta do Paraná, de uma população que aos poucos entendeu a farsa, sentiu na pele quem é Beto Richa, e o truculento prefeito da capital; destruiu a economia brasileira.

    Desemprego em massa, falências, um verdadeiro caos. Criou o Estado de Terror, e como condição para a política de terra arrasada, contribuiu diretamente para o clima de ódio antes e pós-impeachment, no complô no roubo do mandato da presidenta Dilma. A história vai puxando os fios da conspiração em tempo real, a cores. Um deles tem a cadeira cativa do Supremo acovardado, miúdo, insignificante na defesa do Estado Democrático; ministros e ministras de conhecimentos duvidosos, indicados pelo pistolão da vez (presidente da República), nas cotas das catacumbas. O PT, vale o registro, indicou 10, com nota zero para eles e elas ministras.

    Não há como negar, o STF faz o triste e deprimente papel de guardião dos procuradores, promotores, juízes...de ponta de rua que rasgaram a Constituição e a prostituíram em um bordel fétido, sinistro, repugnante, sem espelho e penteadeira. Ao preço de R$ 1,99. Fim da presunção de inocência, marretas e picaretas na porta de qualquer um no aniquilamento do fim da inviolabilidade do lar, conduzir coercitivamente qualquer cidadão, prender sem provas, praticar tortura psicológica, escuta ilegal, crime de espionagem praticados por agentes da Lei, de passados que vão se esclarecendo rapidamente.

    Na omissão dos meliantes do PSDB, DEM, PMDB, outros (Caso Banestado...), que na ânsia de cortar a cabeça de Lula foi vazando no processo truculento da justiça as verdadeiras gangues históricas que saqueiam o pais desde a vinda de Cabral. Que não é o do Rio de Janeiro, mais aprendeu a roubar na arte da corrupção às vistas de São Sebastião. As gangues que tomaram de assalto o Estado Democrático, e não vão entregar gratuitamente por eleições diretas, não vão permitir a candidatura de Lula em 2018, com peso de consciência e Republicanismo tão a moda nas gestões petistas de Lula/Dilma. Temer "dorme com os peixes", na expressão da máfia siciliana. Maia, ou qualquer outro golpista, já comprou o terno da posse. Só sairão de lá correndo, só entregarão o Estado Democrático, que atende agora com o nome de Estado de Terror, quando os trabalhadores/as, com uma direção política consequente, não vacilante, não negociadora, que indique para os movimentos sociais organizados, com urgência, trabalharmos na perspectiva da reintegração de posse das Instituições que devem zelar pela democracia. O clima de revolta é latente, ao contrário do que podemos pensar.

    A Operação Lava Jato, digo esconde os Ratos Amigos, desde o caso Banestado, não deixa saudade, apenas para a história a maior ação de truculência na quebra da legalidade em toda a história do Brasil. O posto da Lava Jato vai fechar na investigação dos amigos. Vai continuar com o atendimento preferencial ao PT, em casa, com as conduções coercitivas e todas as formas de truculência. Fiquemos atentos, em todo caso, tchau! Queridos. 


  • 09/06/2017

    O fim e o início


     A senadora Gleisi Hoffmann é a nova presidenta do PT. A primeira mulher a ocupar o cargo em mais de três décadas de fundação. Um avanço fantástico por ser uma mulher da luta. Apoiada pelo agrupamento CNB, por 367 votos (61%) dos 593 delegados credenciados. Outros mais poderiam ter ido. Como se diz na Paraíba, macabra boa impede delegados que construíram o PT na Terra do Nego, impedidos de pousar em Santa Rita; imagina em Brasília. Uma exclusão inaceitável.

     Não há como negar, o senador Lindbergh Farias, apoiado pelo Muda PT, com 226 votos (38%), não perde, ganha o partido na discussão sobre as reais e urgentes mudanças na postura acanhada, sempre a reboque dos movimentos sociais. Um medo profundo de sentir, como em outras épocas, o cheiro do povo, o perfume Alert Limão, que volta também com a crise profunda quem vem jogando o país na sarjeta, pelo Usurpador Temer.

    No pacote, a senadora Gleisi, Lula também sabe disso, resgatar os princípios básicos que nortearam a criação do Partido, que ao longo de décadas se burocratizou. Pela contaminação eleitoral e outros rumos, que fizeram com que um dos partidos de trabalhadores mais importantes das Américas, ao invés do aprofundamento da democracia interna, da formação política da militância para o combate ininterrupto contra os avanços das elites do preconceito e exclusão, rastejou em vários momentos cruciais, como no balão de ensaio que foi o Mensalão, o início do golpe para destruir o PT e a esquerda mais aguerrida.

    O juiz fascista Moro do Paraná sucedeu a Joaquim Barbosa, um dos dez, nota zero, ministros do Supremo indicado pelo PT, que até hoje se comportam, no mesmo prédio suntuoso, no mesmo endereço, mais silencioso que um retiro no Tibet. Usando essências das mais variadas, acendidas todos os dias, com as páginas rasgadas da Constituição esfacelada, combalida, prostituída nos nossos paus das ventas. Por não aparecermos por lá, quebrando com os nossos gritos de amor o silêncio assustador dos ministros/as no apoio ao golpe, contra a democracia, contra o Estado de Direito. Precisamos gritar, anulem o golpe mais abjeto da história brasileira. ’

    O PT, as direções que se sucederam bem antes, usaram a bigorna e o martelo na exclusão de centenas de bons militantes, outros oportunistas, como a própria história mostrou. A história também já mostrou, existem centenas, milhares de militantes camuflados no Partido. Gleisi e  Lindbergh merecem o nosso respeito como parlamentares ligados as causas populares. Inês é morta, mas, temos que nos unirmos para enterrar o governo usurpador de Temer, e que todos os golpistas paguem pelo crime de roubar a democracia, roubar os nossos sonhos. Sem negociação. 


  • 02/03/2017

    O trote da vergonha


    Impressiona a sabatina de cartas marcadas. Inova (após a consumação do golpe), mais ainda o processo deprimente na escolha de qualquer um, qualquer dois, qualquer três, qualquer onze que é tudo igual... para compor a tropa que vem em correria desenfreada faz décadas no STF. Estuprando a Constituição com o casco, com a ferradura; manuseando a Carta Magna em cada capítulo, cada artigo, cada parágrafo, o que se tornou moda por lá, com a ponta da espora. 

    Qualquer um deles passa na sabatina genérica do Senado, com raríssima exceção, aguada em barcos de luxo do lago de ouro de Brasília. E muito provavelmente seriam reprovados no rigoroso Exame de Ordem da golpista OAB.

    A presidenta Dilma, de fato e por direito de escolha de mais de 54,5 milhões de brasileiros/as é a vítima principal (com o bloco de milhões de brasileiros com o pires na mão. No desfile macabro do carnaval do próximo ano. Nas portas de Igrejas, semáforos, nas ruas e avenidas do Brasil já se vislumbra a fome que vem lambendo o país inteiro. Todos nós somos as vítimas do seletivo grupo que manda e desmanda no país, trajado, com a fantasia de mendigo de rua, combalido, sem destino, à deriva, às vésperas do enterro.

    O PT indicou 10(dez) dos cavaleiros e damas da Távola Quadrada, da Corte do Golpe ao longo da implantação das políticas públicas, que tiraram milhões dos currais dos coronéis no Nordeste, e outros tantos do regime de escravidão dos bandeirantes paulistas e de outras Capitanias. Que atendem pelos nomes de Estados. 

    O “Estado de Direito” que exclui o critério de sapiência jurídica comprovada, para compor no STF qualquer um, esfacelando a tarde, a inteligência, o clima democrático que predominou aparentemente por década, ao menos em alguns pontos. Melhor dizendo, a cafetina que se tornou o Senado, nesse momento, o faz de conta da inquirição, para jogar no Circo do Supremo.

    Não confundir com os Belos Circos, com verdadeiros palhaços banhando a alegria de nós adultos, que não perdemos a puerilidade. Quando éramos crianças. As belas gargalhadas de antes, são as nossas de hoje em repúdio ao festival de palhaçada no Senado, testemunhas históricas que somos, que o Golpe contra o Estado de Direito vai açambarcando todos as Instituições, que mesmo por esperteza, deveriam primar pela democracia, e se livrarem, mais cedo ou mais tarde, do pego para capar que vem aí. É inexorável o estouro da multidão de desvalidos produto da gestão do Tirano Temer e parceiros do golpe.

    Alexandre Moraes (linha de frente do Usurpador Temer) é um candidato que não altera a submissão, a covardia, a traição ao Estado Democrático que vem caracterizando o STF nos últimos anos. O truculento, plagiador, confirmado tem uma cadeira cativa esperando por ele no Coito do Golpe. O nosso respeito aos senadores e senadoras que não concordam com a agressão ao povo brasileiro, na resistência conjunta de milhões de trabalhadores para derrotar o golpe. Bem-vindo ao Estado de Terror Mané, que odeia o PT e logo mais vai jantar o pão que o diabo amassou.


  • 09/10/2016

    O terror mora ao lado


     A senadora Vassoura (Isabel Maria Bandeira Brasileira), natural de Gurinhém, foi eleita no grito dos paraibanos. Não na urna que recebe milhões de votos corrompidos pelo ódio e preconceito. Nas eleições que mandam senadores, deputados, governadores, prefeitos, vereadores, na quase totalidade para votar projetos contra você. Dia 02 de outubro se aproximando. É o dia consagrado para eleger as quadrilhas que continuarão decidindo as nossas vidas e o destino do país.

    A senadora Vassoura espantou meu coração. Quando a vi pela primeira vez montada em sua égua em um trote belo. Uma cena exuberante, galocha, roupa de cores intensas, e a bandeira brasileira cobriam o corpo e vestia a alma de patriotismo. Apito na boca, ato contínuo quando gritou independência ou morte! A senadora Vassoura não tinha pé doído e nem papa na língua, a cumprimentei no histórico Ponto de Cem Réis, montada em sua égua. Senadora Vassoura, bom dia! Na bucha respondeu é a mãe Fela da Puta. Só entendi depois do espanto meu, e da altivez dela.

    Vassoura não tinha negócio de sinal de trânsito, parava na hora que quisesse. E as pessoas obedeciam. Perambulando nas décadas de 70 e final da de 80, quando morei na Paraíba feminina, mulher forte, sim senhor, que me ensinou o caminho da luta contra a ditadura militar. Que ressuscita violentamente com outra grife. A do judiciário no escandalizar do mundo.

    Por centenas de vez cruzei com Ela e tantos outros, como os poetas Caixa D’Água, Mocidade um excelente tribuno nos embates históricos eivados de rivalidade. Caixa D’Água uma vez se sentiu como nós na superação de um obstáculo. O nosso derrotar um inimigo poderoso da democracia armado até os dentes, o dele, após uma noite de alegria nos bares, trôpego, dificuldade de subir a ladeira, disparou "Ladeira da Borborema / tu sois mais alta do que eu / mas eu posso subir em tu / e tu num pode subir ineu";.

    A senadora Vassoura pousou de 60 a 80 na cidade de Santa Rita. Indo para o Céu em 2000. Uma mulher exuberante no enfrentamento das provocações da população por décadas. Tornou-se uma lenda urbana que nós sentimos saudade. Fica o exemplo dela, o Brasil tem que parar de Norte a Sul, Leste a Oeste, estamos abandonados no Teatro do Golpe. Onde os atores perderam a dignidade, a imparcialidade, a idoneidade moral que embasa a postura jurídica do operador da Lei, pago por nós, não para fazer atrocidades contra os investigados. Não respeitam a Constituição, anarquizam o Estado de Direito em prol do Estado de Terror. Assassinam reputações em um roteiro planejado para golpear a esquerda e o PT.

     Ninguém se sente seguro. Não podemos recorrer as Instâncias da Justiça, aos Tribunais Superiores, vez que são os legitimadores das excrescências que se tornaram regras no país: caçar todos os petistas, todos àqueles/as da esquerda sistematicamente. O Estado de Terror tem um endereço certo. Fica na República Corrupta do Paraná o núcleo da facção que congrega procuradores, policiais federais, juízes e desembargadores que acham legal quebrar a Constituição, prender e arrebentar, condução coercitiva ilegal, acusar sem provas. São eles, para o registro da história, que não os perdoará, que destruíram a economia do país e o Estado democrático.

    E lá todos eles tiveram provas do Caso Banestado, do desvio de 520 bilhões a preço de hoje. A Lava Jato no poder de mando vem da seleção de lá: Moro, Fernando, Youssef, acrescentados no grupo, escolhidos a dedos os delegados da Polícia Federal Política, defensores de Aécio Neves, portanto, de um marginal político de alta periculosidade, envolvido com um rosário de crimes. Parte deles, como agora, esconderam por muito tempo a lista dos ladrões de terno e gravata do Banestado, e hoje pousam com o apoio da mídia criminosa, sonegadora, como os heróis contra a corrupção.

    Todos eles estão corrompidos moralmente pela parcialidade na lista dos que vão prender ao arrepio da Lei, e pelo silêncio assustador Dela e “Deles” na proteção da escória brasileira. Polocci e tantos outros sentiram na carne a volta do autoritarismo das forças repressivas e combinadas do Aparelho de Estado. Que cresceu as garras no governo Lula/Dilma, e estão afoitos para consolidar de vez o Estado de Terror. O ministro da (in) justiça, da cabeça de ovo podre de cobra cascavel, truculento e de bucho furado deixou claro a relação perniciosa do governo Temer usurpador, com a Operação Lava Jato, digo Operação Livra os Ratos amigos, quando anunciou as várias prisões que serão feitas antes das eleições, para reforçar as candidaturas dos golpistas.

    Não foi por falta de aviso. Eu, você, todos nós faz anos temos alertado. A crítica é para os adultos como já dizia o educador Paulo Freire, o governo Dilma contemporizou com os núcleos de violência formados nas instituições públicas contra o Estado de Direito, em nome do Republicanismo. Apenas um exemplo, quando a Equipe da Lava Jato comandada pelo juiz truculento Moro cometeu o crime de espionagem. Baseado não Lei de Segurança Nacional deveria, ao invés de continuar a desrespeitar a Constituição, ter sido preso com todos os que ajudaram no crime, colocados em uma prisão de segurança máxima.

    É simples assim. Os ministros/as continuam tranquilos, impávidos, dormindo como um neném enquanto o país vai se transformando em um bordel de parte do judiciário. Resistir é preciso, mas, nas formas do poeta Caixa D’Água “Ladeira da Borborema / tu sois mais alta do que eu / mas eu posso subir em tu / e tu num pode subir ineu”. E da senadora Vassoura. Parar o Brasil e dizer quando a repressão vier e nos agredir, inclusive com palavras. É a mãe Fela da Puta, esse país é nosso.  


  • 27/09/2016

    Quebra, quebra guabiraba, quero ver quebrar...


    O governador Antônio Carlos Magalhães, o vulgo Toninho Malvadeza da Bahia, pai do golpista Magalhães que é prefeito de Salvador, esfaqueado uma vez por uma mulher, e não sabemos até hoje o motivo. Foi inaugurar um viaduto em Salvador no final da década de 70. Palco montado, show de Raimundo Sodré. Lá pelas tantas o cantor empolgado, liberto do medo do governador truculento, solta a letra... Quebra, quebra guabiraba, quero ver quebrar... Em plena ditadura militar e baiana, o povo entendeu: quebrou tudo e escorraçou o governador ditador.

    Dizem que foi uma das primeiras reações vinda do povo que assustou Malvadeza.  A outra, quando se meteu com o deputado Tenório Cavalcante, o Homem da Capa Preta. Tenório na juventude matou, com uma enxada, em legítima defesa, o assassino de seu pai. Malvadeza, em uma sessão na Câmara dos deputados na década de 60, acostumado a humilhar os fracos, rebateu o Capa Preta: "vossa excelência pode dizer isso e mais coisas, mas na verdade o que vossa excelência é, mesmo, é um protetor do jogo e do lenocínio, porque é um ladrão." Ato contínuo, Tenório puxa o revólver e diz "vai morrer agora mesmo". Segurado por outro deputado, mesmo assim, Malvadeza urina nas calças. O chão todo molhado, se treme todo quando viu a cor da chita.  Capa Preta rir e arremata: "Podem sossegar. Eu só mato homem". Uma humilhação constrangedora para um coronel do mato.

     Perito em tiro de inquietação. Ligou uma vez para um desafeto. O filho e a mulher em viagem pelo interior da Bahia, sem comunicação. Disse na ligação, sua família acaba de morrer em um acidente grave. Imagine a aflição do pai sem poder se comunicar, sem saber o local do acidente, horas de terror até descobrir que estavam vivos. Mandou matar um espancador da filha, o genro Juca Valente. Um rosário de crimes, Pasta Rosa, recebeu 1,1 milhão de dólares do Banco Econômico; central de grampos na Bahia de deixar o juiz fascista Moro com inveja; violação do Painel Eletrônico do Senado, todo tipo de crimes que não se diferenciam dos 61 senadores que enterraram a democracia recentemente. Tanto lá como cá, o Supremo continua o mesmo. Malvadeza se beneficiou do arquivamento de denúncias várias vezes.

    Eles são assim, a prepotência, a impunidade dos crimes é como tomar um sorvete. Com o controle total da mídia venal, e absoluto dos aparelhos repressivos do Estado, agora com o golpe dado no Senado, legitimado pelo STF, STJ, PF, Ministério público... Todos os parceiros diretos ou indiretamente do Golpe vão garantir a ilegalidade, a degeneração e quebra da legalidade constitucional como legal, e legitimar a violência contra a população a lá Toninho Malvadeza.

    Temer não tem caráter e nem cerimônia, conspirou e foi uma das figuras principais do Golpe. Vai reprimir com unhas e dentes, mesmo odiado pela população. Como traidor, vai vender o país a preço de banana. Treinado por FHC para fazer o maior leilão de entrega de um país da América Latina ao capital internacional. O diálogo para eles é na ponta do fuzil, gás lacrimogênio e spray de pimenta. É simples assim. Não devemos nos contrapor ao Estado de Terror com ódio. A raiva nos tira, debilita, confunde a nossa capacidade de pensar na organização das ações, que serão determinantes, e que a partir de agora devem nortear o combate ao Usurpador.  Toninho Malvadeza no juízo inspira os senadores e deputados que roubaram o mandato da presidenta Dilma, acovarda as instituições que deveriam primar pelo Estado de Direito.

    A preparação da Greve Geral urge a criação de uma Coordenação Nacional com representação dos movimentos sociais do campo e da cidade, entidades diversas que têm se manifestado contra o Golpe....

    Os rastros deles nos crimes se cruzam com a estrada de crimes praticados pelo governador truculento da Bahia, muitos deles ontem e hoje arquivados pelo Supremo, que sempre esteve na cozinha da Elite Brasileira. Toninho Malvadeza (Dom Carlos Corleone) é Caiado, é Cunha Lima, é Aécio, é Aloyso, é Bolsonaro, é Temer...

    Quando a vitrola tocar quebra, quebra guabiraba, quero ver quebrar, a porca vai torcer o rabo se não for bicó. Resistir é preciso, derrotar o governo usurpador a principal ação em defesa da democracia.


  • 20/09/2016

    Les eunuques du coup


    Não tem como negar. O Supremo Tribunal Federal habita próximo a pocilga do ódio ao PT e a esquerda brasileira. Amarrados/as no cabresto, no fundo do quintal da elite mais perversa da América Latina, e se tiverem testicule e prender Lula, vão deixando tocar o país para a repetição da noite de São Bartolomeu. E não vão massacrar os protestantes como foi na França. Aqui o alvo vai ser quem se manifestar a favor do Estado de Direito, contra os golpistas. O STF caminha a passos largos para jogar o país na sarjeta completa. Mas, o buraco é mais embaixo.

    Contra todas as garantias do direito, da quebra acintosa da legalidade constitucional, da proteção escandalosa a um juiz fascista (Moro). Que deita e rola como um gladiador tocando fogo em qualquer aparato jurídico, para quebrar a economia e queimar país de ponta a ponta. Assusta a covardia do Supremo, são deprimentes e assustadoras, causam náuseas as decisões que tomam por lá contra a democracia. Em benefício da impunidade, para que os ladrões do mandato da presidenta Dilma completem a venda do país, iniciada pelo sociólogo FHC em degeneração acelerada em direção a um tambor de lixo da história.

    Prática de tortura psicológica, crime de espionagem, condução coercitiva, prisões ilegais, e proteção a verdadeira escória brasileira, que tem no crachá a fotografia de um tucano e outros bichos próximos, com folhas corridas de crimes que vai de Norte a Sul, Leste a Oeste do País. O STF pediu penico como se diz no Nordeste. Amarelou, ou enveredou para o caos com o aumento de 41% de patacas. Para os judas, com ou sem saias.

    Não há como negar, todos/as eles/as no concurso eclético de prevaricação, covardia na queima da Constituição, na manutenção do golpe que escandaliza todas as Cortes Supremas do mundo, que têm uma mesma opinião: os ministros do STF brasileiro deixaram as diversas Gangues tomar de assalto o mandato da presidenta Dilma. São parceiros do crime. É simples assim, lá fora não valem uma moeda de R$ 1,00, um CD pirata vendido na feira. Não há como negar, o Supremo tem a pior composição da história da instituição, dez deles escolhidos pelo PT, mais o eunuco golpista da Procuradoria da República.

    Eles, os eunucos da era digital no Supremo tiveram as mentes castradas. Mantêm a tradição da subserviência ao longo da história, praticam e guardam, com unhas e dentes os interesses das camadas dominantes. E, vez por outra, de pires nas mãos arriscam um aumento de patacas a bandidos conhecidos no ramo da corrupção, para melhor zelar pelo patrimônio dos patrões. Jesus disse em Mateus,19,12: Há eunucos que nasceram assim, do ventre materno. E há eunucos que foram feitos eunucos pelos homens. E há eunucos que se fizeram eunucos por causa do Reino dos Céus. Na hora do pego para capar escolha os seus.

    Um deles, por nome de Teori Zavascki, relator da Operação Lava Jato, ou livra os Ratos Amigos, a bem pouco tempo falava assim do juiz fascista Moro na liminar sobre a divulgação das gravações ilegais: “1. Trata-se de reclamação, com pedido liminar, ajuizada pela Presidente da República, em face de decisão proferida pelo juízo da 13ª Vara Federal da Subseção Judiciária de Curitiba, nos autos de “Pedido de Quebra de Sigilo de Dados e/ou Telefônicos 5006205- 98.2016.4.04.7000/PR”. Em linhas gerais, alega-se que houve usurpação de competência do Supremo Tribunal Federal, pois: (a) no curso de interceptação telefônica deferida pelo juízo reclamado, tendo como investigado principal Luiz Inácio Lula da Silva, foram captadas conversas mantidas com a Presidente da República; (b) o magistrado de primeira instância, “ao constatar a presença de conversas de autoridade com prerrogativa de foro, como é o caso da Presidenta da República, [...] deveria encaminhar essas conversas interceptadas para o órgão jurisdicional competente, o Supremo Tribunal Federal”, nos termos do art. 102, I, b, da Constituição da República; (c) “a decisão de divulgar as conversas da Presidenta - ainda que encontradas fortuitamente na interceptação - não poderia ter sido prolatada em primeiro grau de jurisdição, por vício de incompetência absoluta” e (d) “a comunicação envolvendo a Presidenta da República é uma questão de segurança nacional (Lei n. 7.170/83), e as prerrogativas de seu cargo estão protegidas pela Constituição”.

    Pasmem, questão de segurança nacional, o juiz Moro atentou contra a Lei, deu um balão no Supremo, se comportou como um espião, perdeu faz tempo a isenção, a moral e o equilíbrio que um magistrado deve ter no julgamento imparcial. As gerações futuras vão perguntar, depois que as cinzas do país se perderem na história, o motivo do governo Dilma não ter prendido o juiz afoito do golpe, não ter enquadrado na Lei de Segurança Nacional, inclusive todos os conspiradores incluindo o usurpador Temer.

    O procurador Janot fez parte do complô contra Dilma e Lula, se comporta como um mamulengo.  Afirmam de pés juntos que ele autorizou, melhor dizendo, ordenou ao juiz Moro que praticasse o crime de divulgação das escutas ilegais envolvendo Lula/Dilma, e vários outros. Um eunuco do golpe disfarçado de Procurador da República.

    Agora Teori, após reconhecer em vários momentos a truculência do juiz da República Corrupta do Paraná, manda Lula definitivamente de volta para a fogueira do Tribunal da Inquisição de lá. Afirma ele com a sapiência de um eunuco de mente castrada "Apesar de esses argumentos serem objeto de análise naqueles autos, tal quadro revela a insistência do reclamante em dar aos procedimentos investigatórios contornos de ilegalidade, como se isso fosse a regra. Nesse contexto, é importante destacar que esta Corte possui amplo conhecimento dos processos (inquéritos e ações penais) que buscam investigar supostos crimes praticados no âmbito da Petrobras, com seus contornos e suas limitações, de modo que os argumentos agora trazidos nesta reclamação constituem mais uma das diversas tentativas da defesa de embaraçar as apurações". 

    Nega o recurso de Lula, não como um magistrado, muito mais com ofensas ao direito de um perseguido sistematicamente por um juiz, que afronta a Constituição nas barbas do Supremo, ter as garantias da lei no processo de defesa. E nega numa peça de 7 páginas, conta de mentiroso no Nordeste de Padim Cícero e de meu Deus.

    O Brasil vai se tornando um puteiro. Um carnaval que se aproxima de prostitutos/as vestidos/as com as páginas da Constituição combalida, pripinada de dentadas das Gangues imunes que deram o golpe para leiloar as riquezas nos moldes dos leilões de festejos de padroeiros no Brasil inteiro. Quem oferece mais por um capão e farofa, quem oferece mais pela Petrobrás, pela Caixa Econômica, pelo Banco do Brasil, pelo Pré Sal? Pelas Universidades Públicas, por um caixão para enterrar os mortos...

    Resistir é preciso, derrotar definitivamente as gangues que se apropriaram do Estado Democrático uma das tarefas mais belas do povo brasileiro.


  • 09/09/2016

    Quebra, quebra guabiraba, quero ver quebrar...


    O governador Antônio Carlos Magalhães, o vulgo Malvadeza, pai do golpista Magalhães que é prefeito de Salvador, esfaqueado uma vez por uma mulher, e não sabemos até hoje o motivo, foi inaugurar um viaduto em Salvador na década de 70. Palco montado, show de Raimundo Sodré. Lá pelas tantas o cantor empolgado liberta a letra, quebra, quebra guabiraba, quero ver quebrar...em plena ditadura militar e baiana o povo entendeu: quebrou tudo e escorraçou o governador truculento.

    Dizem que foi uma das primeiras reações que assustou Malvadez, perito em tiro de inquietação. Ligou uma vez para um desafeto deputado, o filho e a mulher em viagem pelo interior da Bahia, sem comunicação. Disse na ligação para o deputado, sua família acaba de morrer em um acidente grave. Imagine a aflição do pai sem poder se comunicar, sem saber o local do acidente, horas de terror até descobrir que estavam vivos. Mandou matar um espancador da filha.

    Eles são assim, a prepotência e os crimes é como tomar um sorvete, e os golpistas com o controle absoluto dos aparelhos repressivos do Estado, agora com o golpe dado no Senado, legitimado pelo STF, STJ, PF, Ministério público...todos parceiros diretos ou indiretamente do Golpe. Temer não tem caráter e nem cerimônia vai reprimir com unhas e dentes, mesmo odiado pela população como traidor e que vai vender o país a preço de banana, o diálogo para eles é na ponta do fuzil, gás lacrimogênio e spray de pimenta. É simples assim.

    Não devemos nos contrapor ao Estado de Terror com ódio. A raiva nos tira, debilita, confunde a nossa capacidade de pensar na organização das ações que serão determinantes, e que a partir de agora devem nortear o combate ao Usurpador. 


  • 07/07/2016

    A usina Caxangá


    Vai moendo a cana, o fogo é do inferno, pintando um quadro macabro de dedos. Ossos quebrados, e no processo de séculos de exploração e miséria a dignidade do ser humano. A tortura e os massacres perpassam toda a história do Brasil. Desde a conquista. A crueldade no campo cresceu muito mais quando àqueles que lutaram em defesa das condições de vida enfrentaram, na estrada pintada de sangue, desde a escravidão; dos escravistas as senzalas modernas de hoje.

    Na região canavieira da Paraíba/Pernambuco/Alagoas... Quando o latifundiário não mata, tortura de várias formas, sendo uma delas amarrar alguém que chupou uma rodela de cana para aplacar a fome. Além de prisão e espancamentos, estupros, outro método de tortura usado nessas Usinas (em quase todas) era mergulhar o camponês num tanque de mel. Amarrado em uma árvore, pescoço para a forca, ser lambido por vacas/bois.

    A língua áspera lixa e corta a alma pela humilhação. A pele espira a dor, a tosse cospe no sangue a marca profunda da dor. A resistência parida vem também contra as formas de opressão, sejam elas quais forem, que caracteriza o colonizador brutal. Que traz no sangue azul da morte faz séculos a receita de como tratar os trabalhadores do campo e da cidade, quando lutam pelas condições dignas de trabalho.

    A suntuosidade da vida das Elites coloniais, atuais no modo de vestir a moda internacional, um banho de riquezas e despir o trabalhador de todos os direitos, poucos, se considerarmos que o resultado do trabalho, que deveria ser apropriado por eles vai para o banho da elite. Das sinhás modernas, recatadas e do lar. A riqueza vai para elas, Sinhá-Suíça, Sinhá-França, Sinhá-Mundo de meu Deus. Serão mesmo a vida toda? A maior parte movida pelo o assobio do senhor moderno?

    Para o trabalhador um banho de mel para o gado vir lamber. A língua é áspera, engoma a pele como um ferro quente. Quando escapa da outra, jogado no melaço quente. Nem o Cão concorda com a morte. A crueldade é um traço característico que compõe o sangue azul das camadas dominantes em todos os períodos da história.

    Da usina Caxangá, Usina Estreliana de Pernambuco, que assombrou, usurpou direitos, que foi um centro de maus-tratos aos trabalhadores, com prisões ilegais e assassinatos, à Usina Tanques na Paraíba... Todas elas são farinha suja de sangue do mesmo saco. As três são os três retratos na capa de três imensos Álbuns de Terror, que evidenciam a metamorfose, com a decadência dos Engenhos, na quebra do Ciclo da Cana de Açúcar - que nunca acabou - atravessou séculos, o caldo de sofrimento da moenda da Casa Grande ainda gira, a mando dos usineiros do agronegócio. Que simbolizam e que contemplam as várias Usinas do Brasil.

    No açoite àqueles quem efetivamente, retrata nas mãos com os cortes o mapa da exploração histórica, os produtores de riqueza, para uma casta de parasitas, desde que o Brasil pingou no mapa, que se apropriam da riqueza do país.

    Não há como negar, as Usinas que se formaram ao longo da história e têm uma marca de tortura em todas elas, quando não jogavam o trabalhador no melaço para o boi lamber, era no quente para do tacho sair para o cemitério. Não há como negar, as Usinas que se constituíram no Brasil sempre tiveram o poder de polícia, e tinha ela como força auxiliar da jagunçada nos assassinatos, inclusive de Margarida Maria Alves em 12 de agosto de 1983. Foi a primeira mulher presidenta do Sindicato Rural de Alagoa Grande-PB. Um tiro de escopeta no rosto, na presença de um filho menor e o marido. Pedro Fazendeiro, Nego Fubá...Todos vítimas do latifúndio paraibano.

    Vale o registro, Júlio Maranhão foi o senhor de engenho da Caxangá, José Lopes de Siqueira Santos (Usina Estreliana), que açoitava os trabalhadores rurais em Pernambuco com um cipó de boi na mão, que usava como um relógio, na década de 1960; Agnaldo Veloso Borges da Tanques na Paraíba, e são milhares de Usinas e Usineiros, e o que os caracteriza é um rastro de ódio, de sangue, de covardia com os trabalhadores/as do campo, é uma cadeia escondida, clandestina, encravada nas Usinas.

    Uma cova chamada de Benedita, fechada como um caixão para punir o trabalhador. Latifundiários e usineiros como Agnaldo Veloso Borges, Júlio Maranhão, José Lopes de Siqueira... tinham prazer em amarrar trabalhadores rebelados no tronco e lambuzá-los de mel e sal, os bois mansos da usina faziam o resto. Lamber, ou no matar como fez José Lopes de Siqueira Santos na Usina no assassinato covarde de cinco trabalhadores em 1963, pelo motivo de reivindicarem uma diferença salarial.

    Não há como negar, nem que “eles” da (elite embrutecida) frequentem os bancos das melhores Universidades do Mundo, carregam a herança de sangue de várias gerações com o poder de matar, de torturar, no escuro da noite, ou no clarear do sol. Não há como negar que o presidente da Fiesp, Paulo Skaf, golpista, conspirador declarado e descarado da terra dos ladrões de merenda escolar, das gangues do metrô, do solo golpista por excelência no país é um deles. Descende de uma linhagem que matar o trabalhador de fome, sede, cansaço, ou de fraldas é apenas uma diversão.

    Em qualquer região do Brasil a elite dominante resolve conflito de terras com balas de fuzil. O delegado vem depois montar o conflito. Ou o ministro de uma Corte a serviço das Outras. E quando envolve a luta dos índios guaranis- Kaiowá o ministro Gilmar Mendes segura a parada em favor dos latifundiários do cangaço do chão do Mato Grosso do Sul. Foi assim em 2010 na derrubada do decreto de Lula, de dezembro de 2009, um avanço na demarcação abarcando o território sagrado Arroio Koral.

    Mas, o STF, em cima, embaixo, à frente, de lado, por trás, o ministro Gilmar o mesmo dos habeas corpus telegráficos para estuprador, assassinos, banqueiros, macabrou como se diz na Paraíba e suspendeu a eficácia, abduziu o decreto de Lula, e deixa pastar o gado lambedor nas fazendas Polegar, São Judas, Porto Domingos e Potreiro-Corá. Para o STF, coiteiro do golpe, deixa passar a boiada GOLPISTA embrutecida e destruir a democracia com o roubo do mandato legítimo da presidenta Dilma e a instalação da instabilidade jurídica, do caos.

    Gilmar é autor do habeas corpus que livrou o assassino perverso Reginaldo Pereira Galvão. Matador sanguinário da missionária Dorothy. Roger  Abdelmassih, um dos maiores estupradores da história do Brasil. Banqueiros, Dantas..., e guarda e protege Aécio Neves como um bebê de colo.  Ninguém pode negar é Doutor Honoris Causa, das causas da elite perversa que assombra o Brasil no golpe, principalmente na perseguição enlouquecida, descontrolada, abjeta ao PT. A direção responde ao ministro Gilmar com um retiro de silêncio no Tibet, faz anos.

    Eu sou eu, você é você, nós juntos somos fortes, o boi não lambe. E vamos fazer de tudo para derrotar o golpe. Resistir é preciso, tanger os golpistas para os currais urgente.


  • 25/05/2016

    Vai cair


    Vai cair e vão correr. O amoral e traidor Temer no estoura da boiada golpista, em direção a vala da traição vergonhosa. Com placa de neon: condomínio minha casa meu esgoto. Vão cair de podre. De podridão acelerada pela partilha das riquezas do país entre os amigos de todas as horas do Golpe. A divisão do produto do assalto é o momento em que qualquer quadrilha, geralmente, se desintegra. O pipoco come solto, é bala e ratos para todo os lados.

    Vai cair, mas não do maduro, no esperar da manga. Olhos atentos no beliscar da cantiga da pipira, do sabiá. Lá vem a pinha. No voo do xexéu e pouso elegante na manga rosa. Segura a fruta menino/a. Adulto agora segura o bode, segura o golpista enquanto a cana verdadeira vem aí.

    Vão cair todos àqueles conspiradores que cometeram um crime brutal contra o Estado Democrático. Vão cair todos os de Togas pelos crimes de conivência contra a destruição da Constituição. Vão cair pelo ato deprimente de prostituir, como cafetão, fazendo ponto em cada esquina do Brasil. Vão cair pelas condenações de inocentes sem provas, torturados na República Corrupta do Paraná, que tem como carcereiro um tal de juiz Moro, o espião que não ama o Brasil. Vão cair pelo apoio aos usurpadores, salteadores, ladrões da democracia.

    Vão cair todos os travestidos de agentes públicos conspiradores, adeptos das carteiradas, ou não, a bem do serviço público. Não vai ter mais negócio de papo furado, sabe com quem tá falando? Sabemos. Golpista de meia tigela. Faz fiapo malandro, o Bloco da Liberdade vem aí.

    O mundo todo tem dado um exemplo, para todos nós. No repúdio a todas as Instituições contaminadas pelo ódio ao governo popular Lula/Dilma. O mundo todo em todas as línguas tem gritado contra o Golpe. O mundo todo reconhece que Lula/Dilma resgataram, com as políticas públicas, milhões de brasileiros abaixo da linha de pobreza. Ao contrário do PSDB, DEM, PMDB...Que querem a volta dos calangos na merenda escolar. São as gangues de ladrões de merenda, ladrões de tudo organizando o novo cardápio nas escolas.

    O mundo todo indignado com a postura do STF, STJ, CNJ, PF, Procuradoria da República, Imprensa Corrupta e sonegadora...Que agora com o ministro golpista Jucá, em uma antecipação do veredicto, afirma com todas as letras, quem são os parceiros notáveis do Golpe. No monitoramento da ação violenta do afastamento da presidenta Dilma, sem culpa, sem crime para o ato vil. Contra o Estado Democrático, contra o povo brasileiro.

    O Planeta Terra vai ouvir um grito por amor na volta de Dilma, quando da procissão dos excluídos, que recuperaram a dignidade de viver, e ainda nem se movimentaram no pego para capar. Vai nos apoiar integralmente na recuperação do mandato legítimo da presidenta Dilma. Roubado escandalosamente a luz das câmeras, pelos diversos grupos que historicamente praticam   crimes diversos. Com a impunidade carimbada no crachá. Pelo judiciário composto de ...Tataranetos, bisnetos, netos, filhos e filhos que ainda vão nascer, se não quebrarmos de vez o círculo hereditário das capitanias hereditárias, que dominam o Estado Brasileiro.

    Vai cair, vai cair, vai cair... Vamos empurrar os Golpistas em direção ao esgoto da história.  Só depende de nós. Resistir é preciso.


  • 14/04/2016

    A OAB sai da toca


    Ninguém pode negar, nem a saudosa senadora Vassoura montada em seu cavalo nas ruas de João Pessoa. Independência ou morte, dizia para todo o mundo ouvir. A Ordem dos Advogados do Brasil deu uma banana para a defesa do processo democrático. Uma guinada golpista de 360º graus. Um salto mortal no abismo. O Estado de Direito trocado pela preocupação maior da entidade, ao que parece, na essência, manter a arrecadação das taxas para o exame da Ordem. Outras mordomias no pacote. Ao invés da defesa do processo legal, a OAB se transformou em um sindicato pelego, daqueles que vive do imposto sindical. Arrota aqui, acolá, contra a quebra da legalidade constitucional...

    As alegações, ao som de cantigas de ninar, para se misturar àqueles, que faz década, no planejamento para pintar o Palácio do Planalto. Com as cores dos EUA, ou da lama da mineradora Samarco. É de arrepiar os estudantes dos cursos de direito. A USP, diversas universidades do Brasil, têm se posicionado em defesa da legalidade, em contraposição a aventura golpista, dirigida pelos togados. A conjuntura golpista tem alijado, defenestrado, humilhado nos Tribunais de Exceção, todos os advogados legalmente constituídos, na defesa dos clientes suspeitos, levados debaixo da vara. Coercitivamente, o que se tornou moda no Reinado do juiz Moro da República Corrupta do Paraná. Condenados, presos antes de qualquer acusação formal. O grampo adorna a cela, a tortura psicológica é o lanche servido lá.

    A OAB, não é por cegueira, impossível até para quem não é operador do direito, não perceber que as alegações para engrossar a tese do impeachment: pedaladas fiscais, obstrução de justiça... Vão causar uma nódoa na história de luta contra todas as formas de autoritarismo, que tem caracterizado a postura da Ordem. Na verdade, são desculpas esfarrapadas, na falta de dignidade e coragem de enfrentar à luz do direito a tropa golpista, dos conspiradores contra a democracia. A OAB na defesa do Impeachment, sem bases legais, acompanha a procissão mais vergonhosa da escória branca e perfumada da história do Brasil. A OAB passa um cheque em branco a um comprovado gatuno de verbas públicas, defensor de todas as formas de preconceito contra as minorias. Eduardo Cunha é inimigo do país, que preside a Câmara dos Deputados na prática de diversos crimes. E coordena vários deputados meliantes na Comissão do Impeachment, para afastar uma presidenta eleita democraticamente, e que não pairam dúvidas sobre a sua conduta ilibada.  

    A OAB entrega a senha da conta ao juiz Moro, que violou a Constituição em 180 conduções coercitivas, em um espetáculo televisivo, combinado com a mídia. Portanto, no quesito, cometeu 180 atentados à Constituição e ao Código Penal. A OAB capitula, pratica haraquiri, não como um ato de protesto, de honra e coragem do guerreiro samurai. É um suicídio ao som da integração às forças golpistas, na destruição da democracia brasileira. Talvez, por medo do crime de grampo, rende-se a um espião. O Juiz Moro grampeou o Brasil de ponta a ponta, inclusive advogados, que já se manifestam contra o crime, inclusive contra a posição acovardada do Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil. O juiz Moro grampeou ilegalmente a presidente Dilma, um crime de espionagem, capitulado na Lei de Segurança Nacional. Resistir é preciso.


  • 28/03/2016

    O espião que não amava o Brasil


     O juiz Moro, da República Corrupta do Paraná, onde ninguém sabe, ninguém viu, qual foi o rato que comeu quase 500 bilhões do Caso Banestado, que deveria ser novamente reaberto. Envergonha o país e mundo. Escorrega. Cai na vala comum dos moleques de recado das Elites, que saqueiam desde a Terra de Santa Cruz. De juiz se transforma em um araponga barato na alcovitagem. Um roteirista de novela da Globo.

    Um assalariado pago pelo suor das camadas subalternas para golpear o Estado de Direito, e entregar o país para as diversas gangues derrotadas nas eleições de 2014. A bem da verdade, é ele que alimenta as várias frentes golpista... A mídia corrompida se abastece do crime do vazamento seletivo da delação; a tropa dos zumbis, dos apelos abertos no apoio que o juiz pede, para continuar a saga de destruição do aparato legal , para obter os corpos , e serão milhares, na imputação da culpa à esquerda , aos trabalhadores/as .

    Alimenta também os instintos da justiça elitizada, reacionária, golpista que o apóia nas sandices praticadas nas operações ilegais, em um primeiro momento na República Corrupta do Paraná, agora abraçando o país com um lençol de dinamites, inclusive com escutas ilegais , ferindo a intimidade da presidenta, na divulgação de diálogos que não são da conta de ninguém. Mais grave, a proteção de dezenas de deputados citados em casos tenebrosos de desvios, que agora integram a Comissão do Golpe no Parlamento. Lula tem razão, o Supremo vem acovardado desde o reinado do Capitão Joaquim Barbosa.

    Desnecessário alguns ministros de lá, fazerem cenas, fazer bico, o que apenas os identificam como protetores, por exemplo de Cunha, um ladrão a quem foi incumbido, vez que o Supremo mandou o gangster tocar, com o rito, o ritmo do impedimento, sem bases legais, de uma presidenta eleita democraticamente.No vendaval da covardia o STJ, o CNJ...Serão os responsáveis diretos pela guerra das ruas.Iminente. A exposição pública das gravações envolvendo Lula e a Presidenta Dilma, um crime de espionagem, deve ser punido na forma da Lei. Moro e a Equipe protetora dos animais plumados, em não havendo a responsabilidade das Instituições competentes na aplicação da Lei, no enquadramento de todos os envolvidos na Lei de Segurança Nacional, coloque o CD de Raimundo Sodré. E escute ...Quebra, quebra, Guabiraba, quero ver quebrar...Ainda têm tempo de o Supremo recuperar a dignidade inerente a defesa da Constituição. 


  • 18/02/2016

    Quero ver Irene dar sua risada


    Não há de ser nada... “Eu quero ir, minha gente, eu não sou daqui, eu não tenho nada, quero ver Irene rir, quero ver Irene dar sua risada...”. Na forma da Lei ou quando o circo pegar fogo. E, nessa hora, uma parte da população obnubilada vai perceber. Que o cabresto ou a coleira, que enfeita a mente e o pescoço, colocados por Fernando Henrique Cardoso, o intelectual orgânico das camadas dominantes e do Golpe. Em decadência política e moral reservou um tríplex pra você. No condomínio do caos, das trevas, no bairro da bagaceira. Merenda nem pensar. Jogaram a rede de arrasto em São Paulo. Pegaram quase tudo. Eita! Pássaros esfomeados. Com a ajuda de Bolsonaro, Malafaia, Aluísio, Paulinho mão ligeira, os Ma (rinhos), os Cunhas: Lima, Eduardo, a nata do Golpe contra o Estado Democrático, vão puxando o Bloco do ódio e preconceito para entregar o país para a verdadeira escória, com vinculação visível com os interesses estrangeiros. Irene vai ri. Da morte de Inês. Inês é morta, vá enterrar os da sua família mané. Macri na Argentina, em uma aula prática de como destruir as conquistas democráticas de lá. É simples assim, entregar o patrimônio público descaradamente. Reserve a cinza Santa do Supremo Tribunal Federal, que quando em vida, não mexe um dedo em favor da Democracia. Acuados, acovardados, vão tomando o chá de camomila, todas as vezes que a Polícia Federal Política se movimenta em direção a vida privada, a intimidade da família Lula. Exposta em uma campanha vergonhosa, que atenta diariamente contra o Estado de Direito. Nos piolhos de ouro das barbas da justiça. Das togas exala o fedor da covardia, que envergonha o mundo jurídico. Um bando perigoso: parte da Justiça, PF, Ministério Publico, que se tornou Privado, STF, STJ, CNJ... Tudo dominado.  É o país se despedaçando, combalido, a beira do caos. A semelhança entre os maestros do Golpe, o juiz Moro e o ministro Gilmar Mendes é brutal. Na brutalidade que os caracteriza na hora de perseguir o PT. São cristalinas, toneladas de parcialidade, presunção absoluta de parcialidade em favor do PSDB, e outros criminosos públicos e notórios. Ao invés do rito legal da presunção de inocência, que se contrapõe a humilhação na prisão arbitrária comum na conjuntura, na verdade expedida pela mídia venal, corrupta até a medula. Mas, antes do enterro da Inês, ao som dos Gaviões da Fiel, dediquemos à escória Golpista, e vamos cantar “Eu não roubo merenda, eu não sou deputado, trabalho todo dia, não roubo meu estado”.

    Por Renato Uchôa (Educador)

    Ana Paula Romão (Educadora


  • 01/02/2016

    A resistência


    O ano de 2015, pela ação coordenada das forças Golpistas, comandada por grupos poderosos e envolvidos com a depredação, saque das riquezas, venda do patrimônio público do Brasil, e esfacelamento do país por décadas, balançaram as Instituições Democráticas. E têm dentro das Instituições Públicas, atuando abertamente contra o Estado Democrático, portanto, fora da Lei, uma legião de conspiradores. Imunes pelos atos criminosos praticados contra a democracia, contra o Estado de Direito. Todas as Instituições, inclusive àqueles responsáveis pela defesa da Constituição nos diversos graus de atribuições envergonharam o mundo na perseguição, na conivência com o Plano Macabro para destruir o PT e a esquerda brasileira.  É a justiça selada no curral das Elites prendendo centenas de pessoas para delatar contra o Partido, em plena democracia, utilizando os mais abjetos encaminhamentos: prisões ilegais, tortura psicológica, falsificação de provas, exclusão de provas em favor da inocência dos réus, proteção e exclusão de conspiradores envolvidos realmente com os desvios de dinheiro público, vazamentos seletivos para a imprensa Parceira dos Crimes...O Brasil balançou. Rachou de norte a sul, leste a oeste. Nunca se viu em nenhum país do mundo uma campanha tão sórdida contra um partido legal, e mais ainda, contra a maioria da população que apoia as políticas públicas, que tiraram milhões de brasileiro da miséria absoluta. Nunca se assistiu um avanço da Elite na intensidade que caracterizou o ódio destilado. Contra as camadas subalternas. Atacadas diariamente pela mídia, que contribui substancialmente na fascização de parcela significativa da população. Ninguém pode negar, o PT deu a outra face, depois da primeira tapona do ministro Joaquim Barbosa, que deitou e rolou na AP470. Um festival nebuloso na quebra da legalidade constitucional: Auditorias, Laudos... Que inocentariam vários condenados no julgamento foi jogado na lata de lixo. Uma excrecência jurídica violenta para varrer o PT do mapa. Milhões de outros tapas na face direita e esquerda. Em pouco mais de uma década. Não reagiu em face do terror pregado pelas Elites diariamente na mídia venal, e ao que parece, ainda com papo para boi dormir nesse ano de 2016. Lula é a bola da vez.  O silêncio tibetano do PT no julgamento do Mensalão, e depois, se constitui no maior recuo da história do partido. Não é a toa que um juiz (Moro) de beiço de rio da República Corrupta do Paraná, o mesmo do caso Banestado que envolveu o desvio de 520 bilhões a preço de hoje, em pleno Estado Democrático, prende ,arrebenta com sabor de tortura psicológica no pacote. Inclusive quem se encontra em cadeira de rodas. É o governo assistindo de camarote o pais se dirigindo para o caos institucional,  pela reação pífia que o caracteriza, quando por lei, tem garantido os encaminhamentos jurídicos para, inclusive, barrar os crimes brutais que têm caracterizado a mídia corrompida. O Bloco dos ladrões do Banestado vai desfilar novamente no carnaval que se aproxima. O procurador Santos Lima é mestre em esconder falas de delatores quando envolve tucanos. O hábito vem da operação Banestado, quando fez o impossível para sabotar (esconder) a lista de vários meliantes de terno e gravata que constavam nas contas suspeitas. Atualmente compõe a equipe da proteção aos Ratos Amigos da Operação Lava Jato contra o PT. São suspeitos notórios da tentativa de quebrar a economia do país. Tudo com a conivência do STF, STJ, CNJ, OAB...  A justiça partidária tomou gosto e faz bullyng no PT diariamente. A militância de esquerda, ao contrário do PT, foi para a luta, e marcou o território de defesa da democracia contra os Golpistas. Em 2016 não espere muito dos dirigentes e ministros da marca do obtuso Cardoso, da Justiça. O mérito da resistência, para a história, é delas, de mais ninguém.


  • 21/12/2015

    Além da aparência


    Não há como negar. Por séculos as gerações futuras nascerão com a marca da vergonha na história do Brasil. Quando a verdade aparecer de corpo e alma. Qualquer que seja o resultado do impeachment encaminhado, com o sabor de Vendetta, por um marginal (Dom Cunha), que vem conspirando contra Dilma e o Estado Democrático. Desde a posse na presidência da Câmara dos Deputados.

    Não mais na retaguarda. Abertamente com o apoio dos dirigentes intransigentes na destruição do país, na tentativa do caos pela supressão das conquistas trabalhistas e o vendaval de intolerância. Com o apoio da mídia venal, Aécio, Alckmin, FHC, Aluísio, Cássio Cunha, Caiado, Paulinho Propina... Puxando na coleira a tropa do ódio e do preconceito da grife Malafaia, Bolsonaro... Uma infinidade de idiotas embrutecidos pela ausência das leis. É simples assim. O PT com o espinhaço quebrado em todos esses anos de terror contribuiu pelo silêncio para que Zé Dirceu e outros apodrecessem na cadeia da República Corrupta do Paraná. Reagindo, recuperando e indo, e nunca deveria ter se afastado, com os movimentos sociais na luta.

     O estrago posto. É a consolidação da década do ódio, preconceito e exclusão, desde que o PT ascendeu à direção do Estado Burguês democraticamente. Mas... O Supremo carregará o peso da covardia por não afastar de imediato um criminoso carimbado até na Suíça. A justiça de lá não tem stress, boas e boas gargalhadas provocadas pela inércia do esquadrão jurídico CONTRA O PT, que caracteriza o do lado de cá.

    O Teatro de Vaidade vai corroendo o Supremo. A mais Alta Corte, de peça em peça, a eloquência genérica e enviesada vai desmontando a Constituição Brasileira. Um vai e vem de elucubrações e assombrações. Decidem cotidianamente muito mais baseados em visagens, conto de fadas, que o zelo essencial na defesa da Constituição Burguesa. Que é deles, para proteger eles próprios.  Em podendo esfacelar, rasgar, colocar na lata de lixo, de quando em quando, o povo um dia vai testar. É prudente cavar um túnel e se esconder. Quando o morro descer na busca dos verdadeiros inimigos do país vai ser incontrolável.

    A composição do Supremo deprime a jovem democracia brasileira. Estupra, humilha, marca o corpo com um tição, após queimar na fogueira o vento da liberdade no jogar das asas sobre nós. Em mais de uma década em que o país saiu do limbo. Das mãos da escória mais perversa da América Latina. E dela (escória perfumada), saem vários ministros para defender com unhas e dentes, escancaradamente, com crachás de partidos golpistas no peito, centenas de ilustres Dela. O Supremo Tribunal Federal não engana mais nem uma criança de colo. Historicamente nunca enganou. Foram covardes na extradição de Olga Benário, quando assinaram a sentença de morte. Limparam os fuzis dos nazistas para o ato hediondo. Foram covardes e medrosos no julgamento da ADPF 153/DF/OAB, em 2010, que levaria os torturadores para as prisões. Eros Grau, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia, Ellen Gracie, Marco Aurélio Mello, Celso de Mello e o Cezar Peluso foram favoráveis a que a Lei da Anistia 6.683/79 premiasse os crimes praticados pelos torturadores do aparelho policial-militar. Ricardo Lewandowski e Ayres Britto não, se posicionaram  a favor da punição dos criminosos a serviço da ditadura. As asas da liberdade foram estendidas, por eles ministros, sobre os agentes públicos que praticaram os crimes mais cruéis e desumanos a mando do estado terrorista a serviço do capital internacional.

    Estão sendo covardes diante da operação “Livra os Ratos” amigos. Como podem deixar o juiz Moro da República Corrupta do Paraná arrebentar e prender qualquer pessoa sem um processo legal? Deixar mofando na cadeia preso selecionados para que fale alguma coisa do interesse deles contra o PT? Como podem abalizar as ações de um marginal da periculosidade de Cunha na destruição de mais de uma década de conquistas gestadas pelas politicas publicas, que tiraram o país do caos social? Como podem conceder férias de dois meses para um meliante se preparar, sabe lá o que vai fazer, com robustas provas das práticas criminosas, inclusive ameaças de morte na interferência nas investigações?

    É por muito pouco acreditar, excetuando os ministros Ricardo Lewandowski e Roberto Barroso, impecáveis na defesa da Constituição desde a farsa do Mensalão, e Teori Zavascki nas frenagens ao juiz Moro que o Supremo tenha dado um chocolate para a presidenta Dilma, ao contrário do relator Edson Fachin na estreia com a falsa comédia , e que além dos aspectos legais, o grito das ruas e avenidas do Brasil protestando contra o Golpe não tenham determinado a mudança na Corte. Acorda rapaz, faz as unhas com antecedência moça bonita de luta, a nossa capacidade de resistência e determinação é que vai barrar o Golpe. 


  • 07/12/2015

    O infiel


    Passe a borracha e o corretor na trajetória de Michel Temer. Joguem na lata de lixo as acusações que recebeu propinas no Porto de Santos.  Que ele conhece Fernando Baiano, Jorge Zelada... Que não é um vil Golpista, que alguma vez viu o Cão chupando manga. Temer é presidente do PMDB desde 2001, muito tempo para não ter visto nada no arrasto das verbas públicas e políticas de chantagens que têm caracterizado o PMDB por décadas. E, a maior delas, se consuma na traição vergonhosa a presidenta Dilma no atual momento político. Um bordel de aluguel. Vem da obscuridade como carregador de mala no passado, foi crescendo nas macabras como se diz na Paraíba. É um dos principais mentores do Golpe, talvez o articulador maior. Não tem como negar. Pode até recuar na Irmandade dos Conspiradores, em o povo brasileiro no acordar do estado letárgico olhar a folha corrido dos gatunos, tomar as ruas, e começar o pego para capar. Em dependendo do Supremo a Constituição brasileira tem agora, mais do que nunca, a serventia para enrolar pastel nas lanchonetes chinesas. Cada página chora de indignação todas as vezes que os “Sábios” subvertem o rito processual legal. O Supremo Tribunal Federal, no parecer de Marcos Aurélio de Mello, fez a sua beatificação (de Temer) em face de acusação de propinas nas licitações do Porto em 2002. O mesmo ministro que aceita como normal o Golpe Santo de São Cunha. Para o registro na história do maior engavetador em defesa dos interesses da Elite, isso mesmo, o tenebroso Geraldo Brindeiro fez um brinde e trancou o caso na gaveta, com cadeado de cadeia de uma cidade qualquer do interior do Brasil. É por demais estranho, escabroso, que o Supremo tenha colocado um freio nas sandices de Eduardo Cunha no festival de bandalheiras na Câmara dos Deputados, faz poucos dias, e agora acovardado permita um marginal tentar destruir o Estado de Direito. Temer o traidor conversou com alguém de lá? A valentia, a bravata na prisão do senador Delcídio Amaral tem relação com o cântico de que diversos ministros mantêm rodas de bons papos e encaminhamentos com os representantes da escória da delação? Não tem como negar, é cristalino o conteúdo de classe da justiça brasileira na defesa da Elite, bandidos ou não provenientes dela, no geral, têm os mesmos direitos. A impunidade vergonhosa com a conivência da justiça. E, no Supremo, os meliantes conhecidos dizem assim “ajeita aí meu irmão, se o processo for para lá”. Deixa rolar. É impossível aceitar que ministros de lá sentem em cima de processos prescrevendo, escondam provas que inocentariam pessoa que apodrecem nas prisões pela covardia que os caracterizam na condução do processo legal e enfrentamento das forças obscuras. Já cinicamente não se escondem. Não tem como negar, condena sem provas vários; deixam outros impunes por centenas de crimes escritos na testa de cada marginal. Escandalosamente serão parceiros do maior crime contra a democracia a duras penas conseguida. É sintomático o comportamento do Supremo no Impeachment de uma presidenta de conduta ilibada, eleita democraticamente, e até o momento, as carícias vão para  um ladrão que preside uma das mais importantes instituições do Estado Democrático. O infiel, o líder golpista Temer já negociou com o Supremo? Nas mãos do ministro Luiz Edson Fackin a última e decisiva possibilidade contra o ato abjeto de Cunha e Temer contra o país e o povo brasileiro.


  • 29/11/2015

    Ocupar e resistir


     Régua na mesa, lição na ponta da língua. Os olhos varriam a sala a cada som. O barulho do sino nos chamava para os embates depois do leite importado.  Esmola dos EUA em troca das riquezas do país. Estudar e brincar. Leite e sangue derramado. Milhares de torturados e mortos, centenas nunca encontrados. Uma cortesia da Ditadura Militar, tão a gosto dos Golpistas atuais da grife de Aécio, Agripino, Malafaia, Bolsonaro, FHC, golpistas de A a Z. na Aliança para o Progresso. Dos americanos que tratam qualquer país como um bordel de ponta de rua. É o noivo na oferta da aliança de ouro. Após o casamento suntuoso trata a mulher como uma escrava, algemada no fogão. A escola conservadora brasileira passou por vários toques de maquiagem, avanços e recuos, mais na essência conservadora: no ritual pedagógico, no material pedagógico, nas ideias pedagógicas que circulam nas instituições pedagógicas que cerceiam o conhecimento popular, o que fazem em sendo contra, rejeitar também as crianças provenientes das camadas subalternas. Até no centro da medula. Ninguém pode negar, as camadas populares têm  circulado com intensidade nos vários níveis e modalidades da educação, um aumento considerável  em pouco menos de duas décadas. Propiciado pelas políticas educacionais e outras, que permitiram o acesso, alguns problemas na permanência, mas, qualitativamente diferente no período Lula/Dilma do fracasso do pavão Fernando Henrique. O sociólogo genérico invejoso que quebrou o país literalmente. Dizem muitos. Não vale hoje um vintém de credibilidade. Na linguagem rica do popular não vale um peido de uma gata para a democracia brasileira. Pelo sim, pelo não, ninguém pode negar, não obstante as escolas com as deficiências seculares, ao contrário do Ditador Alckimin em São Paulo, que pratica uma política de terra arrasada em todos os setores, especificamente na educação, devemos seguir o exemplo dos estudantes e professores de lá, e não permitir o fechamento criminoso das instituições. A covardia e truculência do governo no espancamento e prisões dos estudantes e professores envergonha o mundo.  Envergonha no duplo sentido, negocia com o PCC... E trata os educadores assim com violência. A privatização de tudo é que norteia as gangues que dilapidam o patrimônio público. O PSDB de lá não vai fechar apenas as escolas, é um balão de  ensaio para quebrar literalmente o ensino superior público em São Paulo. Inclusive com a privatização da USP, Unicamp, Unesp, em situações de pires na mão. Uma profunda crise financeira. A USP, pelo andar da carruagem vai se transformar em uma Imobiliária vendendo imóveis para cobrir a bagaceira da incompetência na gestão Alckmin. A verba a ser destinadas às Universidades paulistas vai voar para um ninho tucano. O governo do PSDB vai calotear o percentual no Projeto de LDO (Lei de Diretrizes Orçamentárias), reduzindo as verbas para menos do que foi contemplado no ano de 2015. Grande parte dos paulistas continua com a moleira mole, juízo avariado, com sede: lama para beber, “água mineral de boa qualidade correndo no Rio Tietê”, escândalos em todas as estações do metrô, violência assustadora, escolas criminosamente sendo fechada, decadência do Estado em todos os setores. Mas, o prefeito Haddad tem feito um esforço para humanizar o espaço da capital São Paulo para que os zumbis possam, por um milagre, recuperar a consciência. Os povos de Minas com a expulsão de Aécio, e do Paraná no combate ao truculento Richa já apontaram o caminho. Os estudantes e professores com  um exemplo de luta e resistência podem mudar o estado de apatia da população de São Paulo, mostrando quem é o verdadeiro culpado pela decadência moral e econômica do Estado.

     


  • 17/11/2015

    Além da insensatez


    O Supremo Tribunal Federal faz décadas que vem dando um nó de porco na democracia brasileira. Ajoelhados em caroços de milhos... Os ministros se contorcem com os pés doídos, acocoram-se, de quando em quando, na regência aos gritos e açoites do maestro da vez. Com uma vara de marmelo em uma das mãos, e na outra a Constituição esfarrapada, prostituída, combalida pelos golpistas de todas as cores e Instituições. Acovardados. Uns tantos, desprovidos de cultura jurídica, afirmam inúmeros juristas de sapiência e conduta ilibada. São aqueles das Cotas, das dos botequins ou palácios suntuosos. Escapam alguns por milagre.

    Com uma amplificadora na garganta jogam o barro na parede. Joaquim Barbosa deu uma taca segura nos pavões/as à época que presidiu a Corte. Quando reinou. Gilmar Mendes instrumentou a cirurgia no juízo de uma banda para esconder o óbvio: a inocência, condenação de vários no processo do mensalão, AP 470. Repudiado por juristas, intelectuais do mundo inteiro até em manifestos.

    À escalada de arbitrariedades e subversão da ordem constitucional, não devemos ter dúvidas, a essência que permitiu as forças conservadoras ultrapassar o limite da convivência democrática.  Derramar nas ruas e avenidas do Brasil um rio de ódio e preconceito contra as camadas subalternas.

    Da gaiola de Fernando Henrique Cardoso, o sociólogo da mesa de ouro no Balcão de Negócios, na entrega do país a preço de banana, vem Gilmar Mendes. Comeu a alpiste e engordou. Cresceu o bico, e depois fez um voo para um poleiro do PSDB no Supremo.

    E, até hoje, não nega para ninguém que solta estuprador, assassino, banqueiro com muita bala na agulha. Gilmar Mendes e Fernando Henrique são faces da mesma moeda, que não terá nenhum valor quando jogada na sarjeta da história por séculos. À frente, FHC o intelectual orgânico das camadas dominantes que nutre um ódio mortal contra Lula. No verso Gilmar com as presas afiadas para defender os interesses das camadas dominantes, do PSDB. A Constituição para ele é um panfleto de feira de horrores.

    Quem grita mais vende o peixe. O “câmbio” e o cambo, às vezes, são podres. Contamina o processo legal. A insegurança jurídica campeia, varre o país. É cristalina, e vem dos cristais suntuosos das mãos sujas das camadas dominantes. As garantias no processo legal se encontram no epitáfio em um cemitério qualquer. A missa da morte da presunção da inocência é feita a cada ano. Enterrada de cabeça para baixo sem nenhum risco de ressuscitar na conjuntura adversa e nebulosa. A placa diz: “Aqui Jaz na cova profunda a presunção da inocência deixada a própria sorte pelo STF, STJ,CNJ,OAB...”.

    A covardia por lá nunca foi adolescente. O Supremo tem um traço de vergonha que perpassa a história, que não devemos esquecer. E alguns exemplos são brutais. Quando da extradição da judia Olga Benário, grávida de sete meses, o STF negou o seu pedido (Habeas Corpus N 26.155), assinando a sua Sentença de Morte pela extradição. Olga foi barbaramente executada no campo nazista de Bernhung, em 1942. Um crime inominável do Supremo. Entregue aos nazistas para morrer.

     Outro caso, e são reincidentes e solidários (quando silenciam ou não) nas questões que envolvem crimes hediondos, uns antes, outros depois: estupros, assassinatos, ocultação, sequestros, a banqueiros criminosos e chiques, a todos eles a liberdade. Eros Grau, Ayres Britto, Celso de Mello e Gilmar Mendes, Cezar Peluso no julgamento da ADPF 153/DF, em 2010, pertinente o registro, foram favoráveis a que a Lei da Anistia 6.683/79 premiasse os crimes praticados pelos torturadores do aparelho policial-militar. Ricardo Lewandowski não, se posicionou a favor da punição dos criminosos a serviço da ditadura.

     Uns, ao longo do tempo, entregam grávidas para serem fuziladas; outros acham normal soltar quem as engravida a força, com violência ao extremo no dilacerar dos corpos. Algumas Marias vão com as outras/os batem no peito com orgulho e condenam e prendem inocentes sem uma linha de prova.

     Agora é para valer, o Supremo vai liberar as marretas e picaretas, excepcionalmente, as portas e janelas vão cair. Não precisa de mandado de busca e apreensão, a ditadura da justiça vai abolir o adereço. Vai ser um pegar para capar no Brasil aos pobres, negros, petistas e prostitutas.

    Já decidiu “A entrada forçada em domicílio sem mandado judicial só é lícita, mesmo em período noturno, quando amparada em fundadas razões, devidamente justificadas a posteriori, que indiquem que dentro da casa ocorre situação de flagrante delito, sob pena de responsabilidade disciplinar, civil e penal do agente ou da autoridade e de nulidade dos atos praticados”. Mais um Inciso da Constituição, XI do artigo 5º, desse a ladeira. A casa caiu, não é mais asilo inviolável.

    Não podemos aceitar que um ministro/a investido na Suprema Corte proceda assim. Pode até ser legal mais imoral sobre todos os aspectos. É uma penca de decisões assustadoras, quando a Corte Suprema do país, que deveria zelar pela Constituição se esconde por trás das tocas. 


  • 03/11/2015

    Vagabundo é você. Um dia de cada vez


    A vida toda... Tangendo um cururu de dentro de casa, quando tinha o cabo de vassoura. Eu convivi com vários amigos/as assim. Nunca perderam a dignidade, nem quando melhoraram na vida. Uns poucos sujaram a origem no caminho.  Negam milhares de vezes, muito além do Apóstolo Paulo. O futuro na perspectiva individual eu o elegi como algo inalcançável. Nada a perder, só o amor de minha loba e as crias.  Os amigos e as amigas. Por unanimidade, no corpo e mente. Ela (unanimidade), às vezes, não é burra. Educa-nos pelo avesso. Nunca fez parte do meu show. Um dia de cada vez. Remar contra a maré, algumas vezes, contra a opinião de todos, no fio da certeza do princípio. Contra aqueles que o ódio às camadas subalternas... Eu não quero e não aceito que as pessoas sejam presas sem o devido processo legal. Nem as filhas ou filhos dos meus amigos, ou dos inimigos. Nem os pais ou mães. Eu não aceito que a queda do avião, o verdadeiro dono, que matou Eduardo Campos, com o milagre que impediu a subida de Marina na aeronave, o juiz Moro avie a sentença no escuro do caso. Na calada da noite. Eu não aceito que a Polícia Federal não tenha elucidado o caso da cocaína no helicóptero dos Perrelas. Eu não aceito... Tem vários inocentes ou culpados, presos fora da Lei, do Processo Legal, comendo o pão que o diabo amassou. Fazendo Cooper no pensamento em uma sela fétida e deprimente, por uma suspeita de um juiz em suspeição. O Brasil dos brasileiros precisa se levantar da letargia e partir de todas as formas legais para varrer todos os traidores da democracia.  O Brasil vem se tornando uma ditadura violenta de um pedaço da justiça, escandalosamente partidária, com apoio das instituições policiais que têm comando enfiado no bico de vários meliantes. Não é razoável aceitar que um diretor de uma Instituição como a polícia Federal BATA PALMAS para inúmeras ilicitudes em diversos processos investigativos, principalmente contra petistas. Escutas ilegais, suspeições que até crianças estejam sendo, na sua intimidade, barbaramente desrespeitadas; escuta clandestina nas masmorras do juiz Moro, já comprovado por um delegado Federal na apuração da aberração. Prisões ilegais, buscas estranhas na escuridão da noite, vazamento seletivo, tortura psicológica, uma degradação moral que assume níveis assustadores.  Existem sinais de uma parte pequena da justiça, de qualidade jurídica e compromisso com a democracia se levantando contra a quebra da legalidade. A Outra majoritária da Justiça rezando o terço. Preparando, esquentado o ferro na feitura do carimbo para colocar no lombo do povo brasileiro: “CUMPRA-SE A DITADURA”. É inaceitável, imoral, repugnante que um ser seja contra a Bolsa Família e aceite, de bom grado, o projeto enviado pelo Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro para a Assembleia Legislativa, o auxilio-educação, uma esmolinha de R$ 7.200 para a compra de material e fardamento, e seja a favor de todos os corruptos notórios e inimigos do Estado Democrático. É inaceitável que você eleitor, a culpa é sua, tenha transformado o Congresso Nacional na maior feira de horrores da história do Brasil, e pelo contrário, ao invés da autocrítica, varra o tapete para eles desfilarem.  Não podemos aceitar que um idiota curse medicina gratuitamente nas Universidades Federais, a um custo para o Estado de mais de um milhão de reais, e chame de vagabunda uma mãe que enfrenta as adversidades, faz tudo para alimentar e educar os filhos, inscrita no Programa Bolsa Família. É inaceitável que o ministro da justiça, STJ, STF, CNJ, OAB, e tantos outros, ainda estejam fazendo croché nos Templos e ministério, enquanto milhares de vagabundos, traficantes, ladrões com imunidade, Comitês de (In)justiça, preconceituosos... Preparando a luz do dia o Ato Final contra o povo brasileiro. Mas, que vai resistir na hora certa. E não vai ser com flores e salgadinhos.


  • 15/10/2015

    Eu não tenho uma Ana


     Com o maior ou menor desconto, a opção é de todos nós, de cada um, não é a educação (importante contribuição) que transformará a sociedade de classes, na qual uma se sobrepõe e escraviza a outra, pelo consenso ou pela força. Impondo um controle rigoroso nas instituições. Em todas, da sociedade civil ou política. E nas educativas propriamente ditas, comumente entendidas; das ideias pedagógicas, do material pedagógico, da formação dos educadores, com destaque o ritual a que somos submetidos. Componentes básicos do fenômeno educativo que se refletem na postura de todos nós (enquanto) educadores, e que se estendem para além da escola, nas formas de relacionamento, na concepção capitalista da posse: a minha sala, minha turma, minha opinião, minha mulher, o meu cachorro. Nos espaços diversos. Cotidianamente, faça chuva ou sol. As razões para ruptura do processo da concepção, do modo de vida das camadas dominantes, europeizadas por séculos de exploração, com a eclosão e hegemonia cultural e moral das camadas subalternas, têm outro endereço: as relações de escravização no processo de produção. Que as alija do resultado do trabalho e que produz em série uma legião de condenados, apenas, à sobrevivência. E são milhões no mundo todo vivendo abaixo da linha de pobreza, confinados em espaços que contém todas as formas de violência: contra a mulher, negros, índios, homoafetivos, crianças idosos, e muito mais. Violência, portanto, ensinada e incitada pelo ódio das camadas dominantes nos seus espaços de convivência, entre as diversas frações. O privilégio é inerente às frações que compõem o bloco que já desfila em todas as ruas e praças. E nós, educadores de todos os dias, pela especificidade do trabalho que nos aparenta diferente, pelas condições aviltantes a que somos submetidos; salários miseráveis, jornadas desgastantes, péssimas condições materiais, não podemos ter receio de nos consideramos trabalhadores. E quando assim nos entendemos, a nossa contribuição no processo de transformação da sociedade, juntamente com os outros, assume uma dimensão educativa na superação da discriminação, pela formação autoritária que, de forma consciente ou não, também se reflete nos filhos das camadas subalternas, pela violência imposta tanto nos conteúdos, como na forma de olharmos. Em sendo, ao contrário do que possa parecer. O receituário educativo prescrito nas Universidades, que têm, no geral, como princípio ativo, a concepção de mundo das camadas dominantes, atua na formação dos profissionais descarregados nas diversas instituições, para atuarem em função da manutenção consensual do modo de vida delas (camadas dominantes). O que determina em função das ideias pedagógicas da classe dominante, as dominantes em qualquer época da historia é tornar proscrito, à concepção da outra (camadas subalternas), como subproduto do conhecimento. A nossa postura como educadores, pela circulação das concepções nas instituições da sociedade civil, portanto, essencialmente, se reveste de grande importância na destruição da pseudoconcreticidade. E aqui no Piauí, quando não se tem um R$1,00, a gente diz assim “Eu não tenho uma Ana”. Aquele abraço a todos os educadores/as do Brasil.


  • 17/09/2015

    Cala a boca, Calabar!


     Por Renato Uchôa (Educador)
    O PT da Paraíba, nos estados do Brasil, foi construído por aqueles milhares de companheiros/as de luta que não se renderam a ditadura militar. A independência do partido em relações aos patrões e ao Estado correu no sangue e nas lágrimas de todos nós que apontamos os rumos da organização dos trabalhadores, em função de um projeto autônomo. Foram anos de dedicação, década de pindaíba na cota, que se sofisticou, e agora não vem do cofre porquinho da poupança. A gente quebrava com orgulho na contribuição ao partido. E as águas foram rolando, as canoas de madeira que navegávamos foram sendo engolidas pelos iates de luxo. Uma enxurrada de cabra de calça de fundo mole e cordão de ouro no pescoço. Balançaram o braço com pulseiras, ou o pescoço, FICHA ABONADA NO PARTIDO, foi assim que o PT foi se descaracterizando.  Eu me lembro de quase todos/as militantes da época de fundação e construção do PT na Paraíba até 1989. Quando selei o cavalo no rumo do PI. Não consigo lembrar o Clã dos Cartaxos. A traição é sórdida, e adorada pelos inimigos do PT e da democracia. O traidor e covarde prefeito do PT Cartaxo, aproveita a conjuntura de ódio contra a esquerda brasileira forjada pelas forças reacionárias golpistas, e sai atirando no PT. Tem antecedente contra o partido e contra o povo brasileiro. Desde o ano passado se esconde na escuridão, se arrasta como uma cobra para compor com as forças Golpistas do senador Cássio Cunha Lima, inimigo do programa Mais Médico. Lavou as mãos como Pilatos na campanha presidencial, ausente da luta pela reeleição de Dilma e manutenção do Estado Democrático, já se antecipando a traição, que hoje se consuma vergonhosamente contra os aliados do PT na gestão, que não têm culpa, contra todo o PT da Paraíba, contra o povo paraibano e contra o povo brasileiro. O PT da Paraíba tem um saldo nisso tudo, que a Clã dos Cartaxos pegue o beco. Vai se unir, e deve ser assim, fortalecer o partido na luta pela democracia. Frei Anastácio, o deputado Anísio Maia, deputado Luís Couto e toda a militância aguerrida mandarão depois a conta.  O governador Ricardo Coutinho tem defendido o Estado Democrático, a presidenta Dilma, contra os Golpistas, mil vezes mais com dignidade, e será lembrado, ao contrário do traidor e oportunista Cartaxo. Que se afunde na lama da Lagoa e peça esmola no Ponto de Cem Réis.


  • 10/09/2015

    Acorda pra cuspir, cabra da peste!


     É razoável, devemos aos nossos princípios, respeitar as diversas manifestações e protesto no regime democrático, contra até a vestimenta de São Francisco de Assis. Excetuando àqueles, daqueles que confundem o desenvolvimento e avanços do país, e se sentem ameaçados (nos seus feudos) pelas políticas sociais que aboliram, entre outros, o desodorante Alert Limão... E no sovaco a fragrância dos perfumes e desodorantes franceses, nos Shopping e aeroportos do país. Um mutirão dos antes deserdados.  Adeus! Meu Pau de Arara. No período da Ditadura Militar, certamente o pau de arara dos abestalhados, que nas ruas agridem a mãe dos outros, seria o da tortura, na volta da ditadura que almejam. No cabaré do tudo pode (o STF, STJ, TCU, PF...), Com septicemia, estado terminal no diagnóstico. Operados por médicos do PSDB, instrumentalistas do DEM, PMDB, Solidariedade, outras siglas de aluguel das camadas dominantes, e agora José Maria (PSTU), ou Zé Mané. Metem os dedos podres, que nem fizeram na convalescência de Tancredo Neves para assumir Sarney. Dizem que o finado Antônio Carlos Malvadeza, outros mais à época, na UTI, parecia o dedo na panela do doce de leite. Não tem ferimento que cicatrize. Michel Temer não é boa bisca, na hora do bote um cangapé, como dizia a vó Inézia. O cabaré que agora aflora nas relações que vem de década permeando os protestos, mais intensamente na conjuntura atual contra Dilma. Na verdade em favor da corrupção dos líderes deles. Destaque para os três C: senador Cunha Lima, senador Aécio Cunha e o presidente da Câmara mais golpista da história de lá, o inquisidor Eduardo Cunha. São os marginais políticos travestidos de heróis atirando de AR-15 todos os dias na democracia brasileira. No combate as forças de esquerda, particularmente ao PT, que precisa tirar novamente a Carteira de Habilitação e dirigir sem a embriaguez do poder. Por mais de uma década nos salões da governabilidade e arapucas das camadas dominantes, não respeitaram a Lei Seca. E nem ao menos foram um forró pé de serra. Na Serra da Borborema, na bela cidade de Campina Grande, onde mora o senador Cássio Cunha Lima, o inimigo número um do Programa Mais Médico. Tripa assada, macaxeira com inhame, feijão com charque com as camadas subalternas. Nem pensar. O arrumadinho foi outro, com outros. A festa de milhares de petistas metamorfoseados e cooptados para os salões Vianenses explica um pouco, mais do que menos de 80% da apatia na visão do fogo da intransigência que vem contaminando o Brasil. Plena, geral e irrestrita liberdade das Elites de pregar a exclusão, o preconceito contra as camadas populares. Preconceito na formação das personalidades dos brancos e engomados da mãezinha, painho, muitas vezes pai também do filho da empregada estuprada, escrava da copa, da cama e da cozinha, que agora têm direitos. Assim não dá dizem “eles”. A educação do malfeitor travestida, embutida no quarto mais escuro que esperou o momento de explodir, em parte pela mansidão da Direção do PT, que não reage à altura do momento delicado, perigoso, criado abertamente pelas forças golpistas. A reação é pífia. O prefeito do PT de João Pessoa de mãos lavadas, com a água da Lagoa. Ficou com Pilatos ao invés de Dilma. Que não fale mal da mãe da gente. Todos nós quando pequenos tínhamos um código, falou na mãe o couro come. Pode um pesquisador/ doutor encastelado na Torre do Conhecimento, que se esqueceu da militância de antes, que comeu o pão que o diabo amassou na época da ditadura militar, e agora come faisão, sem se posicionar em favor do processo democrático. Pode balançar a calça de fundo mole, sair dos gabinetes refrigerados, e conclui: 90% das brigas de garotos/adolescentes passavam pelo “filho da puta”. Chamou, tome um, tome dois no pau da venta. Eles da Elite e os carregadores das pastas dela tem esse comportamento de agredir a presidenta Dilma com palavras de baixo calão, acostumados a tratar as esposas ou companheiras da mesma forma na relação do macho, em que o casamento se mantém por conveniência. Os xingamentos nada mais são do que a exteriorização do que fazem normalmente em casa com as mulheres. O advogado “pinel” que ameaçou cortar a cabeça da presidenta, pelo menos esse, prenderam. Tem milhares de militantes, agora acocorados debaixo da mesa, e ao invés do peso na consciência, por não lutar na defesa do Estado Democrático contra os golpistas, o que efetivamente pesa é o contracheque no bolso. Não tanto por salários que se equiparem aos do Supremo, dos Tribunais Superiores, do Congresso Nacional, ou o do próprio juiz Moro, o inimigo número um do devido processo legal e praticante da tortura psicológica maquiada de Delação Premiada. Acorda pra cuspir, cabra da peste!

    Por Renato Uchôa (Educador)

     

    Por Ana Paula Romão (Educadora)


  • 26/07/2015

    O estuprador e o lado indecente da história


     Por Renato Uchôa (Educador)

    O estupro é um crime hediondo. E quando 56 mulheres, muito mais, agredidas barbaramente. Espedaçadas, um corte profundo de corpo e alma em um festival de terror. Um monstro só. Que deixa marcas pelo resto da vida. Destrói a vida, as vidas, os casais. Mais de uma década de violência contra a mulher. Um branco de dente branco cintilante por completo, de mente suja e covardia. Mas... De conta bancária obesa para pegar o beco escuro no pinote. No crachá, a assinatura do ministro do Supremo Gilmar Mendes: habeas corpus. Uma indecência jurídica para o estuprador passear no Líbano. Não foi um pobre trabalhador de um bairro empoeirado, ou enlameado e cheio de pulgas que estuprou todas essas mulheres. Não foi José, não foi o João.., ninguém do crack e das ruas da amargura, que Raquel Sheherazade prega o tirado da pele em vida, do corpo todo, depois a vida. Não foi um adolescente. O estuprador foi Roger Abdelmassih. Em 1968 recebeu o diploma de médico na respeitada Universidade Estadual de Campinas. Oficialmente, em quatro paredes, porta lacrada, para fluir os instintos animalescos que as Academias do Saber no mundo inteiro não conseguem se antecipar. Sinalizam durante os oito anos de curso, pelo comportamento de deuses assépticos, conservadores, preconceituosos, nutrem uma repulsa aos pacientes pobres, ao contrário no atendimento aos da classe. O que explica o ódio mortal que têm aos médicos cubanos na prevenção e na cura rente com o suor do povo. Existem milhares de médicos no Brasil que dignificam a profissão, não obstante as condições desfavoráveis. Roger não foi para o tronco, nem Aécio, Bolsonaro, Malafaia, Aloyso Nunes, Cunha , Renan, nem muito menos a Gangue do Metrô, e tantos milhares de outros criminosos( com ou sem mandatos) que desfilam e destilam crimes repulsivos contra todos e contra tudo. Todos os dias. Eles têm consciência de classe, da defesa deles. Até muito mais nos crimes que acobertam. Ao contrário de nós. Vez por outra um deles estupra a filha do outro, casamento suntuoso, fica tudo na Casa Grande. As empresas se fundem. Cleidenilson, o assaltante, não teve a mesma sorte de Roger, o último espancado até a morte em São Luís/MA. Levou de prêmio para outra vida 278 pancadas no corpo, o número da pena de Roger. Insignificante para o ministro Gilmar Mendes, as mulheres terem suas vidas roubadas, a dor do corpo, o risco feito em cada uma delas, quando o soltou. Ofereceu a Lei de braços abertos ao médico-monstro. Os relatos assustam e nos revoltam. A especialidade da ciência médica, oferecida gratuitamente em uma Universidade Pública, para romper um juramento, o de cuidar da vida, fazer nascerem os sonhos de o casal ter um bebê. Em qualquer estado do Brasil existem psicopatas, estupradores, traficante de órgãos, bandidos de alta periculosidade usando o estetoscópio e o bisturi. Alguns tantos estupram mulheres. Outros vivem para estuprar a Constituição Brasileira. É o lado abjeto e putrefato da justiça. O prêmio para os crimes deles: aposentadoria. Os relatos nos levam a tragédia: “Ele me agarrou e beijou à força. Eu estava lúcida. Eu estou me sentindo emocionada pelas meninas, mas é alívio. É difícil encarar um homem que fez o que fez com essas pacientes." “Eu tive uma crise de cólica renal, e meus pais me levaram para Campinas, no INPS da época. Eu fui atendida por ele [Roger], que me encaminhou para o hospital e fez a internação. Já no consultório, ele foi me ajudar a deitar, e eu senti que ele estava excitadíssimo. Fiquei assustada, mas achei que fosse algum aparelho de médico. Fui internada e só ele entrava no quarto. Ele não deixa ninguém mais ser internada junto comigo. Só deixou uma mulher cega e disse que ele era esperto. Ele erguia minha roupa, me manipulava. Eu estava de sonda, com soro nos dois braços. Ele sugava..." Roger aos 28 anos, como médico-residente, atuava livremente em instituições públicas, e ninguém, absolutamente ninguém o impediu. Existe um tanto de conivência e silêncio nos hospitais por aí. Condenado em 2010 a 278 anos de prisão, pelos 48 estupros, devem ter sido milhares, vez que sedava as vítimas. Eis que surgiu das trevas o especialista do direito, com um currículo invejável no desenho do habeas corpus. Gilmar voa com os tucanos faz décadas, é do lado escuro das catacumbas golpistas. Foi Advogado-Geral da União no Governo Fernando Henrique Cardoso no período de 1995-2003. Depois um voo à presidência do Supremo. O vínculo a FHC vem de longe, tem uma anilha na perna. O ministro Gilmar Mendes, é fato, tem uma tendência a soltar a escória brasileira. Banqueiro criminoso não esquenta a cadeira. O assassino Reginaldo Pereira Galvão, matador sanguinário da missionária Dorothy Stang. O ministro Gilmar Mendes é o mesmo que chocou por vários meses a fonte da corrupção no Brasil, Financiamento de Campanha, na Lei 9.504/1997 (legislação eleitoral brasileira). Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) 4.650, proposição da OAB, na análise da legalidade ou não do item da lei que versa sobre as doações privadas das empresas aos partidos, ao fundo partidário. Decidido como ilegal pelo Supremo na quase totalidade. Pediu vista, protelou e chocou. Esperou que o golpista deputado Cunha agisse na Câmara da Imoralidade para legalizar a corrupção. Atua no Supremo para fortalecer a maior corja de golpistas da história do Brasil contra o PT. E não pode mais tripudiar das instituições da forma acintosa e debochada naquela Corte do Silêncio, contra a subversão dos princípios constitucionais. A história não os perdoará, o magistrado que vende sentença, que politiza a função para prejudicar covardemente, seja que partido for, que esconde Laudos, Provas, Auditorias que inocentariam réus de APs, que se associa direta ou indiretamente a criminosos, que se omite diante de corruptos blindados, que conspira contra a legalidade do processo de escolha democrática dos governantes, que faz escuta clandestina e seletiva para direcionar investigações no conluio com a mídia venal... É inexorável, mais cedo ou mais tarde, o ódio regado e criado contra os outros volta em dobro. O nó no tronco será de porco. Na placa, afixada os nomes não serão de José, de João...Mas, dos indecentes que ousaram trair o Brasil, o povo brasileiro.

     

    OBS:Esse artigo é dedicado a Vanuzia Lopes, e a todas as mulheres que têm a coragem de denunciar os assediadores, a violência doméstica, os estupradores. Enfim, todos os abusos contra as mulheres.


  • 16/06/2015

    Rocha e Renato: o espelho é a Liberdade


     

    Por Washington Rocha (Jornalista)

    Rocha sou eu, Renato é meu velho amigo, dos tempos da fundação do PT, na Paraíba, lá se vão tantos anos. Desde aqueles tempos de muitas lutas e esperanças, não nos vemos. Porém, há cerca de um ano, nos correspondemos, via Facebook. Assim, tenho recebido vários artigos do amigo, os quais venho publicando no Portal 100 Fronteiras (www.portal100fronteiras.com.br). Ao comunicar a publicação, sempre acrescento a célebre frase de Voltaire, que está em epígrafe. Com efeito, discordo em quase tudo de quase todos os artigos que publiquei e que, agora, juntos com outros que eu não conhecia, compõem o livro O REFLEXO NO ESPELHO, que acabo de ler com vivo interesse. Eis que, continuando a discordar, continuei a me impressionar com a força de convicção, a verve e a elegância com que José Renato Uchôa escreve. É isto: ele escreve muito bem. Sendo que o Portal 100 Fronteiras é um portal sem censura, teve por acréscimo que as publicações de artigos de Renato sempre lhe aumentaram as visitas. Pois entendo que a Liberdade, além de ser valor maior, pelo qual, na expressão sublime do imortal Dom Quixote, “se pode e se deve aventurar a vida” é, na sua expressão de liberdade de imprensa, fomentadora do jornalismo atrativo, que conquista leitores e se viabiliza no livre mercado, independentemente dos favores dos governantes. Este valor maior, a Liberdade, no qual me espelho; nele espelha-se também Renato. É o que confirmo na leitura deste seu livro. Os reflexos é que são diferentes. As reflexões do meu velho amigo Renato se devem, um tanto, ao fato de ele ter permanecido no PT. As minhas, um tanto, ao fato de não ter permanecido em um partido que hoje considero autoritário, defensor do restabelecimento da censura, conivente com regimes liberticidas. Mas isto é questão de opinião. E a opinião é própria da Liberdade.


  • 02/06/2015

    O carcereiro e o estado de exceção


    Por Renato Uchôa (Educador)

    Por Ana Paula Romão (Educadora)

    Ninguém pode negar. A exceção, ou milhares delas na fase adulta, vestidas com as camisas padrão FIFA. No desfile do preconceito, intolerância e exclusão; vai para aquele que foi criado espancando a babá. Tapa no rosto, puxadas no nariz o dia todo... A cauda do gato vira um pião no giro. É o inferno na terra com a conivência dos pais. Não tem limite. É o processo de iniciação dos pivetes no poder de mando e desmando. Mandar em todos e em tudo pela frente à vida toda. A essência da violência é gestada, polida no berço, principalmente no esplêndido, permitido pela exploração de uma classe sobre outra. De poucos, que açoitam os outros berços de madeira ou cama de papelão. A outra que vem dos becos escuros, da revolta popular nas favelas, dos formigueiros desumanos do espaço dividido. No campo e na Cidade. Vem no pacote da escritura da divisão das riquezas, do difícil e quase impossível acesso a ela. Cartão de crédito “pripinado”, ou propinado na assinatura. É inexorável. Que a festa do reinado um dia espoque. Não serão traques e foguetes no pipoco. À exceção, a contrapartida é do amor depositado no carinho, que milhões de empregadas domésticas têm com as crianças que cuidam. Muito mais que as delas. Não agradecem, excetuando uns poucos da elite. A exceção não tem regra. Regra e rega cotidianamente àqueles predestinados futuramente a ocupar o Aparelho de Estado. Como extensão dos feudos familiares, com a benção dos pastores do dízimo, da venda de terrenos no Céu e perfume com cheiro de Jesus. A ameaça às camadas subalternas da vinda iminente do capeta, do diabo canhoto (esquerdo), do gramunhão... Aumenta as vendas. Não conhecemos nenhum diabo que seja destro, mas, na verdade todos eles escrevem com a mão direita. A exceção subverte a regra, se apropria, se confunde, se torna a regra e vai dominando o processo de construção da democracia no país, contraditoriamente. O juiz Moro é o modelo. Não sabemos se foi criado assim. Não se sabe, algum dia deu um pio em favor do avanço da democracia brasileira? O que se sabe é que sempre perambulou nas sombras. Da AP 470 comandada pelo feitor Joaquim Barbosa na condenação de vários sem provas. O que é público e notório, quando advogado, os préstimos jurídicos pra livrar cachorros grandes no desvio de verbas públicas na República Corrupta do Paraná. Todo bandido ou inocente tem o direito constitucional de defesa nos processos legais. Nenhum problema ao defender um constituinte. É para isso que os advogados se preparam. O que se torna escandalosamente notório é a vocação que ele tem pra ser carcereiro, para a subversão da ordem constitucional, na ânsia de prender sem provas. Prende inocente, tem pavor de convocar qualquer corrupto do PSDB... Inocentes culpados, sem prova.  Usou a estrela do PT é suspeito. A exceção é a regra que permeia claramente o processo em curso que colocou o PT em estágio letárgico faz anos. O juiz Moro é a regra da justiça brasileira usando a exceção como bíblia na cruzada para destruir a esquerda no Brasil. As casas funerárias do STF, STJ, Congresso Nacional, que se tornou uma Casa de Tolerância da  intolerância, com todos os tipos de prostitutos contra as camadas populares, a PF sem controle...Têm planos a preços módicos para fazer o enterro do PT. Não façam barulho no velório anunciado. A direção do PT, o obtuso ministro da justiça Cardoso, dorme como nenéns de sono profundo. Qualquer um pode ser preso, bem vindo ao Estado de Exceção, com a conivência do processo democrático. Mãe Carlota foi a minha babá de coração, meu coração. Elha balançou a baladeira de Ana, e pulou no poço para salvá-la, quando tinha três anos. Nem você que pensa, nem nós, nem elas deixamos o juízo apodrecer. Resistir é preciso.


  • 22/05/2015

    O Supremo na encruzilhada


     Robert Johnson, músico americano do Mississipi, morreu aos 27 anos. Teria feito um pacto com o demônio. Tornar-se o grande guitarrista genial que foi. Uma lenda do blues. O encontro foi na encruzilhada das rodovias 61 e 49, em Clarksdale, Mississipi. Uns tantos, a maternidade do blues. À meia noite... Nem todos os gatos são pardos. E nem os ratos. Pela metade, uma garrafa de whisky, mãos cortadas, cordas gastas e envelhecidas da Dobro 1927.
    Esperando há décadas para soltar os gritos de revolta e indignação, por séculos da escravidão imposta e da segregação a ser quebrada e abolida. A bem da verdade (blues) se originou em outras terras, além do mar. Povos caçados, acorrentados e trazidos para trabalhar como escravos nas grandes plantações do sul (algodão, tabaco e milho) na Louisiana , Geórgia , Alabama e outros cantos. O blues e a voz que não deixou apodrecer a liberdade perdida e a conquistar, vem junto em 1619 com os povos escravizados da África. Instalado e entalado na garganta; pela saudade da terra, supressão da liberdade. Guitarra afinada, Johnson tocava de costas para o público. Escondendo o “olhar do diabo” na ajuda das "notas". Ninguém perceber. Alguns afirmam que as canções Cross roads Blues, Me and the Devil Blues são provas do acordo. E não aplicaram a Teoria do Domínio de Fato. Por não existir. Utilizaram a do “Domínio do Diabo”. Não se sabe se Joaquim gosta de blues ou de Zumbir dos Palmares. Deve curtir Lobão, que agora é da banda. Algumas coincidências, não nas contribuições e importância de cada um: Johnson continuará a ser lembrado e reverenciado como um dos mais importantes da música americana. A cidade de Clarksdale também. São milhares do mundo inteiro em direção a encruzilhada. Joaquim trabalha e sonha na outra: Praça dos Três Poderes. É lá que se encontram representadas as camadas dominantes mais retrógadas e reacionárias das Américas. É com elas que Joaquim fez o pacto. Rasgou a Constituição para condenar sem provas. Joaquim começa por J, mas nunca será Johnson. Joaquim no Supremo de costas para a Constituição esconde provas: auditorias, laudos e as “notas” da utilização das verbas privadas da Visanet. Joaquim será muito lembrado agora e pelas novas gerações, como o presidente da mais alta Corte de Justiça do país, em pleno regime democrático, que quebrou a legalidade constitucional. Joaquim fez um acordo com os setores mais reacionários das camadas dominantes para destruir o PT. Não foi no Mississipi ao som do blues. Provavelmente em Brasília, à meia noite. E na encruzilhada dos Três Poderes, nós que defendemos a liberdade, ao som do blues, a legalidade vai prevalecer no Supremo. A sociedade brasileira vai aguentar as ponta, a democracia agradece.


  • 04/05/2015

    O silêncio do Tibete e os (Ma)rqueteiros


     Por Renato Uchôa (Educador)

    O PT, de quando em quando, faz um voto de silêncio assustador. Por não atender os gritos de milhões de brasileiros. Que acreditam na força do combate ininterrupto contra a Elite, também do preconceito, da exclusão, dos crimes mais cruéis contra o povo brasileiro. Querem o troco. Não é em moedas de cinco centavos, que a contragosto, jogam na lata de um pedinte de porta de igreja. Após a missa ou o culto, muito deles vão botar chumbinho para o cachorro e gato do vizinho. Em sendo em um saco, coloca cinco e volta na ponta do dedo com uma moeda de um real. Querem bilhões em troca pela opção do governo na implementação dos programas sociais. Querem uma Bolsa-Clã na base de ouro. E já não dissimulam a cara. Estão todos os dias na mídia, repetindo 24 horas por dia, o convite de sétimo dia. Do enterro do PT. E são milhares infiltrados no Aparelho de Estado. Servidores públicos nos melhores cargos, da justiça, Polícia Federal, Ministério Público, Procuradorias, STF, STJ,... Passeando nas agressões pessoais, no desrespeito, na afronta a todos os Códigos e Estatutos, que regem também, em cada alçada, os servidores dos Estados. A impunidade campeia até nas latas de lixo dos pátios das repartições. Um mar de rosa para cuspir na cor vermelha.  Foi assim nas eleições de 1989, quando o PT deixou roubar por vários meses, dirigido pelos marqueteiros, a marca da critica, a identidade construída a duras penas, que foi ganhando os corações e mentes da população brasileira na construção e legalização do partido. E foi colando, Collor roubou a marca à luz do dia. Roubou a estrela do PT por meses. Deitou e rolou, e não se sabe se cheiraram. Alguém acordou e foi botando o PT nos trilhos, a campanha cresceu e foi bonita. Não perdemos as eleições em 1989. As urnas, e foram várias, boiaram em vários rios do Brasil lotadas de votos não computados. De quando em quando, um silêncio do PT nos açoita os tímpanos de vergonha. Joaquim Barbosa, no julgamento da AP 470, mais draconiano da história do Brasil, em pleno regime democrático, mandou a Direção do PT para o retiro e voto de silêncio no Tibete. Por vários anos. É visível e claro a luta de milhões de militantes em defesa do PT e da legalidade constitucional, inclusive agora contra as ações do juiz Moro, a sombra de Barbosa na continuidade da Cruzada Medieval contra o partido. É também por demais visíveis a pífia atuação de quase todas as Direções Estaduais e Municipal , quando se omitem , se escondem das diversas e importantes manifestações da militância na campanha em defesa da legalidade, dos direitos ameaçados. Foi assim na eleição do ano passado, uma das mais importantes da história política do Brasil, lavaram as mãos. E quando foram, saíram mais rápido do que um cometa, com mais medo que o cão tem da cruz. A presidenta Dilma, por alguns meses, após eleição, não nos deu o ar da graça. Um vácuo profundo na relação com a militância e com o povo brasileiro. Afirmam de pés juntos, coisa de (Ma) rqueteiros. Direção do partido no “Teto do Mundo” acompanhou de lá, nós os simples milhões de mortais no fogo cruzado, gritando nas ruas e avenidas, nos morros e favelas, nos grotões, contra todas as formas de golpes. E não me venha com papo de ninar, que a Presidenta do Brasil não deve ocupar uma Cadeia de Rádio e Televisão, uma Rede Nacional para se dirigir ao povo brasileiro. No dia do trabalhador. Com o argumento de ferir suscetibilidades, não atrapalhar acordos de governabilidade. O PT, pelo silêncio das direções, em concluiu com os (Ma)rqueteiros, vai se afastando de setores importantes da sociedade brasileira, que ao contrário, tem escutado todos os dias nas rádios e redes de televisão, o  convite da missa de sétimo dia da morte do partido.  O trabalhador brasileiro precisa ouvir a presidenta do Brasil. Deitado, mas na Rede fixada no armador na parede.


  • 30/04/2015

    Os ladrões de faisão e a justiça brasileira


     Por Renato Uchôa ( Educador )
    O ladrão de galinha na época, que só degustavam os ricos. Com pirão da parida, mesmo que o filho não fosse... A pinta no olho, cor dos olhos e da pele, fio do cabelo, era o exame de DNA. O cassetete de borracha fazia a festa nas delegacias no Brasil. Linha nylon no armador arrancava os gritos de terror. Banhava a cidade inteira com o barulho. A violência é uma característica fundamental que permeia os interrogatórios. Não obstante a evolução da Lei na proteção ao acusado..., quando rico. Cabeça pelada, exposição da presa ao delírio do povo. À presunção da inocência, presume-se depois da condenação. O juiz faz sua parte, a mídia abastece a tela de sangue, suor e lágrimas. Foi e ainda é assim. A produção do cenário do crime, a criação das provas, os acusados, acusadores se confundem na elucidação do verdadeiro crime. Ou da farsa encomendada. A mídia venal escolhe as tomadas. Existem todos os tipos de ladrões na história do Brasil. A questão fundamental é que alguns jamais serão condenados, e quando... Rolam pra frente. Em sendo donos da justiça e do tempo, prescrever no tempo. Os atores do segundo filme, às vezes, são os mesmo no papel. Faz pouco tempo, o doleiro Alberto Youssef, centro avante do PSDB e associados no polimento do dinheiro sujo, deu um balão bem dado. No agora juiz Moro, no caso Banestado. A bagatela de R$ 150 bilhões na estrada aberta, engarrafada de ladrões, corruptos, traficantes, que mandam pra rua milhares de mamulengos pedir a volta da ditadura militar, o Impeachment de Dilma. A Era de Ouro dos Ladrões de faisão, com as privatizações e compra da reeleição. Outros surtos de furtos. No tempo do pavão genérico FHC. Justiça selada no curral das elites. Youssef aproveitou a oportunidade e dizimou, esquartejou a concorrência: entregou os outros doleiros, e por operar nos crimes para o PSDB, foram arranhando alguns deles. Para melhorar o roteiro. Acordo feito, concorrência destruída, solto pelo acordo, mãos à obra. Novamente no papel, com alguns coadjuvantes delegados federais e procuradores que detestam a cor vermelha. Nenhum impedimento a uma Equipe radicalmente contra o PT. O juiz Moro, que tem uma ojeriza quando o delator fala um nome do PSDB, é o ator principal na quebra da legalidade constitucional, na institucionalização da tortura psicológica nas prisões, aos presos com privação da liberdade sem pena. Antes da pena. Ao doleiro Youssef, nenhum laboratório foi necessário para atuar na Operação Lava Jato. Vai se consolidando nos corações e mentes de grande parte da população brasileira. Algumas verdades. A imprensa, por morar em um dos esgotos mais fétido do planeta, desesperadamente tenta esconder. O Juiz Moro, em outro caso também tenebroso (Banestado), lá no reinado de Beto Richa, faz um novo acordo de Delação Premiada Excludente. E vai livrando, pela exclusão, vários parceiros do crime à época. Na quase totalidade, soltos para continuar os crimes, e agora ajudar no esfacelamento do país, na derrubada planejada de Dilma. Pelos amigos que formam a quadrilha do PSDB, DEM, PP e outros bichos e aves. Protegidos por ele, escandalosamente blindados. O alvo do juiz é o PT. É fato, o Brasil começa a conhecer que ele não atua de acordo com a Lei. Em sendo assim, é  o principal suspeito de mais um crime contra a Constituição. A defesa da presunção de inocência (abolida por Moro) é dever de todos nós preocupados com a legalidade. A única exceção, não pode ser aplicada, é no caso do silêncio do STJ, STF, da Direção Nacional do PT, do obtuso Ministro da Justiça, da OAB...São culpados pela omissão, por assistirem de camarote a instalação do caos institucional no país.  Por um juiz de beiço de estrada, da República Corrupta do Paraná. 


  • 16/04/2015

    O obtuso


     Olha só. Olhem mesmo. O Brasil precisa de um Ministro da Justiça. Não pelas alegações daquele outro ministro (Joaquim Barbosa), precursor da abolição do Rito Processual Legal, do esfacelamento constitucional no Supremo, e provavelmente mentor do inquisidor Moro, que escuta bem de um ouvido, quando o delator dirigido aponta pessoas ligadas ao PT. Surdo do outro nas centenas de vezes que berram, ao som de um trio elétrico, gritam nomes ligados ao PSDB, inclusive o do candidato derrotado e raivoso Aécio Neves.Urgente. Precisa de um jurista de conduta ilibada, e que não seja do PT, do naipe da múmia Cardozo.  Faz zigue-zague, roda sobre si mesmo, é vai se enterrando com a Constituição. E de cabeça pra baixo no caixão. Pra nunca mais sair, caso ressuscite do marasmo. Como pode ser tão ausente na indisciplina, no desrespeito, na afronta, nos crimes de injúria e difamação perpetrados por diversos delegados da PF, comprovadamente nutridores de ódio contra o partido? Como pode não fazer absolutamente nada contra as agressões, que beiram a loucura, inclusive a prática de tiros ao alvo por policiais no interior de repartições públicas  (na foto da presidenta Dilma)? Uma clara demonstração de um crime grave, punido de pronto em qualquer país? É um refém da parte deteriorada da justiça e das forças policiais que apostam no caos institucional, junto com a tropa de inconsequentes zumbis vagando no país inteiro a procura de sangue. O Brasil precisa  de um ministro defensor dos preceitos constitucionais, que não  tenha medo de fazer valer a Constituição contra todas as formas de Golpismo, e enquadrar os meliantes provocadores de uma tragédia que se aproxima. Em passos largos a Constituição vai se tornando um molambo nas mãos daqueles que deveriam defender a legalidade. A presidenta Dilma precisa  ACORDAR, o cargo é do povo brasileiro. O rapaz que tenta ser ministro, pelo visto, não tem as credenciais para ser um síndico de um Bloco de apartamentos de Minha Casa , Minha vida. É conivente, pela omissão, com a extrapolação de competência de parte da justiça visivelmente facciosa nas diversas investigações e julgamentos direcionados contra o PT atualmente. Ainda não entendeu ou se faz de surdo. É medroso. A urgência na substituição , o deslocamento do novo ministro, pode ser feito no Porsche (de  Eike Batista)sob os cuidados do juiz Flávio Roberto de Souza, da 3ª Vara Federal do Rio de Janeiro.Ele (o juiz) pode também ceder o Piano.


  • 30/03/2015

    Convite sem data


     Um amigo meu falou... Livro é algo muito parecido com um disco de vinil. De cera de carnaúba, dos carnaubais de Campo Maior-PI. O sangue jorra no corte da palha e banha as mãos do trabalhador. Berço na luta pela independência do Brasil. Contra os portugueses. No beiço do rio Jenipapo.O cântico brota do arranhar da agulha. Radiola com braço de manivela. No abraçar do mundo, a cada ruído de dor ou alegria. Cantor ruim ( espanta até as cigarras). Mas, sempre tem uma música boa... O Reflexo no Espelho, 57 falas com fotos, com várias outras, de outras épocas. Um livro de memória e outros papos. Na gráfica. E pode sair no máximo em junho, muito bem antes do Impeachment de Eduardo Cunha e Renan Calheiros. Sujam as Casas, os Salões  suntuosos lavados com o dinheiro público. Onde praticam os crimes “legais,” no comando de uma tropa de reacionários, preconceituosos, inimigos ferrenhos das camadas populares. Contra o povo brasileiro. Com três locais de lançamento: Portal 100 Fronteiras, bastante crítico dos governos Lula/Dilma, em nenhum momento censurou, ou deixou de publicar os meus artigos. De outros mais. Todos na direção contrária a linha do Portal. O Momento PB, em alguns momentos, se distancia do velho e combatente fundador, saudoso Jório Machado. A liberdade de expressão, é que no "Momento", perpassa todos os momentos de lá.Faça como eu, colunista. Escreva um bom artigo e teste. É isso, ou não é, Cristiano? Na Galeria Augusto dos Anjos, um beco pequeno e apertado, de não mais que 100 passadas. Melhor dizendo, pulos mortais por cima dos bicos de pedras e buracos. Pelo engano peço desculpas, na última vez que lá passei, vi quilômetros de incompetência e descaso da prefeitura de João Pessoa. Nem a saudosa senadora Vassoura conseguiria passar por lá montada em seu cavalo.O prefeito Car(tacho), um tacho de familiares na ocupação dos cargos, não gosta de poesias,e nem do magistério municipal em greve. O Beco de um dos grandes poetas da humanidade. Café expresso quente, com o João. Na livraria situada aos pés de Augusto dos Anjos, a educadora Francis Zenaide, com o artigo O Supremo na encruzilhada ao som do blues. Lado B; o senador moral da Paraíba, Idalmo da Silva, com A vida de cada um; a educadora Ana Paula Romão, com Eu não tenho uma Ana, soltarão esse grito por amor. Pra quem quiser ouvir, seja lá de onde for. Como dizia Jaiel de Assis ...Nada brilha nesse céu de anil, estrela do amanhã, cidade do amanhã, leva meu grito,nesse grito por amor...Já na cidade de Lucena, na casa de Lucena, reuniremos a cambada, Velha e Bela Guarda. Não importa para que caminhos foram;  os que ficaram por eles, e os que ainda caminhamos juntos. Fizemo-nos, com alegria, suor e lágrimas, como diferença na luta contra a Ditadura Militar.  Convite sem data feito.


  • 06/03/2015

    Os filhos teus que fogem à luta


    Por Ana Paula Romão( Educadora)
    Por Renato Uchôa (Educador)

    O Procurador Janot ( Jamais...), não obstante a revoada no espaço aéreo do Brasil, dos milhões dos cofres das empreiteiras. Nas asas do PSDB. Outros bichos, com plumagens encantadoras, não vai usar a Guilhotina. Já caíram, melhor dizendo, voaram caixas de sapatos recheadas de dinheiro de um prédio em João Pessoa-PB, quando uma operação policial na área. Afirmam lá, os pacotes eram da turma do senador Cássio Cunha Lima. Tem bêbado rico até hoje com o susto e o presente. Não vai usar a Guilhotina no pescoço branco e perfumado do senador Aécio Neves... Um homem-pássaro blindado. Nem ao menos uma ratoeira. Pegar uma catita ( ratinho miúdo), que pululam nos tapetes dos prédios suntuosos da Justiça. Roendo os milhares de processos de condenados com antecipação de culpa, com residência fixa nas prisões assustadoras, degradantes, de norte a sul. Poderia fisgar ao menos uns R$ 10,00. Uma dose de pinga da boa, banda de um limão e uma asa de tira-gosto. Uma esmola para um mendigo de rua gritar impeachment. Seja de quem for: do presidente da Câmara ou do Senado. Colocados no saco do delator. Aécio nunca foi uma boa bisca, como dizem os sábios antigos, que nos precederam e nos educaram. Suspeito no desvio de 4,5 bilhões em apenas um dos vôos pro lado da Serra das Minas. Aeroporto construído com dinheiro público.Nas terras do tio. Pouso de naves espaciais... Ele sabe que não vai acontecer nada. O povo mineiro vai ajudar o Procurador que nada achou. Com baladeiras e fisgo. Alguns afirmam que a Guilhotina não consegue cortar nem as unhas, quando o meliante é um Tucano. Ademais, só o IBAMA/ Secretarias Estaduais de meio Ambiente, compete nas questões da fauna brasileira. Certamente, toda a Equipe do Lava Jato foi deslocada pra São Paulo, e não tem água pra lavar. A roupa suja da injustiça, principalmente. Estão impedidos de lavar até os ouvidos. Motivo de não terem escutados os nomes dos ligados ao PSDB/outros. Gritado várias vezes pelos delatores/ bandidos, a bem da verdade, alguns, dirigidos contra o PT. Acho que não devemos ser como àqueles, que acreditam em tudo, a favor da extinção da presunção de inocência. O delator, no papel, assume o seu lado mais perverso. Quando acuado, torturado psicologicamente, pode afirmar, inclusive, que FHC, Edir Macedo, Malafaia, Bolsonaro, senador Agripino...na verdade são os novos Santos do Brasil. A justiça brasileira tem demonstrado nos últimos anos, mais claramente, uma tendência de legitimar o que a mídia diz , que propriamente julgar com isenção. Assumir a defesa da Constituição, o Rito Processual Legal. Muitas vezes o já condenado pela população desinformada, preparada pela mídia, apenas tem o direito de escolher a cor do caixão. Todos os brasileiros que cometem um delito, um crime, por mais grave, devem ter as garantias da Lei no processo de julgamentos. Inclusive o presidente da Câmara dos Deputados, que envergonha o mundo com a postura que tem. Joãozinho é um gato esperto, pode ajudar o Procurador. Apelamos ao povo brasileiro, que coloque a disposição de Janot, animais que possam contribuir no processo de limpeza da nação.


  • 24/02/2015

    Moro, onde não mora a justiça


     É razoável afirmar, o juiz Moro, com o comportamento atípico, no caso Lava Jato, sem jogar água e sabão nos amigos do PSDB. Limpeza genérica, pirata como afirmam alguns juristas. Causa arrepio, da própria Lei, a Equipe da Investigação escute um delator afirmando, implorando mais de 50 vezes o nome de um deles (de vários) do PSDB, agraciados com suculentas propinas. Partido dos vários delegados da PF que conduzem a investigação. Conduzem mesmo, pra onde querem. Os delegados não fizeram cerimônia na época da campanha no apoio a Aécio Neves. Amigo dos Perrelas, dono do helicóptero abarrotado de cocaína. Isenção sob suspeita. Estarrecedor a surdez da justiça. É bom lembrar os mais de 4 mil processos engavetado pelo procurador, digo marceneiro especialista em gaveta, na época de FHC. O leiloeiro das empresas brasileiras. Moro avança, limpa o caminho pra quebra total da legalidade. Muito mais além, do próprio País. Iniciada pela milícia de Joaquim Barbosa no Julgamento do Mensalão, quando as garantias constitucionais foram escondidas, por detrás das moitas de espinhos. Cercadas e protegidas por vários cachorros ferozes com os dentes de fora. As defesas dos acusados e condenados sem provas, não tiveram acesso aos Laudos, Auditorias...que provariam o complô contra o PT. O cofre de Joaquim vai ser aberto no Supremo. Andam dizendo por aí que ele não vai gostar. Só dos EUA, onde repousa e escuta Blues. Atípico em face do regime democrático não permitir as excrescências jurídicas praticadas, que no Paraná reinam em plena democracia. Por enquanto, o estado pegando fogo contra um dos amigos do peito do juiz, o governador Beto Richa. Passou um trator quebrando um dos estados mais próspero do país. O juiz não sabe o festival de bandalheira do amigo. Desconhece. É tenebroso, o que a justiça legitima por lá. Uma escola de samba de autoritarismo. De prisões ilegais, constrangimentos, tortura psicológica, repudiadas até por advogados de porta de cadeias. O juiz é fogoso, tem a mídia venal, a Rede Globo na retaguarda, o MP, o Supremo dormindo de fraudas, o STJ inerte, a OAB preocupada em arrecadar as taxas para o Exame da Ordem, o Ministro da Justiça atordoado sem entender as atribuições do cargo, a Direção do PT em retiro espiritual e voto de silêncio faz mais de uma década. Enfim, o Aparelho Coercitivo do Estado em festa de aniversário. Comemorando o que agora é regra: prende e deixa rolar, o cara um dia canta a música que nos queremos. As notas tem que ser contra o PT. Comendo salgadinhos. Pode inclusive, e não acontecer nada contra ele, o juiz americanizado da época do Velho Oeste, usar para obter as confissões contra o PT: a Cadeira Inquisitória, Esmaga Polegar, a Roda Alta, Viola das Comadres, Açoite, Cavalete, Berlinda, Balcão de Estiramento, alguns instrumentos de tortura da Idade Média. Não foi pra isso que milhões de brasileiros lutaram, deram a vida contra o Regime Autoritário implantado em 1964, e constroem a duras penas o Estado Democrático. A Lei deve ser respeitada, o processo legal tem que ser a regra para todos os que cometem crimes. E olha que pagamos salários astronômicos (comparados com o grosso da população trabalhadora) à parte (casta) do aparelho repressivo do Estado. Normalmente contrário aos interesses da população, com raríssimas exceções. Embora eles nos façam parecer que descendem dos anjos de bem. E aparentam e fazem muito bem esse papel: não usam cabelos compridos (raramente), barbeados, ternos e sapatos impecáveis, carros de luxo, casas boas e arejadas, o mundo pra eles é do tamanho de uma laranja. Você, nós, apenas o bagaço. Historicamente eles acham que somos. Resistir é preciso.


  • 11/02/2015

    A sombra de Joaquim


     A direção nacional PT, em maior ou menor intensidade, se alastrando para os estados e municípios precisam entender o óbvio. No mínimo sair do sarcófago. Embalsamados faz cinco anos. E, no globo da morte. À barra da direção, quebrada. Os escombros no penhasco. Uma direção irritante, calada, acuada, sem perspectiva de romper o cerco violento da mídia venal para destruir o partido. Cadeia só para preto, pobre, prostituta, e no acréscimo, petistas. Não podemos acreditar só na incompetência. Existe algo mais na conivência. De quebra, da quebra da espinha dorsal do PT. O martelo e a bigorna, utilizados internamente desde a década de 1990, contra as frações. Vem das entranhas. E vão cedendo cada costela nos acordos espúrios com os aliados. Em sendo assim, bolo de aniversário das elites vem sendo preparado faz décadas. Foi assim no julgamento mais tenebroso da história jurídica em nosso país, AP 470. A humilhação, o linchamento público, a demonização de vários companheiros, escolhidos a dedo para a fogueira. Tem muitos petistas valentes, vestidos de legalidades criticando o Partido. Mas, à época do Mensalão, jogou vários pacotes de fósforos próximos a fogueira, e ficaram assoprando o fogo na queima dos antigos militantes. Condenados sem prova. Não têm as mínimas condições morais pra exigir as mudanças, que se fazem necessárias na condução da defesa do Estado Democrático. De uma milícia do Supremo comandada pelo inquisidor Joaquim Barbosa vai surgindo os filhotes do autoritarismo. Etapa cumprida, mas..., eleição perdida pelas elites retrógradas graças ao empenho de milhões de brasileiros (as), que não optaram pelo silencio das covas. Lutaram como nunca em defesa da democracia. E vão tocando a marcha fúnebre no bloco das elites em favor do impeachment, do Golpe contra Dilma. Nunca em toda a historia se viu uma inércia tão assustadora, inaceitável sobre todos os aspectos, dos dirigentes. Um silêncio que dói nos tímpanos de mais de 54 milhões de brasileiros que votaram em Dilma. Outros milhões que acreditam no PT, que gritam diariamente ao pé da tumba para que a Direção acorde. Ao contrario de nós, adotaram o silêncio como arma. Que nos açoita e nos deprime. O PT completa 35 anos de luta, de suor e lágrima. Não pode mais, pelo valor histórico, ser patrimônio de um grupo de sonolentos eternos, dirigentes de gabinetes refrigerados, avessos aos movimentos sociais. Dobra a esquina em carreira desenfreada, quando avistam sem-casas, sem-terra, estudantes, índios ... É bom lembrar, saborear o bolo que cresceu e foi repartido com milhões de brasileiros, nesse momento de festa, de comemoração de 35 anos de existência. Mas, Joaquim tem um seguidor. É branco, e para a mídia, perfeito na implosão dos princípios democráticos. É o novo herói contra o PT. O Juiz Moro. Informações sigilosas vazam a imprensa na Operação Lava Jato, mais que a água rara nas torneiras dos paulistas. Um dos delatores é freguês do Juiz, de outras épocas. Seletivamente contra o PT. Uma violação criminal na delação premiada. “Legalizada”, planejada, com áudio e tudo mais no período eleitoral para prejudicar o PT. O aparelho coercitivo do Estado, o MP, os magistrados, a polícia, não vão tocar a campainha no 3º Turno. Condução coercitiva nas intimações... A legalidade constitucional vem sendo quebrada nos últimos anos. A Constituição vai sendo reduzida a um pacote de papilina, os fins justificam os meios. Mamãe tem vários policiais na sala chamando o papai...

    Por Renato Uchôa (Educador) 
    Por Ana Paula Romão (Educadora)


  • 26/12/2014

    O PT, o mísero troco e a governabilidade


     Um conceito simples. Cristalino como dois mais dois... Igual a 54,4 milhões de brasileiros. Muito mais, que gostariam de ter votado em Dilma. Todos eles denominam governabilidade. A gente ganha as eleições debaixo de pau, pedra e fogo pra todo lado. E... Depois fica de quatro. Com a cara no chão, com as mãos atadas, com os pés quebrados, com a boca fechada com araldite. Cadeado com segredo. Jogado na lama que entope as torneiras dos paulistas. Pra não sair nenhum ruído de protesto. O caminho mais fácil e chique para acalmar os ânimos dos deputados e senadores. Daqueles ávidos para iniciar novamente o círculo da corrupção, desvio de verbas públicas e todo tipo de tramoia. É colocá-los no galinheiro da governabilidade. Os poleiros são assépticos e contam com bilhões pra compra de ração. Continuemos de quatro, a festa vai começar. Raposa vai, raposa vem. Em 2018 eles mandam a conta pra presidenta Dilma. Discriminada, cada item no lugar, no período eleitoral: PT corrupto, PT ladrão, a culpa é do PT, eles sabiam... Ainda de quatro. Lá... Vem os quatro ( primeiros) pra começar o açoite no povo brasileiro. Lá vem a ministra Kátia Abreu, vai começar com um banho de agrotóxicos na cabeça de cada um. Depois mais dez, sabem lá quantos. Enfrentamos os tipos mais perversos da escória brasileira perfumada e, que não lava roupa e enxuga no varal. E pelo andar da governabilidade não vai aprender nunca com quantos paus se faz uma canoa. Veste o que tem melhor da moda de Paris, de todos os lugares do mundo. Concentram mais de 70% das riquezas do país. Nazifascistas, torturadores, criminosos perigosos e truculentos. Preconceituosos, excludentes. Com o aval de parte da justiça selada no quintal das elites. Imprensa golpista, contra tudo de ruim, a militância petistas e aliados, que não temos medo de ficar de costas, elegeu Dilma presidenta. Na eleição mais importante da história do Brasil. Ninguém é inocente, o Congresso é importante, a participação dos coligados no governo é um fato. É de direito os partidos se representarem nos ministérios. A questão fundamental é que a militância precisa ser ouvida, os movimentos sociais junto com todos aqueles que não concordam com a volta ao passado sombrio, tenebroso. Não estão obrigados a engolir todos os sapos. Melhor dizendo, um porco espinho. O PT não tem a obrigação, é uma questão moral e de respeito aos milhares de militantes, aceitarem qualquer um de goela abaixo. O PT deve ouvir e ter sensibilidade com aqueles que na hora do “pego pra capar” é que vão segurar as pontas. Vale o registro, vem segurando faz década.


  • 31/10/2014

    A vida de cada um


     Nascer quando a sorte faz o parto, e a parteira mãe. Fica sendo pro resto da vida. Mãe Irá é a minha. Um salto mortal no escuro longo da vida. Uma réstia de luz na telha quebrada. De vários moleques que habitaram a Praça da Bandeira na busca das catirinas, e no beiço do Rio Pintadas. Em Campo Maior-PI, berço e túmulo dos Heróis da Batalha do Jenipapo. Sangue e vida pela independência do Brasil. Peada, soluça ainda capenga. Crescer e se preparar, a escola com os maus educadores nos espera. Estão na espreita com os olhos arregalados de ódio sobre nós. Cala a boca menino. Os bons educadores forjaram, lapidaram a ferro e fogo as nossas mentes. E foram vários diante da guerra silenciosa. Inúmeras, em todos os lugares: na Terra, no ar, no golfo, no mar. De areia ou de água. Explodiram os nossos castelos de sonhos nas vindas e idas de cada dia. Calça comprida e cabelo já nos vestem o corpo e a mente. ‘“Era um garoto, que como eu, amava os Beatles e Rolling Stones.” O medo do Exame de Admissão vai se prolongar por anos. Um pulo mortal na catraca. Até bater no portão da Universidade. Novas lutas, novos embates. “Caminhando e cantando e seguindo a canção, somos todos iguais, braços dados ou não”. Décadas de lutas, de manifestos e vigílias. A benção minha Nossa Senhora das Neves. Da Guia, que me guie em direção a Penha. Novos amigos (as). Negar e combater todas as formas de opressão, discriminação e preconceito. A AMPEP/PB somos nós, nossa força e nossa voz contra o coro reimoso dos governantes repressivos de plantão. PT saudações, prego batido, ponta virada. Boas e boas companheiras (os) no calor do fogo cruzado. “Caminhando contra o vento, sem lenço, sem documentos... eu vou, por que não”? Mala e cuia no caminho. Já vamos Iana e Pedro. ‘“Ninguém se perde na volta”. Não! Tem certeza? Novos maus educadores que dominam as universidades. Ministros sem nota. A não ser àquelas de exclusão de professores, alunos e funcionários quando da luta pelas liberdades democráticas contra a ditadura. Mau educador “eleito” por uma caneta do governador. Quem paga a conta? Não tem preço o sacrifício de milhares que se alimentam do pó de giz. E nem de milhões que produzem e nunca terão o acesso as riquezas produzidas. Apenas a cana que prende, ou a que muda de sabor e embriaga causando lerdeza e cansaço da vida pelo passo de tartaruga das instituições.

    Não “assépticas” na resolução das diversas problemáticas das populações. E menos limpos os hospitais que alojam a morte. Espera-nos picados pelo mosquito ou não. O passaporte para a “eternidade” é expedido. Em salas Vips ou imundas dos hospitais e postos de saúde do país inteiro. Décadas de contradição que nos move rumo à degola, as ideias nos apascentam o medo até a explosão. Da quebra do coco, tucum no solo; correr a vida toda com ou sem o capuz. Tainha no Rio Pintadas em Campo Maior. Saltar como um primata na beleza do pulo. Não nas costas dos excluídos como fazem as camadas dominantes. Um dia o mundo não será mais “deles”, os que nos condenam a uma vida de privação da liberdade. Presos ou não, por aqueles que nos condenam sem provas. Partidarizam as instituições na representação dos interesses das elites, na conivência com todas as formas de violência. Na e com a palavra também se luta. O sol sempre será a nossa testemunha da vida. Inclusive que tenho uma Ana.


  • 25/10/2014

    Xeque-mate


     A militância do PT faz anos, recentemente numa intensidade maior, vem alertando o partido do risco real da quebra total da legalidade pelas forças reacionárias ligadas internacionalmente aos golpistas. Sob o comando de Bacak Obamal. Vem patrocinando ações ilegais, ou intervenções armadas em vários países do mundo. Não importa o sangue da população, que muda a cor do asfalto. E morrem milhões de inocentes nas ações criminosas. A Amazônia, Pré- Sal, a Petrobrás... Já oferecida para os americanos. É a capa do convite sujo das elites. A militância não se rendeu e muito menos se acocorou nos últimos anos de massacre, ao contrário das direções que preferiram um silêncio assustador. Das catatumbas. Um mérito de milhões de petistas e não petistas democráticos que não tiveram medo durante todo o processo de massacre do STF no julgamento da AP 470. Um verdadeiro tribunal da Santa Inquisição. O STF jogou na lata de lixo a Constituição Brasileira e quatro Auditorias e Laudos (que inocentariam vários acusados). O ministro Barbosa, pelo duplo julgamento; o transmitido em cadeia nacional e o dos porões escuro do Supremo (que escondeu as provas da inocência de vários condenados), Laudo de Exame Contábil nº 2828/2006-INC, Instituto Nacional de Criminalística, Inquérito 2474. Seria o candidato da Elite. A casa caiu. Não a de Miami, comprada por ele por um dólar. Desmoronou a aparência de herói construída pela imprensa venal. Com destaque para a revista VEJA e a Rede Globo. Nunca passou de um capitão do mato. O povo brasileiro viu que ele não tinha a Constituição nas mãos. Descobriu que tinha uma chibata. Nem ele, muito menos Marina mamulengo, caixa do Itaú deram certo. Minas Gerais nos brindou com o repúdio ao candidato Aécio Neves. Mentiroso e raivoso, tremelica nos debates, deve usar fraudas, todas as vezes que a presidenta Dilma fala no aeroporto construído com dinheiro público nas terras de um tio. Mantém a chave debaixo de setes capas. Coisa de família. Mas,... Não completa. Quem pousa lá? Os Perrellas? Não tem como negar. A Polícia Federal investiga em Marte. O dono da cocaína é de lá. Só pode. A imprensa internacional o coloca como um meliante. Não é ladrão de galinha. Requião, Kajuru, sabe lá quantos conhecem as suas digitais. O desvio de 4,3 bilhões é muito dinheiro. Existem informações precisas sobre a entrada de mais de quatrocentos americanos ligados às forças repressivas nos últimos meses. Pode ser muito mais, e não estão de férias no Brasil. Processo democrático em curso, já bastante ameaçado. Abertamente pela mídia que se colocou para fazer o trabalho sujo. Em nenhum país do mundo se assiste uma violência sistemática contra um governo popular, eleito democraticamente, em todos os canais de televisão (concessões públicas), jornais, revistas que caluniam ao som dos fogos, e são suspeitos de todos os crimes. Inclusive os de sonegações gigantescas. E não acontece absolutamente nada, são imunes a Lei, ou a indecência dela. O PT precisa urgentemente substituir o ministro da Justiça Cardoso, que ninguém se lembra, não atua como o cargo exige. De boca costurada não está apto a defender a legalidade. A população brasileira que vai aplicar o Xeque-Mate no meliante político Aécio Neves, candidato da elite ociosa e exploradora do povo brasileiro, no dia 26/10, vai fazer um dos atos mais belos da história brasileira. Reelegendo Dilma presidenta do Brasil. Precisa para mantê-la, que o PT e aliados acione as medidas legais contra todos os golpistas. Vão tentar roubar o tabuleiro e parar o jogo democrático.


  • 07/10/2014

    O menino do buchão e as eleições na PB


    Todos nós quando pequenos, em vários momentos das nossas travessuras, dizíamos assim: dedos indicadores ligados... Parte aqui. Intriga oficializada, na maior parte, por dois ou três dias. Por serem banais. Outra perdurava por décadas. Como dizia minha avó Inésia. Menino danisco e genioso. Dependia muito do quebra-queixo, dos trocados pra comprar bombom e mariola. Maçã açucarada na festa de Nossa Senhora das Neves. Bola nova pra pelada, ou mesmo da bicicleta Bristol. Pneu com biscoito e farol. A intriga boa é para as crianças, não levam a nada. São frutos das reações em face de conflitos egoístas da fase, contrariedades, e as conseqüências, à época, não contribuíam para o avanço ou atraso do país. E nem derrubaram a ditadura militar. E trazemos para nós adultos, não à volta a puerilidade, vez por outra, o que é fantástico. Muitos monstros por aí soltos na buraqueira não conseguem. Vem no pacote à raiva, o rancor, sentimento de vingança construído pela educação do cabra macho. Levou uma tapa, manda dois. E não chore, apanha lá e cá. É fato, Ricardo Coutinho se aproveitou da ingenuidade dos “cardeais” do PT. Balão bonito e colorido. Ri à toa pro 2º turno. Vai lançar a rede de arrasto. Bateu em Dilma como se batia em ladrão novo na Central de Polícia no lado histórico da linda cidade de João Pessoa. Nas delegacias da Paraíba, no Brasil inteiro. Ficavam aos pedaços. O deputado petista reeleito merecidamente Luís Couto é que diga. E diz todos os dias sobre os desrespeitos aos direitos humanos. Tem uma atuação brilhante. Muito próximo de Ricardo, alguma vez, um conselho no que toca ao autoritarismo que caracteriza o menino do buchão, que trouxe tudo pra adulto. A Paraíba, o PT, por uma questão moral deve repudiar todas as formas de perseguições, assédios morais, demissões por interesses contrariados, que tem caracterizados gestões do partido não só aí, em várias no Brasil. Não construímos o PT com o opressor carimbado na bandeira. Pra ter esse tipo de comportamento deplorável. Wellington Dias eleito governador do PI em 1º turno, agora no 3º mandato, nunca perseguiu ninguém. Faz obra em regiões de adversários, termina obra no quintal deles em plena campanha eleitoral. Por isso mesmo que é querido nesse calor de 40 graus. É fato: a votação de 1.166.632 paraibanos (as) em Dilma (55,61% dos votos válidos) derrotou os ataques violentos a Dilma. Na linha de frente comandada por Ricardo. Na retaguarda o PT da prefeitura, aliado fiel, fazendo de tudo pra não contrariar o Mago, o feiticeiro dos acordos. Você hoje pode dizer com segurança, é real. Você viu o prefeito do PT nas diversas manifestações da campanha de Dilma na Paraíba? A resposta é... “Eu não vi não”. Inacreditável, inaceitável. Uma taca com diferença de 676.116 votos com relação ao segundo colocado, o jardineiro do ódio e da mentira Aécio Neves, candidato de Cássio, teve 490.516 mil votos (23,38% dos votos válidos). Marina mamulengo ficou em terceiro lugar com 393.390(18,75 % dos votos válidos). Uma composição aligeirada, desprovida de uma discussão mais aprofundada de princípios, deixou o PT sem um palanque pra presidente Dilma. Nenhuma vitória vem de lá. Qualquer quadro social do partido poderia ter sido eleito senador. Nadja Palitot ou Luís  Couto, ou a finada senadora Vassoura. De quando em quando escuto o trote do cavalo. A Onda Vermelha elegeria em uma coligação do partido. E pela votação que teve Dilma, não deve nada a prefeitura de João Pessoa. Nem um simples IPTU. Deve aos milhares de militantes aguerridos do partido, que a duras penas fizeram a campanha de Dilma contra tudo e contra todas as formas de sabotagem. Inclusive aos próprios candidatos do partido. Devemos ao povo paraibano que votou no avanço da democracia. Por essa lógica o PT não deve compor com Ricardo no 2º turno. Ou em outra perspectiva, de enfrentar Cássio/ Aécio, admitindo uma coligação do PSB com Dilma agora no 2º turno, a necessidade de uma base parlamentar no Congresso. Vários defenderão os acordos. Ricardo fará a campanha, por uma necessidade de se eleger. E ganhará as eleições com o apoio do PT. Com relação aos outros acordos, cumprirá após ser batizado e afogado por um pastor bom. Por 20 vezes nas águas do Rio Sanhauá. A decisão é sua. De mais ninguém. 


  • 22/09/2014

    A roleta russa e o PT/PB


     A roleta russa e o PT/PB Por Renato Uchôa( Educador) É fato: o PT da Paraíba vai praticar uma roleta russa no dia 05 de outubro. Tem data marcada. Um 3 oitão com seis balas no tambor. A arapuca, não é de talo de carnaúba, foi bem montada. É razoável afirmar, o menino ruim de bola, mas dono dela acabe o jogo toda vez que o time queira substituí-lo na pelada. Carrega a bola debaixo do sovaco. Fim de jogo. O PT da Paraíba é o único perdedor nessas eleições por não sair com candidatura própria. Nem aconteceram ainda. No Brasil. De cabo a rabo. Tá na reta. É perde feio. Não por mais, no antigo lixão do Roger cada lembrança dos mínimos princípios que nortearam a criação do partido. São por menos, muito menos, incompetência e carreirismo pra empurrar de goela abaixo candidatos pedigree. De gabinete, das salas escuras de palácio. Vai rolando, se acocorando, assombrado a cada assobio dos conchavos de gabinetes assépticos e refrigerados. Assusta um apito em um clássico no Almeidão. É um trator de esteira por cima de milhares de filiados humildes que não usam terno Brunatti, Carbonelli, Fasolo, Armani... Os “aliados” usam e são inimigos declarados de Dilma Rousseff. Eles não são tão ingênuos, por não saberem. Que pegam o ônibus todo santo dia. O trem de Cabedelo a Santa Rita. Lá vem à pedra, abaixa a cabeça quem ainda tem juízo, dignidade e vota no PT. Imprensados (pela imprensa também), e comprimidos no coletivo do Valentina, Castelo Branco, Mandacarú, Ipês, Bairro dos Estados, Alto do Céu, Expedicionários, Jardim, Mangabeira, Róger, Torre, Cruz das Armas, Varadouro, Água Fria, Bairro das Indústrias, Costa e Silva, Distrito Industrial, Ernani Sátiro, Ernesto Geisel, Funcionários, Penha, Jaguaribe, Grotão... Padre Zé, avie a receita na farmácia pra depois do 2º turno. E tem? Os bairros dos ricos e bacanas não vão falar. Nada contra. Medo de “represálias” de alguns companheiros da época braba. É suicídio pra todo lado, vai ser tainha até da Barreira do Cabo Branco. Sem destino, nem saída... Como pode se cometer tantos erros nas eleições mais importantes da história do Brasil? Não se pode colocar em jogo, individualmente, (como prioridade), qualquer eleição ou reeleição de deputado ou senador. As forças mais conservadoras, atrasadas e violentas da América Latina querem destruir o PT. Aliados aí pro governo do estado. Como podem se reunir a noite, e ela calada já não fala de vergonha, com políticos repressivos, não respeitam os movimentos sociais, que baixam o jucá Pereira dos Santos (cassetetes e bombas) em trabalhadores indefesos do campo e da cidade? Como podem fazer parecer que são conciliáveis interesses e projetos tão diferentes? O do PT que tem avançado rumo à democracia. Distribuição de renda o que tirou o país do limbo, com todas as ambiguidades, e os claramente de Marina/ Ricardo; Aécio Neves/ Cássio? Contra tudo realizado pelo PT em pouco mais de duas décadas? Como é possível fazer a campanha um dia pra Ricardo, que é contra a Presidente Dilma, e nem tem a delicadeza de colocar as parcerias com o governo federal nas obras realizadas? Como é possível a indecência de se submeter a andar com dois adesivos diferentes, cada caco do partido puxa um fio do novelo, um pra cada hora e lugar? Esconde o folder, rasga o santinho. É fato, Lula e Dilma não tem palanque na Paraíba. É razoável afirmar, pecar pela esquerda é diferente de se comungar com as forças inimigas do PT. Não são adversários. Os inimigos aí são íntimos. Admitindo que ocorra o 2º turno pra governador na Paraíba, e Dilma não se eleja no 1º, os critérios pra ficar com Ricardo ou Cássio, nenhum dos dois vai apoiar Dilma, serão: quem bateu mais em trabalhador, quem chora menos, quem ataca melhor o PT, quem torce pelo Campinense ou Botafogo, quem escarra no chão ou no rosto da população, quem humilha mais os assessores, quem persegue e demite mais... O PT cometeu o maior erro da sua história. Já tivemos em situações muito mais críticas em 1982. Voto vinculado, repressão, perseguições pra todo lado. E com a cabeça erguida com Derly Pereira fomos à luta. Não existe registro de suicídio. De nenhum candidato. Nem daquele que perdeu a vaca. Mesmo aqueles que tiveram menos de 100 votos e achavam que teriam 20 mil. Por segurança fechamos as janelas da sede no alto. Na Casa das Frutas. O PT da Paraíba peado, amarrado com o cabresto no curral. Levam um tiro de escopeta nas costas todos os dias e não aprendem. É a festa do 1º turno. Quem vai botar a cangaia se houver o 2º? Um deles vai. Ou os dois unidos. E vamos eleger um inimigo forte, afoito, solto da Mata do Buraquinho a Cajazeiras, pronto para atirar de bazuca nas costas de Dilma e do PT. Cássio ou Ricardo? Ainda tem tempo, vai continuar errando, vai deixar Mané?